segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 1 Comentários

O som da semana pinga sem parar na cabeça ainda atordoada deste blogueiro. O show do AC/DC no Morumbi foi nota mil. A voz ainda está rouca. Os ouvidos, ainda zunindo. E me sinto como Jack Black no final da comédia Escola de Rock:



A música é It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock'n'Roll), do próprio AC/DC. Um final perfeito para um ótimo filme, cheio de citações nada superficiais e bem sacadas de muitos itens da mitologia do rock.

Minhas citações preferidas são as da Stevie Nicks e, claro, as do AC/DC, que estão nas roupas do Jack Black, nas canções e até embutidas em algumas falas.

O filme foi dirigido por Richard Linklater, um cara eclético (imagine que ele é o responsável pelos romances Antes do Amanhecer Antes do Entardecer). E talentoso.

Boa semana a todos!

P.S.: Vai, Mengão!

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009 - 2 Comentários

Nesta sexta, não vou ao cinema. Mas posso ser encontrado onde todo mundo que gosta de rock MUITO alto estará: no Morumbi. Hoje, um sonho de infância se realizará e verei o AC/DC ao vivo.

Tudo começou em 1984: contava eu 9 anos, andei com uns caras inseridos na escola e cheguei em casa com um disco debaixo do braço. O disco ostentava o perigoso nome If You Want Blood (You've Got It). A capa deixou minha mãe preocupada com coisas inéditas, como drogas, violência e satanismo:
























Semanas depois, nomes como Angus Young, e então Eddie Van Halen e mais tarde Jimmy Page se tornaram deuses reverenciados com pôsteres, revistas e mais revistas e um violãozinho tosco que se esforça até hoje para reproduzir os ruídos dos heróis.

O tempo passou, assim como as dores de cabeça (constrangedoramente comuns aos onze, doze anos) decorrentes das imitações da performance do guitarrista do AC/DC. O meu menu musical se mantém em saudável e constante expansão (abraçando folk, MPB, jazz e outras coisas antes odiadas), o que abre espaço, inclusive, para sessões de nostalgia roqueira catárticas de tempos em tempos.

E hoje, como dizia o Zé Rodrix, ainda é dia de rock. O mundo mudou, eu também, o AC/DC também. O cantor beberrão do vídeo abaixo, Bon Scott, morreu há quase trinta anos, engasgado no próprio vômito. Mas é como um dos moleques agitados aí do vídeo que vou encarar uma muvuca no Morumbi: como se fosse 25 anos atrás.



A música é Riff Raff, do álbum Powerage, de 1976. É uma performance muito parecida com a que dá início ao tal disco ao vivo que levei pra casa na época do primário.

Ouvir AC/DC é um negócio que faz parte da formação macha de qualquer moleque, assim como ter uma briga na escola, folhear uma revista pornô ou aprender a arrotar mais alto no recreio. Coisas que não deixam ninguém mais nobre ou mais rico, mas que nos fazem ser respeitados nas horas mais difíceis.

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