terça-feira, 19 de janeiro de 2010 - 7 Comentários
Por estas bandas, mudança de casa concluída. A instalação da TV a cabo e da Internet, por outro lado, foi um caso mais sério. Razão pela qual este blog entrou em recesso forçado. Mas, enfim, voltamos à vida normal.
E a vida normal está pegando fogo. Ontem mesmo aconteceu a entrega do Globo de Ouro, e foi uma bela festa, com ótimos indicados, alguns resultados já esperados, algumas surpresas e um final nada agradável para BLOGIE.
Avatar, de James Cameron, o filme que o mundo esperava para ficar fabricando notícias - "falta pouco para alcançar a bilheteria de Titanic!", etc -, ganhou o prêmio de melhor filme dramático. Considerando que se trata de um filme de inegáveis méritos técnicos, mas de parcos recursos dramáticos, é um resultado bem chatinho. Cameron, com uma juba de George Washington (definição de Fernando Gueiros, parceiro deste blog), agradeceu na língua dos Na'Vi - os camaradas azuis de três metros de altura que habitam o mundo encantado de Pandora. Constrangedor.
Não foi o suficiente para apagar o brilho de uma noite que incluiu a premiação de Martin Scorsese pelo conjunto de sua obra - é o prêmio Cecil B. De Mille, uma das honrarias mais bacanas do cinema, entregue por Robert DeNiro e Leonardo DiCaprio, seus protagonistas mais frequentes (seria legal a presença de Joe Pesci).
De quebra, vieram os prêmios à insanidade de Se Beber, Não Case (como melhor filme comédia ou musical), ao gênio de Jason Reitman (pelo roteiro de Amor Sem Escalas, que merecia roubar o prêmio de Avatar) e a grandes atores, como Jeff Bridges (por Coração Louco), Robert Downey Jr. (por Sherlock Holmes), Christoph Waltz (por Bastardos Inglórios), Meryl Streep (por Julie & Julia) e, acredite, Sandra Bulock (por Blind Side, um drama que parece redimir uma carreira inteira de escolhas equivocadas e comédias açucaradas).
500 Dias Com Ela saiu de mãos abanando, mas fazer o quê?, em festa de Avatar, é até melhor não misturar a inteligência e o tom singelo da melhor comédia românticas desde Harry & Sally com a papagaiada em 3-D de Cameron.
Por fim, para o Oscar, fica a expectativa de vermos algum destaque para o novo Clint Eastwood - Invictus, com Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela - e de melhor sorte para Amor Sem Escalas, que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira.
Boa semana a todos!
PS: vale dar uma olhada na entrevista de Morgan Freeman para a crítica Isabela Boscov, na revista VEJA desta semana. Um ator maiúsculo, que não sobe em salto alto pela fama. E que faz seu trabalho bem como poucos.
Marcadores: Avatar, cinema, Globo de Ouro
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




