quarta-feira, 14 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Durante a semana passada, a Forbes deu uma notícia curiosa: dentre todas as estrelas de Hollywood, a que dá mais retorno financeiro para os estúdios não é Angelina Jolie, Nicole Kidman ou Scarlett Johansson, mas sim a australiana - e agora quarentona - Naomi Watts.

























Naomi Watts: quem não investiria nela?

A conta é a seguinte: pegaram a bilheteria total dos filmes em que as moças atuaram e dividiram pelo cachê de cada uma. E Naomi venceu, ao pagar aos empregadores US$ 41 milhões pra cada milhão recebido.

Avaliação do BLOGIE: justo, justíssimo. Naomi é linda, talentosa e séria como atriz. Protagoniza dramalhões (21 gramas), thrillers (Trama Internacional) e blockbusters de ação (King Kong) e de terror (O Chamado). De vez em quando, privilegia filmes de autor, como o cult Cidade dos Sonhos, do David Lynch. No ano que vem, estará no novo filme do Woody Allen.
















Em Cidade dos Sonhos, Naomi embarca na viagem de David Lynch - e deixa pelo menos uma cena na história do cinema...

Quer dizer: Angelina Jolie emagrece, adota pencas de filhos, rouba o marido da Jennifer Aniston, representa a Unicef, causa confusões, se tatua e tudo mais, mas, no fim das contas, ela deveria é estar estudando uns roteiros e escolhendo bons filmes pra fazer. Sua decantada atuação em A Troca, do Clint Eastwood, é a única coisa digna de nota que ela fez desde Garota, Interrompida - e, mesmo assim, não é grande coisa.

Veja a lista das estrelas que dão grana pros estúdios:

1- Naomi Watts (O Chamado, King Kong, 21 Gramas)

2- Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, Hulk, Diamante de Sangue, Ele Não Está Tão a Fim de Você - aliás, depois de ter sido musa teen, que grande carreira Jennifer tem feito nesta década!)

3- Rachel McAdams (Diário de uma Paixão, Penetras Bons de Bico, Meninas Malvadas - uma surpresa, não? Mas a moça é talentosa e muito bonita, merece um ingresso sério no primeiro escalão de Hollywood...)

4- Natalie Portman (série Star Wars, Closer - Perto Demais  e poucos outros filmes: Natalie escolhe a dedo seus projetos, faz filmes independentes por dinheiro de pinga e evita a superexposição. Seu papel de Rainha Amidala a garante na lista.)

5- Meryll Streep (graças a Mamma Mia! e O Diabo Veste Prada, e sem perder a mão de grande atriz, como mostram Dúvida e tantos outros...)

Depois, vêm Jennifer Aniston, Halle Berry, Cate Blanchett, Anne Hathaway e Hillary Swank.

Nem sinal de Scarlett e Angelina.

Tem gente se atribuindo um preço muito alto para o que entrega.

Quanto a mim, nem preciso mentir. Já escrevi no BLOGIE várias vezes que considero Naomi Watts a atriz que está no "ponto ótimo" (maturidade, talento e beleza). A aposta mais segura que posso fazer é que ela ganhará um Oscar dentro dos próximos três anos (já deveria ter levado o seu por 21 Gramas).

Minhas outras apostas pessoais são Natalie Portman e Scarlett Johansson. Tirando o preço alto e a falta de medo de se expor da loira, ela é sempre uma atração e, hoje, é provavelmente a maior estrela do cinema. Natalie cuida melhor da carreira, é mais seletiva, mas ainda vai fazer bastante barulho. O destino de ambas é serem ícones complementares de uma era, como foram Marylin Monroe e Audrey Hepburn nos anos 50.

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sábado, 20 de junho de 2009 - 5 Comentários

(Publiquei este post faz tempo, e aí a distribuidora atrasou o lançamento do filme, e o filme só estreou nesta sexta-feira. Então republico: aí vai a crítica (uma rara crítica negativa, adianto) de Trama Internacional, com Clive Owen e Naomi Watts.)

A embalagem promete ser exatamente aquilo de que você está precisando numa noite de sábado: um thriller bacana, com trama embolada e cheio de conspirações, rodando por vários países (o que inclui locações pitorescas), muita ação e um casal de protagonistas carismáticos - o sempre cool Clive Owen e a sempre bem-vinda Naomi Watts.

Mas é triste constatar que Trama Internacional é um desperdício de dinheiro, de talento dos atores e de tempo do espectador. Resumindo: é uma porcaria de filme.


















Naomi e Owen no set: pelo menos alguém se divertiu em Trama Internacional.


A tal trama, pra começar, parece ter sido escrita por uma criança de doze anos: um banco de Luxemburgo está sendo investigado pela Interpol (Clive Owen é o agente encarregado do caso) por estar vendendo mísseis para a China. À medida que Owen evolui na sua investigação, ele descobre que a razão para o banco fazer isso é simplesmente... tornar-se credor. Quer dizer, a "trama internacional" é um banco financiar governos corruptos do "eixo do mal" e torná-los dependentes do seu poderoso e misterioso executivo-mor. É bem idiota.

Mais idiota - e mais decepcionante - é o mau uso de Naomi Watts no filme. A loira é talentosa, linda e puxadora de audiência. Então, forçaram a mão para incluir um personagem para ela. E aí aparece a promotora de Nova Iorque que se torna parceira de Owen na investigação. Sabemos que ela é casada e tem um filho (aparece de relance em uma cena), mas nada mais do que isso. Qual é a dela? Ela sente falta da família? O marido reclama do seu trabalho misterioso? Ela quer pegar o parceiro bonitão?

Nenhuma das perguntas tem resposta. Nenhum personagem é minimamente desenvolvido. Isso não é frescura de crítico; é simplesmente a vontade de ver um filme com o qual dá pra se envolver por duas horas. Botar o Clive Owen e a Naomi Watts viajando por vários países, torrando uma grana na produção, e não pintar um climinha qualquer... é uma bobagem.

Enfim, para um filme de roteiro preguiçoso, uma crítica preguiçosa e impaciente. Vamos pra próxima.

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