sexta-feira, 20 de março de 2009 - 2 Comentários

Finalmente, uma semana com estreias interessantes no cinema!

Três filmes disputam a atenção do camarada que resolver pegar um cineminha. Leia os comentários e escolha o seu:

A melhor opção é Gran Torino, do Clint Eastwood, um dos melhores filmes do ano e que foi esnobado pelo Oscar. Estrelado pelo próprio Clint, é um testamento da velha "América". Vários ícones americanos são apresentados como coisas deslocadas em seu próprio lar: a bandeira, o carrão Gran Torino que dá nome ao filme, o subúrbio de Detroit (centro da moribunda indústria automobilística americana) , o conceito de fazer justiça com as próprias mãos, o personagem Walt Kowalski (um misto do americaníssimo Walt com um sobrenome que nos lembra que os EUA foram construídos, em grande parte, por imigrantes) e, enfim, o próprio Clint Eastwood, que interpreta Kowalski... todos estão ultrapassados e estranhos em um bairro que se vê ocupado por imigrantes coreanos. Como em todos os filmes de Eastwood, crenças e valores serão postos à prova, a morte terá seus efeitos verificados e você sairá do cinema um tanto perturbado. De quebra, Clint bota pra quebrar como nos velhos tempos. Chance rara de ver um dos grandes mestres do cinema ainda no auge (ele só lança filmes bons há uns 20 anos) e, provavelmente, uma das últimas chances de ver o homem na tela (ele já anunciou que não deve protagonizar mais nenhum filme).


Veja o trailer de Gran Torino, e não perca a chance de ver Clint Eastwood chutando uns rabos novamente!



Outra opção bacana é Pagando Bem, Que Mal Tem?, comédia de Kevin Smith que já teve sua estreia adiada várias vezes no Brasil.

Parêntese: é INEXPLICÁVEL por que as comédias mais bacanas não têm lançamentos decentes no Brasil. Pinneapple Express, um enorme sucesso nos EUA, nem foi lançada no cinema por aqui, indo direto para DVD. Agora, Pagando Bem... demora três meses para ter seu lançamento (depois das férias, etc). Muito estranho. Fecha parêntese.

Bom, o filme traz Seth Rogen e Elizabeth Banks como o casal de amigos que, na maior pindaíba (a pindaíba é um tema recorrente nos filmes recentes), resolvem eles mesmos produzirem e protagonizarem um filme pornô. Lá na frente, descobrirão que são apaixonados um pelo outro. Esses são os pontos de partida e de chegada de Pagando Bem, Que Mal Tem?. O recheio é mais uma comédia romântica de macho, o gênero do momento, cujo herói é mesmo Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos). Isso significa muita baixaria, referências a Star Wars, e um certo romantismo à moda antiga. Ou seja: você vai gostar, e sua namorada/esposa vai aturar numa boa. Ótima opção para um sábado ou domingo à noite!



















Elizabeth Banks e Seth Rogen tentam achar o "visu" mais adequado para seu pornô caseiro...


Por fim, a bomba da semana é The Spirit - o Filme, mais uma adaptação de quadrinhos, e daquelas hardcore, que será objeto de discussão de fãs sobre a fidelidade da adaptação, etc. Um saco. E um filme fraco. A direção é de Frank Miller (Sin City) e, verdade seja dita, seu estilo garante um certo interesse estético pela parada. Interesse estético que é reforçado pela presença de Scarlett Johansson, mas que não basta.






















Scarlett: seus atributos são grandes, mas não suficientes pra valer o ingresso.


Resumo da ópera: que quiser ver filme bom, vá de Clint Eastwood; quem quiser passar duas horas agradáveis no cinema, vá de Pagando Bem...; quem tiver quinze anos de idade ou nutrir uma obsessão doentia pela Scarlett Johansson, boa sorte, a vida é sua.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008 - 3 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

Esta é a máxima de Maria Elena, a personagem de Penélope Cruz no novo filme de Woody Allen, que estréia nesta sexta (14 de novembro) nos cinemas brasileiros.

A frase resume bem o espírito do filme, mas não explica a coisa toda. Para entender o pensamento desesperado de Maria Elena, é necessário mergulhar na gangorra de felicidades e angústias que balança durante as duas mais que agradáveis horas de Vicky Cristina Barcelona.



















Woody Allen dirige seu elenco dos sonhos: Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem.


Em ritmo de diário de viagem, Allen escolheu Barcelona como o cenário quase surreal para esta trip emocional de duas amigas americanas que passam o verão na bela capital catalã. Muita gente acusou Allen de mostrar uma Barcelona de cartão postal, não revelando "o verdadeiro espírito catalão", etc... mas esse é exatamente o ponto de vista escolhido: o que vemos é a Barcelona de turista, da catedral do Gaudí e outros pontos manjados, e ela é exótica e romântica o suficiente para estabelecer um pano de fundo atraente para a busca de cada personagem.

Cristina só sabe o que não quer (logo, tenta um pouco de tudo)

No que diz respeito ao conteúdo, o filme mantém parentesco com outra obra madura de outro grande diretor americano: Closer - Perto Demais, de Mike Nichols. Ambos tratam da incapacidade de seres humanos adultos cultivarem e manterem relacionamentos sadios, estáveis e felizes. A diferença está no olhar: enquanto Nichols deu sabor amargo à sua peça, creditando a tal incapacidade à necessidade patológica de mentir e buscar o que não se tem, Allen prefere ser mais condescendente, sendo até simpático aos defeitos e inconstâncias de seus personagens. Para ele, as pessoas nunca sabem o que querem - só sabem o que não querem.

E este é o lema da Cristina do título - Scarlett Johansson, evoluindo mais um pouco na personificação do alter-ego do diretor (insegura quanto ao próprio talento, verborrágica, gesticulante). É com ela que Allen se identifica, e é nela que ele projeta a culpa por pertencer a uma cultura materialista (leia-se "americana"), o sentimento de impotência perante à exuberância da arte européia e a falta de respostas para as grandes questões da vida.

Aos sábios europeus - no caso, Javier Bardem, divertindo-se num papel canastrão, e sua ex-esposa Maria Helena -, cabem as respostas definitivas e o olhar pretensamente leve sobre a vida e os relacionamentos. Com resultados igualmente inócuos: Bardem, como um artista plástico sedutor, não consegue se livrar do impacto da ex-esposa, mimetizando até seu estilo de pintura. Já a personagem de Cruz, embora talentosa, inteligente e linda, não consegue se assentar com o homem que ama - e que a idolatra. Para ela, sempre falta um ingrediente - e, pelo menos por um tempo, o ingrediente é encontrado na insegura Cristina.

E aí entra aquela tal cena, da qual todos ouvimos falar, em que Scarlett Johansson e Penélope Cruz se beijam. É uma cena bonita, bem feita, "quente" em sua cor vermelha e tudo mais... mas não é tudo aquilo que promete ou que poderia render. Não é isso que deixará Vicky Cristina Barcelona na história.

Vicky sabe o que quer, mas prefere não mexer com essas coisas

Quem realmente rouba o filme é a Vicky do título, Rebecca Hall (de O grande truque). Trata-se de uma atriz carismática e de nuances, em uma performance menos histérica do que a de Penélope Cruz, mas mais talentosa. Vicky, da dupla de turistas americanas, é quem mantém a cabeça no lugar, reprimindo seus impulsos e apostando na estabilidade das convenções sociais e no racional - angariando a mesma infelicidade e sensação de amor incompleto dos outros.

Ela se envolve, como parece inevitável para qualquer mulher que tenha passado a alguns quilômetros de distância do set do filme, com o tal pintor sedutor vivido por Bardem. Opta por manter seu noivado com um jovem executivo americano, retratado como um babaca previsível - mas no fundo, uma boa pessoa.

















Todos falam de Scarlett e Penélope, mas Rebecca Hall entrega a melhor atuação do filme.


No final, todos os personagens - desde os principais até os secundários, como o pai octagenário de Bardem ou os tios abastados de Vicky - podem atestar as duas frases que resumem a impotência e a angústia das enamoradas Cruz e Johansson: ninguém sabe o que quer; só o que não quer. E só o amor incompleto pode ser romântico. Por conseqüência, nunca se atinge a felicidade plena: o que se tem é uma busca constante, esperançosa e angustiante pelo relacionamento perfeito.



E é nessa sensação de entrega e dúvida que se vive a vida. Durante o verão de Vicky e Cristina em Barcelona, é isso que fazemos: vivemos a vida, esperançosos e angustiados, mas plenos e esplendidamente humanos.


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008 - 0 Comentários



Só o amor incompleto pode ser romântico.

É o que diz a espanhola Maria Elena à americana Cristina, em Vicky Cristina Barcelona, o novo filme de Woody Allen, que estréia no dia 14 de novembro por estes lados.

Sem entrar no mérito do filme (que BLOGIE já assistiu, gostou e vai discutir ainda nesta semana), é chegado o momento de celebrar o amor platônico, mas comovente, de Allen pela sua atual musa: Scarlett Johansson, a tal Cristina do filme.
















A verdade é uma só: Woody Allen faz bem a Johansson, afinal a lenda que vai se criando sobre ela ser a musa do autor sempre ajuda, mas a moça faz muito um bem maior ainda ao diretor.

Ele vinha de uma série de filmes meio assim, assim, até que cismou em colocar a loira como a americana que faz todo mundo perder a cabeça em Match Point, seu primeiro filme rodado fora dos EUA. O filmaço, que entrou imediatamente para a antologia de Allen, ganhou indicação ao Oscar de melhor roteiro e se tornou seu maior sucesso comercial. A partir daí, Scarlett tem estrelado a "fase européia" do diretor, que inclui Scoop - o Grande Furo, na qual ela revela um inédito talento para a comédia e, agora, Vicky Cristina Barcelona, ambientado na cidade catalã.

A boa fase recolocou a moral de Woody em alta, fazendo-nos lembrar das suas duas grandes fases, nas quais ele sempre esteve amparado por musas bem definidas: a primeira, entre 1975 e 1982, trazia Diane Keaton como o alvo amoroso que intimida os personagens de Allen. As mulheres de Keaton são sempre inteligentes, inalcançáveis e maluquinhas da silva. Dessa safra, vieram Manhattan, A Última Noite de Boris Grushenko, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Sonhos de um Sedutor (neste, Allen não dirige, embora tenha escrito o roteiro). Durante parte desse período, Woody e Diane formaram, de fato, um casal.

Já a segunda grande fase veio logo depois: do começo dos anos 80 ao início da década de 90, Mia Farrow foi esposa e protagonista de quase todos os filmes do baixinho. E que filmes! A Rosa Púrpura do Cairo, Hannah e suas Irmãs, A Era do Rádio, Crimes e Pecados, Maridos e Esposas... E ainda os "filmes suecos" Setembro, Neblina e Sombras... Mia Farrow ganhou papéis inesquecíveis, nos quais ela é insegura, talentosa e pura em doses equilibradas.

Mas nada se compara, em temperatura, aos momentos que o diretor dá a Scarlett Johansson, com quem, ao que apontam as notícias, não rola nada além dos laços profissionais. Sem chegar às vias de fato, velhinho que está, Woody canaliza toda seu apreço pela atriz no ato de fotografá-la:
















Penélope Cruz e Javier Bardem ajudam a compor o cenário que emoldura Johansson em cena de Vicky Cristina Barcelona.


Não que Allen seja um velho babão: ele não entrega o filme à tara de exibir a moça, como tanta gente tem feito - a bem da verdade, ele dá igual destaque e carinho a Penélope Cruz, que "rouba" boa parte das cenas, e a Rebecca Hall, que é, no fim das contas, a atriz principal do filme (cargo que ela ocupa com enorme demonstração de talento). Mas é notável como ele se embevece da loirinha, usando-a como um adereço muito atraente e apetitoso. É pelos olhos dela, curiosos e ingênuos, que ele prefere descobrir o mundo:



















Em suma: Woody Allen, assim como outros gênios do cinema (Hitchcock, Truffaut, Wilder), ama as mulheres e emprega parte expressiva de sua arte a serviço de fotografá-las, mas, assim como os colegas citados, atinge os melhores resultados quando o amor é platônico.


Talvez por isso seus personagens constatem: só o amor incompleto pode ser romântico.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Poucos filmes oferecem perspectiva tão positiva quanto Vicky Cristina Barcelona: dirigido por um Woody Allen em ótima fase (já conhecida como sua "fase européia", que inclui Match Point e Sonho de Cassandra), o filme traz a atual musa Scarlet Johansson, agora com o reforço de Penelope Cruz. Ambientado na bela Barcelona. Pouco? Pois veja o trailler do filme e veja as duas moças beijando e se atracando com todo o elenco masculino (isto é, Javier Bardem) e, principalmente, uma à outra. E conte os minutos para a estréia!


OK, a dica é: a cena acontece aos 2 minutos. Mas veja o trailer inteiro!

Para quem mora em São Paulo, a espera pode durar pouco: nos próximos dias 27 e 28 de outubro, a Mostra de Cinema exibirá Vicky Cristina Barcelona. Depois dessas duas sessões, só pro final de novembro, amigo.

Enquanto isso, participe da votação aí ao lado:
que filme tem a melhor cena lésbica da história do cinema?

Se ficou na dúvida diante de tantas opções embevecedoras, BLOGIE dá uma mãozinha: aqui você encontrará, diariamente, breves posts e imagens das cenas selecionadas. Esta é a eleição em que dá gosto votar!

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008 - 0 Comentários



Nada de filmes iranianos ou chineses. Nada de documentários reveladores ou curtas alternativos. Chega de papo-cabeça no fim de semana. A Mostra Internacional de São Paulo, que começa nesta sexta, tem essas coisas todas, mas também traz muita coisa bacana. BLOGIE apresenta o Guia Bacana da Mostra. Programe-se!

Dia 17 - Hoje!


Rebobine, Por Favor - Jack Black e Mos Def são dois funcinoários de locadora cujos filmes misteriosamente são apagados. Absurdamente, põem-se a refilmá-los, da maneira mais tosca e caseira possível. Clássicos como Os Caça-Fantasmas e De Volta para o Futuro são algumas das recriações. Jack Black alucinado e hilariante, como sempre. Às 22:00, na Reserva Cultural 1.


Dia 18 - sábado:

O Casamento de Rachel - Anna Hathaway, de O Diabo Veste Prada, é uma mulher pé-na-jaca que é liberada do rehab para ir ao casamento da irmã. Muito engraçada (e bonita), em um papel que promete indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar. O filme só estreará em circuito comercial no Brasil no final de novembro! Às 18:50, no Espaço Unibanco Augusta 3.


Dia 19 - domingo:

O Poderoso Chefão - se você só puder ir a um filme da mostra, que seja esse. O melhor filme de todos os tempos (na opinião deste blogueiro e de muita gente), em versão restaurada, numa rara chance de ser visto na tela grande. Marlon Brando, Al Pacino e Robert Duvall dão show, mas o que mais impressiona é mesmo o todo - em matéria de roteiro + direção + fotografia + atores + música + tesão, O Poderoso Chefão é inigualável. Imperdível! Às 17:20, no Cinesesc.

(Se não der no domingo, vá na noite de sábado, dia 18: às 21:00, também no Cinesesc!)


Dia 20 - segunda-feira:

Rocknrolla - Guy Ritchie, devidamente separado da Madonna, volta ao mundo de crimes em Londres, tema e estética que lhe deram fama em Canos Fumegantes e Snatch. Filme-sensação que só estreará no fim do ano por aqui. Às 21:30, no Shopping Cidade Jardim 5.


Dia 21 - terça-feira:

Sinédoque, Nova Iorque - o roteirista maluco de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Charlie Kaufman, estréia na direção, neste filme sobre um diretor teatral que escreve uma peça sobre sua vida, aproveitando para melhorar uma coisinha aqui, outra ali... às 21:40, no IG Cine.


Dia 22 - quarta-feira:

CSNY - Déjà Vu - para os fãs de rock clássico, especialmente folk rock. O quarteto Crosby, Stills Nash & Young lança um documentário com suas harmonias e violões perfeitos, misturados ao seu discurso flower power meio antiquado, mas ainda sincero. Dirigido pelo próprio Neil Young, o membro bissexto da banda. Às 21:10, no HSBC Belas Artes 2.


Dia 23 - quinta-feira:

Nada de interessante. Dia do blogueiro jogar futebol com a moçada.


Dia 24 - sexta-feira:

Queime Depois de Ler - o novo filme dos irmãos Coen, vencedores do Oscar deste ano com Onde os Fracos não tem vez. Estrelado por George Clooney e Bradd Pitt, como funcionários de uma academia de ginástica que botam as mãos em informações secretas da CIA. Muito humor negro, bem ao estilo dos irmãos. Às 22:50, no Cinesesc.


Dia 25 - sábado:

A Duquesa - com Keira Knightley, Ralph Fiennes e Charlotte Rampling. Filme inglês com Knightley no papel da mulher que se casa com um duque e desafia, com seus modos e puladas de cerca, o modus operandi da nobreza do século XVIII - ganhando a simpatia do povão. Faz paralelo com a história de Lady Di. É o chamado filme de mulherzinha, mas vale pelo desempenho da moça, ao que dizem... Às 22:00, no Eldorado 7.


Dia 26 - domingo:

Carruagens de Fogo - produção inglesa que ganhou o Oscar de melhor filme em 1980. Conta a história da delegação inglesa de atletismo que fez história nas Olimpíadas de 1924. Famosa pela trilha sonora de Vangelis, campeã de colações de grau e transmissões olímpicas nas TVs do mundo todo. Pra quem gosta de esporte e cinema, é um filmaço. Às 16:00, no Unibanco Arteplex Frei Caneca 1.


Dia 27 - segunda-feira:

Vicky Cristina Barcelona - é o filme novo do Woody Allen. Considerando que os filmes do diretor novaiorquino demoram muito para estrear aqui, é a oportunidade a ser aproveitada. É o suficiente, não? Às 21:30, no Unibanco Arteplex Frei Caneca 1.


Dia 28 - terça-feira:

Vicky Cristina Barcelona de novo- OK, vale contar mais uma coisinha: o filme se passa em Barcelona, onde Javier Bardem (Mar Adentro, Carne Trêmula) é o artista que seduz todo o elenco feminino. E, no elenco feminino, temos Scarlet Johansson e Penélope Cruz. E, em determinada cena, elas se beijam. Ãh... acho que é o suficiente para ver de novo. Às 21:40, no Espaço Unibanco Pompéia 1.














Woody Allen dirige Barden, Johansson e Cruz em seu novo filme


Dia 29 - quarta-feira:

Pausa para se recompor de Vicky Cristina Barcelona.


Dia 30 - quinta-feira:

Che - é o filme mais esperado da mostra. É a biografia de Che Guevara, vivido por Benicio del Toro e dirigido por Steven Soderbergh. Traz também a mais que interessante Catalina Sandino Moreno (de Maria Cheia de Graça) e o onipresente Rodrigo Santoro. Programado para uma única exibição, será o filme mais concorrido, havendo grande risco de perder o programa. Mas, se quiser enfrentar: às 19:00 (de uma quinta!), no Unibanco Arteplex Frei Caneca 1 e 2.

Agora, se você perder Che ou estiver satisfeito de revolucionários de esquerda, resta ainda um filme nesse último dia de mostra:

Todo Mundo tem Problemas Sexuais - com Pedro Cardoso e Cláudia Abreu. Opa, mas não é o tal filme que suscitou toda aquela discussão sobre nudez no cinema nacional? Sim, meu amigo, é. A coisa toda está baseada no fato de que este é um filme sobre sexo, mas sem cenas de sexo ou nudez. Então não tem a Cláudia Abreu pelada? Não. Então pula. Às 21:40, no Espaço Unibanco Pompéia 1.


É isso. Espero que o leitor consiga aproveitar algumas das dicas deste guia. Tem muito filme bom no meio de um mar de cabecismo. O mapa da mina, você já tem. Boa maratona!

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