domingo, 20 de setembro de 2009 - 4 Comentários
O assunto não é cinema, mas emociona como os melhores filmes de reminiscências: o vídeo abaixo representa aquilo que o You Tube trouxe de melhor: a capacidade de ressucitar peças que não mereciam ser jogadas no fundo do baú, fazendo a linha "quem viu, viu". O You Tube é o Vale a Pena Ver de Novo inesgotável, descontrolado.
Este é o melhor vídeo da história do site, pelo menos na minha opinião.
O ano era 1980. O saudoso humorista Costinha fazia uma matéria para a TV, e levou o filho junto. A matéria, na verdade, era mostrar o moleque de oito anos conhecendo o ídolo, Zico (maior jogador da história do Flamengo).
E aí, o menino fica em estado de choque, e começa a soluçar, e só consegue repetir: "eu vi o Zico! Eu vi o Zico!"
Só vendo.
Gosto, particularmente, da reação do craque: entre constrangido e comovido, ele tenta deixar o menino mais confortável na sua presença. Majestade.
Porque Zico era isso: ele se preocupava em se mostrar como um cara normal, trabalhando sério e tentando fazer o correto e o melhor.
A diferença entre ele e o resto é que Zico nunca deixava de seguir essa receita para relaxar e aproveitar fama e grana. (A outra diferença é que ele era genial: fez mais de 800 gols e deu assistências para mais de mil.)
Zico é um ídolo que toda torcida - não só a do Flamengo - merecia. Por rivalidade, bairrismo ou simples dor-de-cotovelo, os torcedores de outros times abriram mão de abraçar o jogador como grande ídolo.
Dizem que faltou Zico ganhar uma Copa do Mundo. Como disse o Juca Kfouri, azar da Copa do Mundo.
Para quem não acredita (e pra quem quer lembrar), veja essa compilação de gols do Galinho, com as camisas da Seleção, do Flamengo, da Udinese e do final de carreira no Japão. É inacreditável, especialmente a seção de gols de falta no final!
Num domingão preguiçoso, Esporte Espetacular é isso aí.
Esse You Tube é demais.
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




