segunda-feira, 12 de outubro de 2009 - 7 Comentários

(Aviso: comentário escrito sob forte impacto pós-sessão. Revela-se mais sobre o filme do que seria razoável. Funciona melhor se lido após a ida ao cinema... afinal, quem precisa de um conselho de um blogueiro para ver o novo Tarantino?)

Dizer o quê?

Coloquemos a coisa da seguinte maneira: ninguém - repito, ninguém - vai tão longe quanto Quentin Tarantino. Depois de ter marcado o cinema da década de 90 com Cães de Aluguel e Pulp Fiction, e de ter chutado o balde da indulgência com Kill Bill, o cara resolveu mudar o curso da História.

A História segundo Tarantino














O Hitler mais afetado desde o de Mel Brooks em Primavera para Hitler. By Tarantino.

Em Bastados Inglórios, seu anunciado "épico da Segunda Guerra Mundial", uma milícia de judeus americanos escalpela nazistas e uma menina judia que perdera toda a família tem seu próprio plano pra ganhar a guerra sozinha. O nazista que é apelidado "caçador de judeus" é a atração cômica do filme.

Desnecessário dizer que Tarantino anda numa corda bamba - basta lembrar de quanta gente reclamou de Roberto Benigni e de um suposto revisionismo histórico no seu A Vida é Bela -, mas o que realmente impressiona é que ele não anda nessa corda com cuidado; antes, corre tresloucadamente, esbarrando em tudo e todos e berrando, e chega ao final ateando fogo no seu próprio filme. E chega intacto.

Bastardos pode não ser o melhor filme de Tarantino (talvez Pulp Fiction, por seu impacto e influência, seja imbatível), mas é a coisa mais inusitada que chegou aos cinemas neste ano. Vale cada centavo do ingresso.

O festival de referências cinematográficas









Mélanie Laurent em Bastardos e Catherine Deneuve em O Último Metrô: mais do que mera coincidência...

Em Bastardos, o diretor paga seu maior tributo ao cinema.O início é Sergio Leone puro, aquela calma e aquele acúmulo de tensão que beira o insuportável, como em Era Uma Vez no Oeste. É ali que aparece o Coronel Landa, o tal "caçador de judeus". Sua abordagem é genial, e este é provavelmente o melhor diálogo de Tarantino desde Pulp Fiction.

As referências ao western não param por aí: a trilha é cheia de canções marcantes do bangue-bangue à italiana, como O Dólar Furado e uma saraivada de canções do Ennio Morricone. A trupe dos Bastardos Inglórios - os judeus liderados por Brad Pitt - tem como costume escalpelar suas vítimas, como se fossem índios apaches. A história, como a de Kill Bill, é a de vingança irredutível.

Além do western, há espaço para homenagens a todo tipo de filme:

- Aos épicos de guerra, com seus heróis e vilões caricatos e planos grandiosos;

- A filmes europeus, como mostra a preparação de Mélanie Laurent para a grande noite, ao som de Puttin' Out the Fire, do David Bowie, trilha de A Marca da Pantera... ou, mais forte, as recorrentes discussões sobre o cinema alemão da década de 20, contraposto aos filmes ufanistas -e tecnicamente geniais - do 3º Reich;


Ouça Puttin' Out the Fire, de David Bowie, acompanhada de uma montagem de fotos de Bastardos Inglórios!
- Ao cinema francês, com toques de Goddard aqui e plots de Truffaut ali (por exemplo, a heroína da história é uma moça linda, herdeira de um cinema que acaba virando foco de resistência em Paris - alguma semelhança com O Último Metrô, que traz Catherine Denéuve como herdeira de um teatro que acaba virando foco de resistência em Paris?);

- Ao próprio cinema de Tarantino, como mostra a cena do bar clandestino no porão: soldados alemães e alguns dos Bastardos (devidamente disfarçados) jogam Perfil, discutem cinema e acabam protagonizando a situação clássica de Tarantino: um apontando arma para o outro, o outro apontando arma pra fulano, fulano apontando arma para o um...

Enfim, o filme é uma festa para cinéfilos, e mesmo estes perderão dezenas de referências, pois desta vez Tarantino gastou todo seu arsenal - e ninguém é páreo para ele em matéria de "nerdice".

Enfim, um grande diretor

















A primeira cena de Bastardos, entrando direto na lista das melhores cenas de todos os tempos.

Tarantino começou como um roteirista fanfarrão e genial, criador de diálogos de efeito e que ignoravam a necessidade de trazer algum conteúdo. Seus personagens pareciam saídos de HQ, tão visualmente definidos e tão rasos em suas motivações. Dessa primeira leva saíram Assassinos por Natureza (dirigido por Oliver Stone), Cães de Aluguel e Pulp Fiction.

Depois, melhorou e tentou criar personagens mais complexos. Patinou um pouco em Jackie Brown, mas criou uma Noiva e um Bill sensacionais em Kill Bill Vol. 2.

Foi também em Kill Bill  - o primeiro - que notamos a enorme evolução de Tarantino como diretor - fotografia e direção de arte passaram a dar as cartas, mais do que o próprio texto. O visual da vingança da Noiva é, de fato, um soco no estômago.

E agora chegamos a Bastardos Inglórios, em que o diretor não precisa de cores espalhafatosas ou de artimanhas engraçadinhas como a de um David Fincher. Aqui, ele atinge a maturidade como cineasta: tem a calma de um Sergio Leone, a delicadeza de um Truffaut, a mordacidade os irmãos Cohen... e uma esperteza que só encontra paralelo em Scorsese. 

Atuações sensacionais

















Christoph Waltz como o Cel. Landa: a atuação do ano... That's a bingo!, diria o nazista...

Sua direção de atores também atinge um novo patamar com as atuações de Mélanie Laurent (uma pequena joia francesa prestes a conquistar o mundo), de Diane Kruger (uma atriz limitada e que, sob orientação do mestre, faz um grande trabalho) e, principalmente, do alemão Cristoph Waltz - o engraçadíssimo e atordoante Coronel Landa, que fala alemão, francês, inglês e italiano fluentes, e que é capaz de uma afetação absurdamente caricata, de uma crueldade digna dos piores vilões nazistas e de uma sagacidade de Dr. House. Pode talhar o nome do rapaz no Oscar de melhor ator coadjuvante.

Digna de nota também é a atuação do francês Denis Menochet, como o fazendeiro francês que é confrontado pelo histrionismo do Cel. Landa na primeira cena. Ele vai da indiferença ao ódio ao terror dizendo muito pouco e movendo poucos músculos da face. Realmente impressionante.

Gran Finale

Da metade para a frente, a coisa já foi tão longe que começamos a pensar, "como ele vai terminar esse filme sem frustrar o público?" - afinal, seguindo a História oficial, teríamos que ter tanques Aliados chegando a Paris e libertando todo mundo, algo que, sejamos sinceros, já cansou.

Mas Tarantino não tem compromisso com a História; tem compromisso com o cinema. E é numa sala de cinema que ele resolve fazer sua própria História, com heróis de guerra como um projecionista negro, um crítico de cinema britânico e a moça que se prepara para a noite como a Nastassja Kinski. Suas armas serão pilhas e pilhas de filmes. Os nazistas ganharão um final espetacular, bem hollywoodiano.

E o líder dos Bastardos, um caipira vivido por Brad Pitt, vai dar voz à sensação do seu criador, declarando para o mundo: "acho que esta é minha obra-prima".

P.S.: ver o filme foi uma aventura. A sessão foi interrompida no meio da primeira cena por um incêndio no Shopping Bourbon, e fomos orientados a evacuar o Shopping. Mas o amor pela sétima arte falou mais alto, e fiquei dando uma de bobo por ali, até controlarem a situação, reabrirem as lojas e assistirmos aos Bastardos. Porque, depois daquela abertura, eu não suportaria mais um dia sem ver o filme.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009 - 3 Comentários

Estreia hoje, repleto de expectativas, o sétimo filme de Quentin Tarantino: Bastardos Inglórios. O filme fez enorme sucesso nos EUA, já se pagou (feito merecedor de destaque hoje em dia) e vai levar bastante gente aos cinemas brasileiros.

Se você é daqueles que, como este blogueiro, aguardou por esta data como se espera por uma final de Copa do Mundo, não é necessário dizer mais nada.


















Tarantino e elenco: eles matam nazistas no cinema. Uma tradição americana.

Mas se você é da turma que ainda está à procura de boas razões para escolher este filme entre os outros doze do multiplex mais próximo, este post foi feito pra você. Aqui estão as 5 principais razões para ver Bastardos Inglórios:


1- Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, Kill Bill Vol. 2

A obra de Tarantino vai se construindo com calma (ele não é dos diretores mais profícuos), muitas idiossincrasias e nenhuma acomodação. Cada filme do homem é recheado com suas manias, ideias malucas e diálogos de efeito. Na série Kill Bill, ele mostrou grande evolução nos aspectos artísticos - fotografia, direção de arte, etc. Ele ainda não chegou no auge, e Bastardos está dando mais um passo nessa direção.

2- Prova de Morte

O último filme de Tarantino nem chegou a ser lançado no Brasil! Também pudera: o diretor chutou o balde ao fazer esse "meio-filme" para ser lançado em conjunto com o Planeta Terror de Robert Rodriguez. Cortes que emulam um filme mal montado, sujeira proposital e uma história bizarra... Prova de Morte, mesmo com seu caráter de brincadeira, deixou um cheiro de derrapada no currículo de Tarantino, e ele quis limpar a barra em grande estilo com Bastardos.

3- Os Bastardos

















Brad Pitt ensina a grande arte de escalpelar nazistas...

Quantos filmes de Segunda Grande Guerra ainda merecem ser feitos? Tarantino responde: o dele, pois ele faz diferente de tudo que veio antes. Em seu novo filme, ele inverte a História e dá vida aos Bastardos, uma milícia de judeus americanos que mata nazistas com requintes de crueldade (escalpo é a marca registrada). A trama se passa na França ocupada pelos alemães, e Brad Pitt lidera a trupe, com um plano ambicioso de virar a guerra na marra.

No mais, como todo Tarantino, toneladas de citações pop: música de primeira, apropriação de códigos do western, dos filmes de guerra e de diretores clássicos, brincadeiras com a mitologia americana...

4- Mélanie Laurent e Diane Kruger












Enfeitam a milícia dos Bastardos duas moças inacreditavelmente bonitas: a alemã Diane Kruger - que já foi a Helena de Troia e que estava à procura de uma chance para virar atriz de verdade - e a francesa Mélanie Laurent - que pôde ser vista recentemente em Paris, no qual atormenta um professor universitário de meia-idade. Mélanie, que é a verdadeira protagonista do longa, é uma atriz de recursos mais vistosos e de beleza menos convencional - e mais marcante.

5. O Trailer:




Dizer mais o quê? Escolha uma sala com tela bem grande e som ensurdecedor e boa sessão!

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009 - 7 Comentários

Outro dia, num almoço, uma jovem colega, nos seus vinte e poucos anos, chocou os comensais ao afirmar que ela não conhecia Os Goonies. Eu fiquei estupefato. Como alguém pode ter atravessado a pré-adolescência sem ter conhecido Mike, Bocão, Bolão, Dado? Sem ter se divertido com Sloth, o monstro bonzinho? Sem ter ficado na dúvida se Mamma Fratelli é mulher ou homem? Sem ter se apaixonado por Andy (Keri Green), estrategicamente um pouco mais crescida do que a molecada do filme (e da plateia)?

Enfim, ser um Goonie é algo a que todos os moleques de doze anos aspiraram, pelo menos na minha geração.

De quebra, lembrei-me de que o filme, dirigido por Richard Dooner a partir de história de Steven Spielberg, conta com uma das melhores cenas de abertura de todos os tempos.

O que me obriga a pensar na lista de melhores cenas de abertura de todos os tempos. Este é um dos meus temas preferidos, então não vou fechar em uma lista nem colocar em um ranking. Vou simplesmente listar as cenas de abertura inesquecíveis. À medida que eu for me lembrando, vou listando... espero que se divirtam!

Pra começar: três filmes bem diferentes e excelentes, todos com cenas de abertura não menos do que inesquecíveis.

Pulp Fiction: assaltos, um bom assunto para o café-da-manhã



O segundo filme de Quentin Tarantino tornou-se simplesmente o filme mais importante da década de 90. E todo o seu espírito e suas virtudes são apresentadas em um preâmbulo interessantíssimo, sem personagens principais e sem relação (aparente) com a trama. Um casal discute, num restaurante - enquanto toma seu café-da-manhã -, sobre suas perspectivas como assaltantes. O risco de levar um tiro, problemas logísticos durante o assalto, o dilema entre tomar a carteira dos clientes ou ficar só com a grana da loja... Tudo é discutido numa tranquilidade, dando o tom da violência banalizada que caracterizaria o filme e um monte de imitações que vieram depois. Os diálogos inspirados de Tarantino estão ali, como a observação da garçonete ("Garçon means boy!"). De repente, eles explodem, numa tempestade de palavrões e armas e baba pulando pra fora das bocas - e entra a abertura, com letras garrafais e o som de Dick Dale anunciando que Tarantino é um cara talentoso e esperto, e que ele estava fazendo história. Sensacional.


Carruagens de Fogo: heroísmo esportivo em escala gigante



É assim que se começa um filme: sem letreiro, nem nada. Uma rápida cena em um funeral. Um velhinho discursa em memória ao amigo que morreu. Ele termina a fala dizendo que se lembra como se fosse ontem de um grupo de jovens, do qual só sobravam ele e mais um vivos - "um formidável grupo de jovens, com sonhos no coração e asas nos calcanhares"... e corta para o tal grupo, correndo na praia - era a delegação de atletismo inglesa, se preparando para as Olimpíadas de 1920. A música de Vangelis irrompe em sua melodia perfeita, enquanto todos os personagens principais são apresentados. Duas consequências históricas: 1) Carruagens de Fogo, a música, tornou-se hino dos jogos olímpicos para sempre; 2) Carruagens de Fogo, o filme, ganhou Oscar de melhor filme em 1981.


Os Goonies: simplesmente a melhor abertura!























Essa, eu fico devendo. Não apareceu uma boa alma para postar a sequência de abertura de Goonies no You Tube. Uma pena, porque é uma aula de cinema: uma única ação - a fuga de uns bandidos da cadeia - serve para apresentar, um a um, todos os personagens principais e secundários da trama, bem como o ambiente onde se passará o filme (uma periferia decadente na California). Créditos, música e contexto - lanchonetes, fliperamas, malhação caseira, aparelhos de som - ajudam a formar um verdadeiro inventário pop dos anos 80.

Para quem nunca assistiu: não desperdice mais um dia de sua vida sem conhecer Os Goonies.

Para quem já viu dezenas de vezes, no cinema, no vídeo-cassete e na Sessão da Tarde: veja novamente e perceba como o filme, além de despertar aquela nostalgia, se revelará cinema de gente grande, com roteiro perfeito, ótimos personagens, edição inacreditável e produção impecável.

Porque fazer filme de matinê já foi atividade muito séria, a cargo de gente muito competente. Ave, Spielberg.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009 - 1 Comentários

A grande novidade do mundo do cinema é Bastardos Inglórios, o novo filme de Quentin Tarantino. Já foi amplamente noticiado que a saga de um grupo de americanos matadores de nazistas na 2ª Grande Guerra foi recebida de maneiras bem diferentes: uma, pela crítica, que malhou sem dó em Cannes e na imprensa americana; e outra, pelo público, que foi em massa ao cinema e fez de Bastardos o filme mais visto do momento nos EUA.

















Tarantino e seu 'Bastardos', no set:caso único de cinema autoral, cult e popular!

Enquanto aguardamos pela estreia no Brasil (só no meio de outubro...), recorro aos contatos. Angélica Sakurada, amiga deste blogueiro residente em Nova York, assistiu à empreitada de Tarantino e fez seu relato para os leitores do BLOGIE:


Tarantino rocks!
por Angélica Sakurada

Aqui estou derretendo com este calorão, mas gostaria de compartilhar a minha experiência do domingo: fui assistir a Inglourious Basterds. Caramba, nunca tinha ido ver um filme na estréia e tão aclamado por aqui como esse. Sessões a cada 1 hora no cinema perto de casa (tipo um UCI) completamente esgotadas, sendo que a sala de exibição se parece com um teatro da Broadway (tipo o Teatro Abril aí em SP), com mezanino e tudo para caber a galera toda. Imagem e som perfeitos.

Se vocês viram os outros filmes dele, este não é lá muito diferente. Entretanto o tema, principalmente aqui em Manhattan (monte de judeus), foi a sensação. Em algumas cenas específicas e no final, a galera aplaudia parecendo show de rock (!!!). Minhas impressões:

1. O tema é o de sempre: vingança pessoal, nada que Kill Bill e os outros não tenham trazido;

2. Brad Pitt: engraçado, mas nada de mais com aquele sotaque para quem viu ele em Snatch (que achei melhor). Papel secundário que nem no Burn After Reading.

3. Montagem: um show, como sempre.

4. Psycho: cenas memoráveis de sadismo puro (como sempre). Vi umas velhinhas na fila ao lado se contorcendo - heheh... e eu rindo, afinal é filme do Tarantino.

5. Trilha sonora: um show, como sempre.

Resumindo: não achei "A" obra de arte, mas vale a pena ver. Dá para se divertir bastante nas 2:30h de filme.


BLOGIE agradece à sua enviada especial, pelo texto e pela dica a seguir: pra garantir a experiência nova-iorquina completa, confira a entrevista do Tarantino num jornal independente ("de bairro, dos melhores e gratuito", segundo a Angélica). Foi a capa da semana: http://www.villagevoice.com/

Enquanto isso, vamos engolindo a ansiedade até a estreia abaixo do Equador...

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009 - 0 Comentários

Enquanto a crítica malha Bastardos Inglórios, o novo filme de Quentin Tarantino, o povo adere em massa. No final-de-semana passado, a saga da milícia que quer matar Adolph Hitler estreou nos EUA e ficou em 1º lugar. Já arrecadou metade do que foi gasto na sua produção.

Ter Brad Pitt como protagonista certamente ajuda. Mas o fato é que Tarantino é o único diretor-autor desde Spielberg que realmente atrai público grande para seus filmes apenas pela sua grife.

No Brasil, só em outubro...

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quinta-feira, 23 de abril de 2009 - 0 Comentários

Outra amostra do humor instável e do aspecto assustador e insano do herói da semana: Tarantino estava saindo do Starbucks com seu café, quando um paparazzo está lá, câmera em punho, registrando os movimentos do diretor.



Em matéria de violência, Quentin é o cara.

Falando em violência, amanhã voltamos ao cinema: BLOGIE listará as melhores cenas de luta de todos os tempos. Tarantino, claro, tem lugar garantido nela.

Não perca! Tem muita coisa boa, engraçada e assustadora.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009 - 0 Comentários

Agora, o trailer de Inglorious Basterds, o épico de guerra de Quentin Tarantino:



O filme traz Brad Pitt e a bela Diane Krueger (a Helena de Troia daquele Troia esquisitão). Está na seleção competitiva de Cannes. E promete, ah, como promete!

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Mais uma pontinha sensacional de Quentin Tarantino, agora em A Balada do Pistoleiro, filme do seu amigo Robert Rodrigues:



Ou seja: pense bem na piada que você vai contar, na próxima vez em que colar no balcão de um bar.

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terça-feira, 21 de abril de 2009 - 2 Comentários

Quentin Tarantino é um fanfarrão. Rato de locadora, cria teorias sobre as coisas mais bestas, como a roupa do Super-Homem, a sexualidade do Rocky Horror, filmes de kung-fu e de faroeste.
Mas a melhor teoria do cara não está em nenhum dos seus filmes, nem em suas concorridas entrevistas nos festivais: está em Vem Dormir Comigo, filme bacaninha de meados dos anos 90, em que Tarantino faz uma ponta antológica. Em uma festinha, ele está tentando chamar a atenção das pessoas, e acha a sua brecha ao expor uma teoria inusitada:

"Top Gun é o maior filme gay da história."

Esquisito? Pois ele sustenta bem sua tese. Veja a cena, intercalada por imagens de Top Gun que ilustram o discurso do homem.




Apertando a tecla SAP, para quem possa interessar: Top Gun, segundo Tarantino, é a história da luta de Maverick (o personagem de Tom Cruise) enfrentando sua tendência para o homossexualismo. Seus rivais na fita, Ice Man e cia., são a "turma gay"; Kelly McGillys (a loira que ele deixa de traçar pra jogar vôlei com a moçada), a concorrente, que quer mantê-lo no time dos héteros. A uma certa altura, ela chega a se vestir de homem para ganhar a atenção de Maverick.

E, no final, depois da vitoriosa batalha aérea com os soviéticos, Maverick e Ice Man confraternizam, e Ice Man diz do jeito dele que gostaria de ter o colega como parceiro (tradução literal):

- Você pode andar no meu rabo quando quiser.

E Maverick responde:

- Bobagem. Você é que pode andar no meu.

Quentin Tarantino encerra seu caso. E BLOGIE aplaude.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009 - 0 Comentários

O ano era 1997. Tapete vermelho da noite do Oscar. Tarantino voltava à ativa com Jackie Brown. Sua namorada, bem gata, era Mira Sorvino, que tinha sido revelada em Poderosa Afrodite, do Woody Allen.

Daí aparece um repórter e pergunta algo, não sei o quê, mas algo que deixa o cara puto. E olha o que acontece:




Esta é só uma das razões pelas quais BLOGIE idolatra Quentin Tarantino.

Ele é um badass motherfucker, como definiria qualquer um dos seus personagens.

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sábado, 18 de abril de 2009 - 0 Comentários

Na semana em que aumenta o buzz em torno do novo filme de Quentin Tarantino (Inglorious Basterds, que está na seleção competitiva de Cannes e cujas imagens e fotos começam a pipocar na Internet), BLOGIE decreta a semana oficial do Tarantino.

Mas a coisa vai ser diferente do usual: não vou escrever críticas sobre Pulp Fiction ou Kill Bill. BLOGIE vai comentar o lado mais pop, fanfarrão e menos conhecido do diretor. Por exemplo, vale lembrar sua infame participação como jurado de American Idol em sua terceira temporada. Veja ele espinafrando uma loirinha que cantou direitinho:




Nosso cardápio: seu trabalho bissexto como ator (Um Drink no Inferno); suas divertidas pontas em filmes de amigos (Vem Dormir Comigo, A Balada do Pistoleiro); suas trilhas sonoras, garimpadas em discotecas empoeiradas, tudo será objeto de posts. E seu primeiro roteiro de destaque, Assassinos por Natureza, também será assunto.

Prepare-se. Por ora, não perca a reprise do episódio de American Idol que foi ao ar neste sábado. Nele, Tarantino é o convidado e orienta os participantes a entoarem músicas famosas do cinema. O cara é uma figura.

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terça-feira, 14 de abril de 2009 - 3 Comentários



Olha só o pôster de Inglorious Basterds, novo filme de Quentin Tarantino:


"Era uma vez, na França ocupada pelos nazistas..."

O filme, que traz Brad Pitt, foi selecionado para exibição em Cannes (Cannes adora Tarantino), e promete ser algo muito, muito louco.

Pense no visual dos últimos filmes (Kill Bill 1 e 2). E pense que o cara sempre declarou que sonhava em dirigir um épico da Segunda Guerra.

Expectativa...

Mas lançamento, que é bom, só no final de agosto.

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