terça-feira, 26 de janeiro de 2010 - 2 Comentários

... Com o habitual atraso, mas vem.

O filme traz Larry David, criador das séries Seinfeld e Segura a Onda (nesta, também é o protagonista), e também a bela atriz Evan Rachel Wood. Em Nova Iorque, para dar um tempo na fase europeia de Allen.

Este é o cartaz do filme, para os cinemas brasileiros (sempre me divirto em ver o esforço da distribuidora em tentar vender os filmes do Woody Allen como algo mais popular do que realmente é... Em Match Point, por exemplo, optaram por simplesmente omitir o nome do diretor, servidos que estavam com uma imagem gigante e sexy da Scarlett Johansson; em Vicky Cristina Barcelona, o time estava reforçado com Penélope Cruz, então os problemas foram menores - deu até pra citar o baixinho... Já neste Tudo Pode Dar Certo, com um protagonista careca e de cabelos brancos, a dificuldade aumentou, então botaram "depois de Vicky Cristina Barcelona" - só faltou colocar, em letras maiores do que as do próprio filme, "aquele filme com a Scarlett Johansson e a Penélope Cruz!").

























A estreia, no entanto, é só em março, fellows. Sorry.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - 8 Comentários

Quem gosta de cinema do bom e mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro pode comemorar sua sorte: o Centro Cultural Banco do Brasil está promovendo, desde a semana passada até meados de dezembro, a mostra "A Elegância de Woody Allen".






















A proposta é simples: todos os 40 filmes do genial diretor nova-iorquino - incluindo o último, Tudo Pode Dar Certo, ainda inédito no Brasil - serão exibidos na Mostra.

Clique aqui para ver todos os trailers dos filmes!!!

Para facilitar o trabalho, BLOGIE seleciona o que não pode ser perdido de jeito nenhum.


Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) - tido como a obra-prima (ou uma das principais obras-primas) de Allen, esta comédia venceu quatro Oscars, incluindo o de melhor filme e o de melhor atriz para Diane Keaton. Inovador, inteligente, cheio de classe, impagável. Em São Paulo: 05/12 e 13/12, ambos às 18:00. No Rio: 19/11, às 17:30, e 24/11, às 18:30.

Manhattan (1979) - BLOGIE já deixou claro em diversas ocasiões que este é seu preferido, contando com a melhor cena de abertura de todos os tempos. Os cariocas já perderam suas chances no início da semana; já os paulistas ainda têm três chances: 19/11, às 19h; 29/11, às 18h; e 09/12, às 13 h.

A Rosa Púrpura do Cairo (1984) - durante a Grande Depressão, uma mulher escapa da sua vida miserável dentro do cinema. Até que o personagem-galã literalmente salta pra fora da tela e dá uma apimentada nas coisas. Uma declaração de amor ao cinema.Sensacional. Em SP: 28/11, às 18h; e 03/12, às 17h. No Rio: já foi, parabéns aos felizardos que assistem ao filme enquanto escrevo estas linhas!

Hannah e Suas Irmãs (1986) - questões existenciais, relacionamentos complicados e o cinema como salvação. Um dos filmes que melhor resumem a obra de Woody Allen. Em SP: 21/11, às 18h; e 29/11, às 16h. No Rio: já foi, sorry.

Crimes e Pecados (1989) - aqui, os relacionamentos mal resolvidos ganham solução na base da porrada. O assassinato e a convivência com a culpa são examinados, à moda de Dostoievski. Antecipa, em quase vinte anos, o tema do clássico recente Match Point. Em SP: 06/12, às 16h; e 09/12, às 17h. Os cariocas têm ainda uma chance: 27/11, 19:30.

Tiros Na Broadway (1994) - John Cusack faz o papel habitual de Woody Allen - o de artista inseguro e atrapalhado. Um filme menos badalado, mas não menos qualificado. Dianne Wiest faz um trabalho incrível, que lhe valeu o Oscar de atriz coadjuvante. Em SP: 04/12, às 13h; e 12/12, às 18h. No Rio: 21/11, às 20h; 25/11, às 13:30; e 29/11, às 18h.

Poderosa Afrodite (1995) - Mira Sorvino levou o Oscar de atriz coadjuvante como a prostituta de boca-suja e coração de mãe que Allen encontra ao procurar a mãe de seu filho adotivo, que é um gênio precoce. um coro de tragédia grega pontua as cenas com brilhantismo. Em SP: 28/11, às 14h; e 11/12, às 17h. No Rio: não percam a seção única no dia 22/11, às 14:00.

Todos Dizem Eu Te Amo (1997) - Allen entra de sola no musical e bota grande elenco (Goldie Hawn, Drew Barrymore, Edward Norton, Julia Roberts, Alan Alda, Natalie Portman...) pra cantar standarts da música americana. Locações em Nova York, mas também em Paris e em Veneza. Classe total e uma cena antológica: Woody Allen fazendo Goldie Hawn literalmente voar enquanto dançam à beira do rio Sena. Em SP: 21/11, 20h; e 26/11, 17h. No Rio, a última exibição foi no feriado de 15/11...

Quanto a Match Point e Vicky Cristina Barcelona, considero-os igualmente essenciais, mas imagino que quem gosta de Woody Allen não deixou de vê-los no cinema quando dos seus lançamentos...

Para os paulistanos apressados, aviso que o novo filme de Allen, Tudo Pode Dar Certo, terá sua última exibição na retrospectiva nesta quinta-feira, 19/11, às 14h...

Se você perder, tudo bem: até o final do ano o filme estreia no Brasil em circuito comercial. O essencial é ver na tela grande um ou mais clássicos do mestre.

Em tempo: se eu tivesse que optar por uma única sessão, eu iria em Manhattan. Como segunda opção...vejamos... OK: A Rosa Púrpura do Cairo. Ou Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Ah, eu gostaria é de ver todos!

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009 - 0 Comentários

Nada de baixo-astral neste 11 de setembro. Nova York deve ser lembrada e celebrada pelo que ela tem de melhor.


Para mim, assim como para o cara que escreveu, narrou e dirigiu a cena abaixo, não importa a estação: Nova York ainda existe em preto-e-branco e pulsa ao som de George Gerwshwin.



O filme é Manhattan, obra-prima do Woody Allen. Para mim, melhor cena de abertura de todos os tempos. E maior homenagem a uma cidade já feita por um cineasta.

Aí vai a tradução do texto:


"Capítulo Um. Ele adorava Nova York. Ele a idealizava muito além da conta - ãh, não, vai assim: ele... ele romantizava-a muito além da conta - YES. - Para ele, não importa qual a estação, esta ainda era uma cidade que existia em preto-e-branco e que pulsava ao som das grandes canções de George Gershwin. - Ãh, não, perdi alguma coisa...

"Capítulo 1. Ele era romântico demais sobre Manhattan, como ele era sobre todo o resto. Ele se deliciava em andar no meio da multidão e do trânsito. Para ele, Nova York significava mulheres bonitas e caras espertos que sabem de tudo - não, não, brega, muito brega para alguém com meu estilo. Será que dá... dá pra tentar algo mais profundo?


"Capítulo um. Ele adorava Nova York. Para ele, a cidade era uma metáfora da decadência da cultura contemporânea. A mesma falta de integridade individual que levava tanta gente a buscar o caminho mais fácil estava rapidamente transformando a cidade dos seus sonhos em... - não, ficou meio sermão. Quer dizer, você sabe, vamos encarar, eu quero vender alguns livros.

"Capítulo um. Ele adorava Nova York, embora para ele a cidade fosse uma metáfora da decadência da cultura contemporânea. Como era difícil viver numa sociedade descaracterizada por drogas, música alta, televisão, crime, lixo... - muito raivoso. Não quero ser raivoso...


"Capítulo Um. Ele era forte e romântico como a cidade que ele amava. Por trás de seus óculos de aro preto, se escondia o apetite sexual de um gato selvagem - gostei disso. - Nova York era sua cidade, e sempre seria..."
E aí somos arrebatados pela incrível Rapshodie in Blue, de George Gershwin, e pela fotografia maravilhosa de Gordon Willis.












O rapaz aí é que sabe das coisas.

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