segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 - 4 Comentários
Chega o Natal e a vida de quem gosta de ver uns filminhos na TV vira um inferno: é um tal de filmes bíblicos, ou então aquela xaropada "família" à Frank Capra... e acabamos nos refugiando em alguma reprise de comédia infantil - Esqueceram de Mim, etc.
Mas há salvação para os homens de boa vontade. BLOGIE indica três filmes de Natal pra macho nenhum botar defeito. São filmes divertidos, corrosivos, inquietos - mas que, no fim das contas, servem muito bem para enquadrar marmanjos no espírito natalino.
Boa diversão!
3- Os Fantasmas Contra-Atacam (1988):
Versão maluca e contemporânea do Conto de Natal, de Charles Dickens. Aqui, o velhinho muquirana que inspirou Disney a criar o Tio Patinhas é substituído por Bill Murray, como um jovem e implacável executivo de TV. Os fantasmas dos Natais passado, presente e futuro dãs as caras, sob formas bizarras - o do Natal passado, por exemplo, é um motorista de táxi novaiorquino. Murray, como sempre, arrasa.
2- Duro de Matar (1988):
Depois dessa fucking short version, dizer o quê? Filme de Natal bom é isso aí. Bruce Willis resolve sozinho a parada em um arranha-céu que é tomado por terroristas na noite de Natal. Durante o filme, as metralhadoras falam mais alto e os palavrões pontuam as frases. Um terrorista é encontrado morto pelo chefe, vestindo um gorro de Papai Noel e portando uma curiosa frase escrita em sua blusa: "Agora eu tenho uma metralhadora - HO HO HO". De quebra, Willis cria seu bordão imortal: "Yippie-kie-yeah, motherfucker!"
1- Trocando as Bolas (1983):
De todos, o meu filme natalino preferido. John Landis, um gênio da comédia, reúne dois dos maiores comediantes da época, Eddie Murphy e Dan Aykroyd, em uma fábula muito mais inteligente do que parece: Murphy é um mendigo mutreteiro; Aykroyd, um financista milionário. Os dois octagenários patrões de Aykroyd - os Irmãos Dukes, fundadores da Bolsa, uns caras que devem ter andado com o Rockfeller ou algo assim - firmam uma aposta: um deles, racista cínico, acredita que pode transformar um mendigo em um ótimo executivo; o outro, racista convicto, duvida. Um dólar é o valor da aposta, e Murphy e Aykroyd têm seus lugares trocados.
A partir dessa premissa instigante, acontece DE TUDO em Trocando as Bolas. Jamie Lee Curtis é uma prostituta que entrará na jogada, um gorila se apaixonará a bordo de um trem, Dan Aykroyd encarnará o Papai Noel mais escroto da história e, ao final, uma cena inesquecível rodada dentro da Bolsa de Valores decretará quem estava certo na aposta do início, e quem levará a melhor.
Um filme absolutamente genial.
Só para provocar, aqui vai a cena inicial. É ver e identificar, de pronto, que se trata de algo especial:
É isso. Os posts se manterão diários até o Natal. Depois, o BLOGIE entra em recesso de uma semana, voltando dia 04 de janeiro.
PS: às vésperas do Natal do ano passado, também falei desses filmes (entre outros). Mas o texto e as atrações - cenas, trailer, fucking short version - são diferentes. No mais, se alguém se convencer a assistir a Trocando as Bolas, a insistência terá valido a pena.
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




