terça-feira, 15 de dezembro de 2009 - 2 Comentários

Como dizia o Chacrinha, no mundo do entretenimento, nada se cria - tudo se copia.

Um dia, lançaram A Lagoa Azul, a história de um casal de crianças sobreviventes de um naufrágio que, numa ilha paradisíaca, crescem lado a lado, até se descobrirem adultos e resolverem ativar suas funções reprodutoras. Brooke Shields, que fazia a menina, virou uma lenda (assim como uma execrável e infeliz cena aquática em que aparece o falo do rapaz).

Daí produtores malandros resolvem fazer um "genérico" - e o resultado é Paradise, de 1982. Phoebe Cates era a musa juvenil do momento (ah, a cena da piscina em Picardias Estudantis...) , e foi escalada para fazer a mocinha em uma história constrangedoramente parecida com a da Lagoa...



Mas, fazer o quê?, a gente não escolha do que gosta... foram muitas as reprises no SBT (durante uma época, o SBT combatia a Sessão da Tarde com Paradise, sem medo de ser feliz).

Só não entendi, até hoje, a intervenção de árabes ou algo assim... eu realmente desligava o cérebro ao ver Paradise, e sempre achei estranha essa intervenção fora do script-gabarito da Lagoa...

Enfim, todos temos nossos prazeres culpados. De vez em quando, BLOGIE vai abrir o arquivo proibido do fundo da memória.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 2 Comentários

Antes de se transformar no modelo de americano honesto (Philadelphia, Forrest Gump, Apollo 13, O Náufrago), de ter passado pela fase de galã de comédias românticas com a Meg Ryan e de ter se exposto ao ridículo como Robert Langdon em Código DaVinci, Tom Hanks foi um grande comediante - diria que foi o cara mais engraçado do seu tempo.


Hanks apareceu em 1984, na comédia romântica inusitada Splash - Uma Sereia em Minha Vida, e se tornou o engraçadinho do momento (algo como o que aconteceria com Jim Carrey uns seis anos depois, e então com Adam Sandler, já no final dos anos 90). Enfileirou meia dúzia de comédias insanas, a mais famosa delas Quero Ser Grande, que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar (como o menino que faz um pedido para virar logo adulto e acorda no corpo do Tom Hanks)... e que tem pelo menos uma cena imortal: a de Hanks e o velhinho que é dono da loja de brinquedos pulando em cima de um teclado-tapete, tocando o "bife" a dois.

Mas o assunto de hoje é bem mais picante: Hanks protagonizou, no meio de tantas comédias, a sensacional A Última Festa de Solteiro. Um filme responsável por elevar os padrões das expectativas de pelo menos duas gerações sobre as festas de despedidas de solteiros dos seus amigos (mas nunca a própria).


























O filme, dirigido por Ricahrd Benjamin, traz Tom Hanks como o pobretão (ele é motorista de ônibus escolar) que vai se casar com uma moça milionária, e é claro que o pai - devidamente suportado pelo ex-namorado almofadinha, que tem a preferência da casa - tem planos para impedir o casamento.

A moça é interpretada por Tawny Kitaen, uma tremenda gata que causou sensação nos anos 80 por ter estrelado os vídeo-clipes mega-bregas do Whitesnake (Is This Love?, Here I Go Again e Still of the Night) - e por ter se casado com o vocalista da banda, David Coverdale.