domingo, 31 de janeiro de 2010 - 3 Comentários
Após a heroica recuperação da letra do jingle da US TOP - "liberdade é uma calça velha, azul e desbotada" -, ficou a promessa da revelação de outro clássico da publicidade brasileira.
Um dos autores da canção é o mesmo da primeria - Sérgio Mineiro, falecido há alguns anos. Como parceiros, Sérgio Campalli, seu sócio na produtora de jingles MCR, e Renato Teixeira, autor de alguns clássicos da música brasileira, como Romaria. O próprio Renato Teixeira emprestou sua voz e seu violão para a peça.
A música, um libelo folk libertário pela liberdade de escolha, tem apenas 30 segundos e refuta com veemência a intromissão do acaso na escolha da sua bala de leite. Manda o menino girar o baleiro, prestar atenção e pegar logo a melhor bala que há.
Quem cresceu durante o fim dos anos 70 e meados dos anos 80 já matou a charada. O comercial da Bala de Leite Kid's ficou no ar por 7 anos, em algumas versões de vídeo - mas sempre a mesma trilha - e continua reverberando em algum canto da memória de todos que ficaram tão vidrados no baleiro girando quanto os meninos que habitaram algumas das versões .
Mate as saudades - ou, se for novo demais pra isso, conheça uma bela canção e um belo filme publicitário:
Tenho uma teoria: ultimamente, a turma do Marketing das empresas têm investido em pequenos baleiros como brindes de fim de ano para seus clientes. Numa época em que açúcar se tornou tão maldito quanto o cigarro, isso seria um presente tão inapropriado quanto uma cigarreira, não? Mas a força do filme de 1978 da bala de leite Kid's deixou um ar de algo lúdico, mágico, especial, em torno do baleiro de vidro que gira. Evocar esse espírito em cada um é algo bastante auspicioso. Em última análise, toda uma geração de marqueteiros quer sentir um pouco do sucesso dos gênios que criaram a canção e o filme da Bala de Leite Kid's.
Que, a despeito de ser muito gostosa, era difícil de mastigar, diga-se a verdade.
Boa semana a todos!
Marcadores: anos 80, nostalgia, Renato Teixeira
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




