terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 0 Comentários
Hoje, às 22 hs, no TC Light: um filme pouco badalado, mas que entrega muito mais do que promete. É Círculo de Paixões, de 1997, a história de dois irmãos pobretões que vivem em torno de três lindas irmãs ricas.
Juventude transviada: uns rebeldes têm mais motivos, outros menos - mas todo mundo apronta!
A coisa se passa durante a década de 50, e Joaquin Phoenix e Billy Crudup demonstram muito carisma como os irmãos Doug e Jacey. Phoenix, particularmente, dá um show como o caçula tímido que emula o Marlon Brando para disfarçar sua pouca habilidade com mulheres. Já Crudup não quer saber: passa o rodo entre a mulherada, e as vizinhas riquinhas não são poupadas.
As tais riquinhas são as irmãs Abbott, vividas por Liv Tyler (a caçula, amiga de Doug), Jenniffer Connelly (a do meio, maluquinha e que vive um caso com Jacey) e Joanna Going (a mais velha, já com filho - e tão bonita quanto as outras).
Como se vê, um baita elenco!
Entre reviravoltas na linha "todo mundo pega todo mundo", o tema acaba sendo a obsessão e o ódio social. Vemos que Jacey se alimentava da reação escandalizada dos pais das meninas a cada namorico. Seu irmão, que é o narrador do filme, afirma que "se os Abbott não existissem, Jacey os inventaria". A frase é tão certeira que foi para no título original, Inventing the Abbotts. Doug não tem a mesma piração do irmão, e isso acaba se tornando uma zona de atrito constante entre eles (e cada um usará isso à sua maneira).
Outro ponto interessante: os estereótipos e mitos americanos são usados para retratar a época e conferir um clima de inocência e descoberta ao filme: empregos em postos de combustível, carros conversíveis, varandas com porta de tela, um freezer no porão cheio de Coca-Cola (e sexo no porão), escapadas ao celeiro abandonado... e aquele ar vintage de Juventude Transviada.
Veja o trailer, ao som da maravilhosa Sleepwalk, que já foi tema de post deste blog, e da Sheryl Crow:
No mais, o filme teve o mérito de revelar o talento de Phoenix, o melhor ator da sua geração, além de ter arrancado de Liv Tyler sua única atuação satisfatória.
E, claro, deu conta da missão de tirar a roupa de Jenniffer Connelly, algo que é sempre benvindo...
Marcadores: filmes, Jenniffer Connelly, Liv Tyler, nudez
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!




