sexta-feira, 21 de agosto de 2009 - 4 Comentários

Divulgado o primeiro trailer de Avatar, a ficção científica de James Cameron que promete ser o grande lançamento de Natal do ano.

Cameron, vale lembrar, é o diretor por trás da série O Exterminador de Futuro, do excelente O Segredo do Abismo e do engraçadíssimo True Lies. E, claro, é o realizador de Titanic, o blockbuster dos blocksbusters. Um novo filme de Cameron é sempre um evento.

Uma olhada no trailer:



Agora, veja só: coisa estranha, não? Parece que Cameron está andando no perigoso terreno do tentar fazer algo novo, sob risco de cometer algo ridículo. Há vários exemplos de filmes que entraram nessa - por exemplo, Tron, da Disney, no início dos anos 80 e Capitão Sky, mais recente. Outros, como o Sin City de Robert Rodriguez, deram certo...

O site Defamer (http://defamer.gawker.com) já fechou sua opinião e botou a seguinte manchete no ar:

"O trailer de Avatar parece a reunião de família do Jar Jar Binks!"

Para mim, a frase do ano.

Avatar lidera, desde já, as apostas para mico do ano.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009 - 3 Comentários

No forno, para alegria da Fiel Torcida: 23 Anos em 7 Segundos, o novo filme do Corinthians!

A produção, da Fox (a primeira de uma série de quatro filmes, que tratarão do tetra brasileiro, do mundial de 2000 e do centenário, no ano que vem), mostra a saga do campeonato paulista de 1977, aquele da redenção, do gol do Basílio, do fim da fila de 23 anos.

Coisa pra doente. Veja o trailer:



Quando eu tinha doze anos de idade, recebi uma ligação. Era meu pai, aflito, me avisando que o Basílio estava no bar de um lava-rápido lá perto de casa, no Tucuruvi. Fui pra lá na hora, munido da minha camisa oficial mais nova (corintiano sempre tem umas seis camisas oficiais em estado de uso), o coração saindo pela boca. Colhi o autógrafo do nosso Salvador na camiseta número 6, Kalunga na barriga e nas costas. E voltei feliz pra casa.

Poucos meses depois, encontrei a mesma camisa lavadinha, cheirosa, imaculadamente dobrada na minha gaveta - e sem o autógrafo do Basílio.

Só mesmo mãe, pra ser perdoada por um crime desses.

Agora, é esperar pelo dia 10 de julho, data prevista para a estreia do filme!

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quarta-feira, 22 de abril de 2009 - 0 Comentários

Agora, o trailer de Inglorious Basterds, o épico de guerra de Quentin Tarantino:



O filme traz Brad Pitt e a bela Diane Krueger (a Helena de Troia daquele Troia esquisitão). Está na seleção competitiva de Cannes. E promete, ah, como promete!

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 - 0 Comentários

Estreou, nesta sexta-feira, A Lista - Você Está Livre Hoje?, com Ewan McGregor e Hugh Jackman. É um suspense com ótima premissa, boas atuações, boas cenas de sexo e final bem bolado. Mas que nunca apresenta aquele algo a mais que valeria três estrelas em qualquer jornal. É um filme OK.

Ewan McGregor é o contador sem graça que, por acidente, acaba entrando numa lista de gente bem apessoada e enriquecida que marca sessões de sexo descompromissado. As regras, ele vai aprendendo aos poucos, são rígidas: 1) não se pergunta o nome do parceiro de cama; 2) quem convida paga o hotel; 3) o sigilo é mais obrigatório do que na maçonaria (e a sua quebra, mais arriscada). Ele vacila ao se apaixonar por uma das envolvidas na lista e acaba se metendo num caso de assassinato, polícia, quem matou a loira?, todas essas coisas...

Hugh Jackman é o bon vivant que, de maneira absolutamente improvável, nutre amizade pelo personagem de McGregor e lhe introduz na lista. Fica claro, logo de início, que ele é o vilão por trás de tudo. Os dois fazem um ótimo trabalho, usando e abusando do seu carisma.



Veja o trailer de A Lista - Você Está Livre Hoje?


Algumas reviravoltas pintam naquela meia hora final em que as coisas se resolvem mas, no fim das contas, A Lista - Você Está Livre Hoje? é só mais um filme de whodunit (ou "quem fez?", expressão criada por Hitchcock para designar filmes cujo enredo consiste em apresentar um crime e buscar o seu autor).

Vale mais esperar pelo lançamento em DVD, ou mesmo na TV por assinatura.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008 - 0 Comentários

Poucos filmes oferecem perspectiva tão positiva quanto Vicky Cristina Barcelona: dirigido por um Woody Allen em ótima fase (já conhecida como sua "fase européia", que inclui Match Point e Sonho de Cassandra), o filme traz a atual musa Scarlet Johansson, agora com o reforço de Penelope Cruz. Ambientado na bela Barcelona. Pouco? Pois veja o trailler do filme e veja as duas moças beijando e se atracando com todo o elenco masculino (isto é, Javier Bardem) e, principalmente, uma à outra. E conte os minutos para a estréia!


OK, a dica é: a cena acontece aos 2 minutos. Mas veja o trailer inteiro!

Para quem mora em São Paulo, a espera pode durar pouco: nos próximos dias 27 e 28 de outubro, a Mostra de Cinema exibirá Vicky Cristina Barcelona. Depois dessas duas sessões, só pro final de novembro, amigo.

Enquanto isso, participe da votação aí ao lado:
que filme tem a melhor cena lésbica da história do cinema?

Se ficou na dúvida diante de tantas opções embevecedoras, BLOGIE dá uma mãozinha: aqui você encontrará, diariamente, breves posts e imagens das cenas selecionadas. Esta é a eleição em que dá gosto votar!

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008 - 4 Comentários

Está em cartaz As Duas Faces da Lei, policial que reúne os dois grandes atores americanos das últimas décadas: Al Pacino e Robert DeNiro. No filme, eles são policiais durões, mas não chegam a ser exatamente um Capitão Nascimento - e não fazem sombra aos personagens mais célebres da dupla.

Então, esqueçamos a estréia e fiquemos com o que realmente interessa:

1) DeNiro resolve tirar satisfações com ele mesmo, no espelho. "Are you talkin' to me?" - cena clássica de Taxi Driver.


Este é Travis Bickle, o homem que resolveu limpar a "escória" de NYC com as próprias mãos.


2) Al Pacino solta o verbo em Scarface - e apresenta o seu "amiguinho" no final:


Este é Tony Montana, um cara com a sensibilidade à flor da pele.

Esses caras dariam risadas dos tiozinhos policiais de As Duas Faces da Lei.

Por respeito à história da dupla, BLOGIE abre mão de resenhar o novo filme. Mas fica devendo uma lista dos melhores bandidos encarnados pelos parceiros.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008 - 0 Comentários


Perdendo dinheiro na bolsa? Preocupado com a crise da economia mundial? É hora de ver um filme. Só o cinema salva. BLOGIE mostra os melhores filmes para encarar os tempos difíceis...

Durante a década de 30, sob a maior crise econômica dos nossos tempos, os americanos se refugiavam no cinema, onde se entorpeciam de filmes cheios de gente rica e bem nutrida. Mas, para entender a Grande Depressão - e como sobreviver a uma nova versão dela -, o melhor mesmo é revisitar os melhores filmes contemporâneos feitos sobre aquela época.

Basicamente, o cinema nos mostra que havia três maneiras de driblar a crise:

a) Esportes:

Deposite toda sua esperança (e, talvez, o que restaram de suas economias) no seu esporte preferido. É o que fizeram os fãs de boxe ao testemunharem a ressurreição de Jim Braddock, um ex-lutador amador que, da maior pindaíba, foi parar no Madison Square Garden dando porrada no campeão do mundo. Essa é a história real em que se baseou A Luta Pela Esperança (Cinderella Man, de 2005), estrelado por Russell Crowe. É um belo exemplar de um tipo de filme comum nos EUA: o filme da redenção através do esporte, especialmente na época da crise.
























Russel Crowe vive um conto-de-fadas de macho em A Luta pela Esperança.



Um esporte que costuma carregar uma mitologia de "salvador" é o baseball. Entre os muitos filmes feitos sobre o tema, o melhor é Um Homem Fora de Série (The Natural, de 1984), com o Robert Redford. Ele é Roy Hobbs, um jovem arremessador que, por uma tragédia, não consegue se profissionalizar no esporte. Muitos anos mais tarde, já aos 30 e poucos anos, ele ressurge do nada e levanta um timinho modorrento de Nova Iorque, tornando-se um Pelé tardio do baseball - e como rebatedor! É mais fantasioso do que Luta pela Esperança, mas é de lavar a alma.















Redford esquenta o banco antes de entrar e mostrar para os meninos como se joga.


Por fim, outro esporte que ajudou os americanos a enfrentarem a Depressão foi o turfe. É o que mostra Seabiscuit (2003), filme baseado na história real do cavalo (e do jóquei, e do treinador, e do dono) que, pequeno demais para as corridas, tornou-se uma lenda e uma inspiração para a massa de pobretões. O filme é bacana, e o DVD traz imagens reais da principal corrida vencida por Seabiscuit (recriada na cena que é o clímax do filme).

Ou seja, amigo, o esporte é uma boa maneira de afogar as mágoas. Vamos pra reta final do Brasileirão, séries A e B. Pros corintianos, não há crise: o que interessa é que estamos subindo pra série A.

E, no ano que vem, será lançado o filme sobre o calvário do Timão na segundona. Aguarde a versão hollywoodiana.

2) Quando o crime compensa:

Nos anos 30, emprego era artigo de luxo. Comida também. Num cenário desses, abraçar a carreira de criminoso não era mal negócio - é o que nos dizem os filmes. Golpe de Mestre (The Sting, vencedor do Oscar de melhor filme em 1973) pega relativamente leve ao retratar um bando de trapaceiros que, liderados por Paul Newman e Robert Redford, passam a perna em policiais, homens comuns e, principalmente, em um banqueiro ainda mais ladrão do que eles. O filme, genial, pinta a Chicago da Grande Depressão da maneira mais desoladora possível.
















Durante a Grande Depressão, para Paul Newman, só tomando uma. Robert Redford tenta ajudar o amigo a se recompor.

Quem também entrou nessa vida foi o casal central de Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas (1967), vividos por Warren Beaty e Faye Dunaway. Eles se tornam uma lenda pelos seus roubos a bancos (bancos, os vilões de toda crise...) e pela boa aparência de casal classe média. Mas o filme é da década de 60, foi feito pra chocar, e não para oferecer catarse a ninguém; o final é um marco do cinema, pelo seu impacto.

Judeus novaiorquinos, ora vejam só, também entraram na vida do crime. Em Era Uma Vez na América (1984), obra-prima de Sergio Leone, acompanhamos moleques da comunidade judaica de NYC se metendo em confusões e servindo de leva-e-traz para o gângster local, durante os anos 20. Mais tarde, jovens (e já transformados em uma trupe liderada por Robert DeNiro e James Woods), eles se tornam os donos do pedaço durante os anos da Lei Sêca. Mas o filme vai bem mais longe do que retratar o período de crise. Em suas quase quatro horas de duração, Era uma Vez na América vai fundo no personagem de DeNiro, uma tragédia pessoal acompanhada por quase quarenta anos. Um filme espetacular e um tanto subestimado.
























A parada dura quase quatro horas, mas Era uma Vez na América é um filmaço. Obrigatório.



3) Só o cinema salva:

A melhor saída para a crise, no entanto, era mesmo o cinema. Durante a década de 30, o cinema escapista era o remédio geral. Era a época de musicais grandiosos e grandes aventuras (Fred Astaire, Errol Flynn). A década foi fechada por ... E O Vento Levou (por muito tempo, o maior sucesso da história) e O Mágico de Oz (o primeiro filme em cores).

Mas o filme que melhor mostra o papel do cinema durante a Depressão é mesmo A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of the Cairo,1984), um dos melhores filmes de Woody Allen. Nele, Mia Farrow é Cecilia, uma pobre-coitada que vive pulando de sub-emprego em sub-emprego, e seus parcos rendimentos bancam a bebedeira e os jogos de dados do marido vagabundo. Da sua vida de sofrimento, Cecilia se esconde no cinema, onde mergulha em apartamentos e festas sofisticadas, em aventuras pelo Egito e outras fantasias. De tão imersa no faz-de-conta, em determinada hora o herói literalmente sai da tela e proporciona a emoção que falta à vida de Cecília. A cena final é uma das mais belas homenagens ao cinema, em um trabalho sensacional de Mia Farrow, que se limita a olhar a grande tela em que estreava o novo filme do Fred Astaire...


Veja o trailer de A Rosa Púrpura do Cairo!



Então, camarada, não se entregue. Deixe suas ações quietas, esqueça o caderno de economia por um tempo e faça alguma coisa! Hollywood mostra que é melhor depositar suas fichas no seu time, arrancar uns trocados de algum otário e fugir para o cinema. Como roubar banqueiro é um troço meio complicado hoje em dia, esqueça essa e fique no esporte e nos filmes.

E amanhã tem estréia de filme novo com o Al Pacino e o Robert DeNiro, não perca o comentário aqui no BLOGIE.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008 - 3 Comentários

Este é o trailer de Elite Squad - ou Tropa de Elite, para os íntimos - que foi exibido nos cinemas americanos. O filme estreou por lá há duas semanas (mais de oito meses depois da "estréia" oficial, aquela que só serve para poder concorrer ao Oscar). Como a campanha não evoluiu - e como a crítica americana caiu de pau -, a coisa ficou para mais tarde.

O interessante é que o trailer, para disfarçar uma dublagem constrangedora ou para não ter que mostrar legendas, esse bicho que dá coceira no público médio, não mostra o que o filme tem de melhor: os diálogos e frases marcantes. Só tem narração em off. E você, com base nesse trailer, assistiria a um filme assim, sem personagens, nem vozes, nem nada?

Só para refletir um pouco sobre a importância de um trailer bem feito...

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