Brasil: terra das cabras

Inspirados nos franceses, os queijos de cabra brasileiros estão cada vez melhores

queijo

Achar um bom queijo de cabra produzido no Brasil era raridade. Felizmente, assim como vem acontecendo com temperos e bebidas, o mercado gourmet dos queijos evoluiu e a coisa mudou totalmente de figura. “Os pequenos produtores locais aperfeiçoaram as técnicas e vivem agora seu melhor momento”, diz Fernando Henrique Soares, dono da primeira loja exclusiva de queijos da capital paulista, A Queijaria, inaugurada em abril. Além do charme do lugar, o preço é outro atrativo. Enquanto 120 g do produto francês custam em média 40 reais em São Paulo, a mesma quantidade de queijo nordestino na Queijaria sai por menos de 10 reais. Mas nem só de pequenas produções e empórios-butique vive o mercado nacional.

Entre as melhores marcas brasileiras – muitas delas distribuídas em redes de supermercados – estão Fazenda Genève (RJ), Caprimilk (SP) e Serra das Antas (SP), que fazem queijos finos, como boursin (cremoso e de sabor ácido), crottin de chèvre (mais seco, com mofo branco em volta) e pyramide (também cremoso, moldado em formato piramidal). Os nomes em francês denunciam nossa falta de tradição na área. Porém não se espante se, em pouco tempo, o idioma mudar para o português. Com sotaque daqui.