26.10.09 - 0 Comentários



Neste fim-de-semana, em Ubatuba, cozinhei mexilhões vivos pela primeira vez na vida. Se nunca o havia feito antes, é porque moro em São Paulo, onde não é tão fácil comprar frutos do mar muito frescos. E também porque meu gosto por moluscos de concha é meio recente.


Para quem não sabe, mexilhões devem ser postos vivos na panela porque, uma vez mortos, precisam ser congelados ou estragam rapidinho. E o sabor de marisco congelado não é lá muito bom. Portanto, sauna no molusco!

O abate dos bichos não é tão dramático quanto, digamos, o de um porco. Mesmo o de uma lagosta envolve mais emoção, até porque elas têm pernas e esperneiam. Mas confesso que não passei incólume pela primeira experiência como genocida de bivalves.

É que a coisa não se resume a ferver os mexilhões. Antes disso, você precisa remover uma certa "barba", um apêndice externo da concha. Você puxa o negócio até ele sair, junto com um pedaço de músculo do animal. Alguns saem facilmente. Outros oferecem mais resistência: você sente que o carinha lá dentro está fazendo força, tentando ganhar o cabo-de-guerra.

Depois de mutilar uns 20 ou 30 mexilhões, vem a parte boa da receita. Você refoga um pouco de alho e cebola no azeite, joga um copo de vinho branco, deixa ferver, tempera com sal e pimenta e atira os mexilhões na panela. Segura a tampa da panela firmemente e sacode a dita cuja. Alguns minutos mais tarde, voilà: as conchas estão abertas e os mexilhões, cozidos. Jogue um pouco de ervas frescas e coma com batata frita ou pão. Drama de consciência? Nenhum, desde que eu comi os mexilhões mais frescos da minha vida.

E você, o que acha de jogar animais vivos na panela?

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

0 Comentários:

Postar um comentário

<< Início

Publicidade