
Ontem comi carne de jacaré pela primeira vez na vida.
O bar paulistano
Jacaré Grill, que até ontem (literalmente) só devia o nome ao apelido do dono, Marcelo Silvestre, está servindo a carne do réptil
pantaneiro num festival que vai até amanhã.
A reunião de pauta da
VIP aconteceu lá. E nós pedimos o tal jacaré, que vem em duas versões de petisco: croquete e iscas de carne. Nossa mesa ainda foi presenteada com uma porção de linguiça, que não está no cardápio do festival.
O croquete é a melhor opção para os cautelosos. O gosto da carne mal se percebe na deliciosa massa de batata e cebolinha. Se você quer realmente saber do que se trata o bicho, peça as iscas
(foto). Já virou
clichê dizer que o gosto do jacaré fica no meio do caminho entre o frango e o peixe, mas não é
exatamente isso. O primeiro pedaço de carne lembra peito de frango, mas com uma consistência ligeiramente mais firme. Quando você dá a segunda mordida e analisa o sabor com mais atenção, vê que a coisa lembra pintado,
tambaqui ou outro peixe de rio. Depois você percebe semelhanças com carne de rã e conclui que aquilo é gosto de jacaré e fim de papo.
Já a linguiça... a experiência de comê-la foi como errar o passo ao descer da
chalana e cair de boca na margem do rio Paraguai. O sabor é forte demais, lodoso, desagradável. Talvez não incomode os fãs incondicionais de peixes de rio. De qualquer modo, não está no cardápio. E iniciativa de servir uma carne diferente (de animais criados de acordo com as
diretrizes do
Ibama) é 100% positiva. O Jacaré só poderia nos poupar das imagens de animais
recém-abatidos, mortos e sem couro, que está nas
filipetas e faixas que o criador espalhou pelo bar.
Se você quer saber mais sobre o festival de jacaré do Jacaré, clique
aqui.
Jacaré Grillrua Harmonia, 305/321, Vila Madalena, São Paulo tel.: (11) 3816-0400/3031-5586P.S: O site do Jacaré Grill é todo invocado, mas não mostra o preço de nada no cardápio.
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