26.1.10 - 1 Comentários




O boteco/restaurante Sujinho, na rua da Consolação, é um daqueles lugares tão tradicionais, tão incorporados à paisagem urbana que você às vezes esquece que eles existem. Ontem, no feriado do aniversário de São Paulo, eu lembrei do Sujinho, depois de dois ou três anos sem pisar lá. E encarei a chuva para almoçar a gigantesca bisteca de boi com molho acebolado e salada de repolho.

Primeiro, o susto. O nome, cada vez mais, destoa do ambiente. Nascido como um bar frequentado na madrugada por taxistas e prostitutas, o Sujinho foi-se aburguesando até adquirir a forma atual, com um salão renovado, brilhando de limpo (há até um gigantesco painel com uma foto antiga de São Paulo cobrindo a parede do fundo, no pior estilo "boteco chique").

Depois, o alívio ao perceber que a mudança foi apenas superficial. Alívio acompanhado de uma irritação bem familiar. Os garçons continuam mal-humorados, um tanto rudes, quase estúpidos. A casa ainda não aceita cartões de crédito ou débito, obrigando o cliente desprevenido a sair no temporal para sacar dinheiro (não foi o meu caso, graças a Deus). Se você vai beber cerveja sozinho, a casa não tem isopor ou balde de gelo para impedir que a garrafa de 600 ml fique quente.

Por último, quando chega a comida, o pensamento é "por que não venho mais frequentemente?". Uma bisteca à la Fred Flintstone custa R$ 23. Dá para dividir facilmente. E é boa, muito boa. Certamente não se trata da carne mais macia do planeta, mas o sabor equilibra perfeitamente o "bifoso" e o "carvônico".

Ao tomar meu último gole de cerveja não-tão-gelada-assim, me perguntava por que aceito pagar fortunas em vários restaurantes que não são tão bons assim quando o Sujinho sempre está lá para matar, exterminar, aniquilar a fome dos mais famintos por um preço justo.

Sujinho
Rua da Consolação, 2068, São Paulo (mais 3 endereços)
sujinho.com.br

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

26.10.09 - 0 Comentários



Neste fim-de-semana, em Ubatuba, cozinhei mexilhões vivos pela primeira vez na vida. Se nunca o havia feito antes, é porque moro em São Paulo, onde não é tão fácil comprar frutos do mar muito frescos. E também porque meu gosto por moluscos de concha é meio recente.


Para quem não sabe, mexilhões devem ser postos vivos na panela porque, uma vez mortos, precisam ser congelados ou estragam rapidinho. E o sabor de marisco congelado não é lá muito bom. Portanto, sauna no molusco!

O abate dos bichos não é tão dramático quanto, digamos, o de um porco. Mesmo o de uma lagosta envolve mais emoção, até porque elas têm pernas e esperneiam. Mas confesso que não passei incólume pela primeira experiência como genocida de bivalves.

É que a coisa não se resume a ferver os mexilhões. Antes disso, você precisa remover uma certa "barba", um apêndice externo da concha. Você puxa o negócio até ele sair, junto com um pedaço de músculo do animal. Alguns saem facilmente. Outros oferecem mais resistência: você sente que o carinha lá dentro está fazendo força, tentando ganhar o cabo-de-guerra.

Depois de mutilar uns 20 ou 30 mexilhões, vem a parte boa da receita. Você refoga um pouco de alho e cebola no azeite, joga um copo de vinho branco, deixa ferver, tempera com sal e pimenta e atira os mexilhões na panela. Segura a tampa da panela firmemente e sacode a dita cuja. Alguns minutos mais tarde, voilà: as conchas estão abertas e os mexilhões, cozidos. Jogue um pouco de ervas frescas e coma com batata frita ou pão. Drama de consciência? Nenhum, desde que eu comi os mexilhões mais frescos da minha vida.

E você, o que acha de jogar animais vivos na panela?

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

20.8.09 - 0 Comentários


Do blog Urlesque.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

20.7.09 - 0 Comentários


A Archie McPhee é uma empresa dedicada desde 1980 à venda dos produtos mais cretinos já produzidos pelos americanos, do peru inflável às jujubas com sabor de bacon. No site deles consta um certo Hot Dog Hideaway, que vem a ser um kit para montar uma casa a partir de fatias de salsicha, salame, presunto e outros frios. Segue o texto traduzido do site:


"Que criança nunca imaginou ter uma casa feita de carne durante as férias? Sucesso de vendas, nosso kit Refúgio de Cachorro-Quente vem com frios e salsichas suficientes para construir uma verdadeira McMansão de carne -- são mais de 5 quilos! Siga o manual de instruções e use a argamassa de patê para juntar as fatias e dar acabamento liso às arestas. Você não ganha apenas o Refúgio de Cachorro Quente completo, mas também um set de materiais de jardinagem para criar árvores de salsichão com picles e moitas de almôndegas"


Tente comprar o kit -- não se preocupe, não é uma armadilha para roubar seus dados bancários.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

10.7.09 - 0 Comentários


Não vejo o menor sentido na data. Ia ignorar. Até que eu vi no G1 esta sensacional pizza baiana que leva queijo de coalho, rapadura e três pimentas: do reino, calabresa e dedo-de-moça. Deus me livre. E feliz Dia da Pizza.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

2.7.09 - 0 Comentários

"Sim, ainda faz mal -- mas veja como pode ficar bonito." Esse é o slogan do blog anônimo Fancy Fast Food, que pega a comida podreira de redes como o McDonald's e White Castle, desconstrói e remonta como se fosse um prato de alta cozinha. Tudo usando apenas os componentes do lanche original. Os tortellini da foto maior, por exemplo, foram feitos com burritos de frango do Taco Bell e os saquinhos de molho que os acompanham (foto menor). Virou tacobellini. Os passos da transformação são exibidos em detalhes no Flickr.
Dica da Mariana.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

29.6.09 - 0 Comentários


Continuando a pegar no pé dos restaurantes que não publicam os cardápios completos com preço em seus sites, fucei nas páginas dos lugares gregos aos italianos. Foram 57 casas no total. Apenas 3 sites informam os valores de todos os pratos.
Comecei bem, na página do grego Acrópoles. Curiosamente, trata-se de um lugar em que a carta não é levada à mesa. Há uma placa pendurada na parede com todos os preços, mas quase ninguém vê. O cliente se levanta e vai se servir na cozinha, onde ficam os réchauds com a comida (como se vê na foto do próprio site).
As outras casas com transparência total de preços são os caros e ótimos La Vecchia Cucina, de Sergio Arno, e Emiliano, no hotel homônimo.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

24.6.09 - 3 Comentários


Este longo, estranho comercial japonês vende Tarako, que são ovas secas de bacalhau adoradas no arquipélago nipônico. Veja os vídeos relacionados para mais bizarrices nipo-bacalhoeiras.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Como prometi anteriormente, vou fazer uma série de posts para divulgar os restaurantes que brindam os internautas (leia clientes em potencial) com os preços da comida nos cardápios do site. Para não usar uma amostra totalmente arbitrária, resolvi usar a lista do Guia 4 Rodas, a começar por São Paulo. É um trabalho braçal, maçante até a morte, mas não vou esmorecer. Neste post, trato dos restaurantes alemães até os franceses, em ordem alfabética de especialidade.
De 92 casas, somente sete têm cardápio virtual com preços.
São elas os árabes Almanara e Folha de Uva (cuja carta traz até as calorias de cada comida), os contemporâneos Chakras e Allucci Alluci, o Bolinha (classificado como "feijoada") e os franceses Paris 6 e Eau. Este divulga também a procedência e o peso das carnes, em gramas e em onças, como o carré de cordeiro uruguaio da foto, de 350 g e R$ 54 .
Merecem menção também as casas do chef Cássio Machado, cujo site não lista todos os pratos, mas todos os pratos listados vêm com preço. A churrascaria OK dá o preço do rodízio no site, mas nada do custo das bebidas e sobremesas. Vários restaurantes divulgam apenas o preço do almoço executivo. Por último, o site da churrascaria Vento Haragano tem uma chamada "preços" que remete a um formulário que deve ser enviado ao restaurante. Simplesmente bizarro.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Ontem comi carne de jacaré pela primeira vez na vida.
O bar paulistano Jacaré Grill, que até ontem (literalmente) só devia o nome ao apelido do dono, Marcelo Silvestre, está servindo a carne do réptil pantaneiro num festival que vai até amanhã.
A reunião de pauta da VIP aconteceu lá. E nós pedimos o tal jacaré, que vem em duas versões de petisco: croquete e iscas de carne. Nossa mesa ainda foi presenteada com uma porção de linguiça, que não está no cardápio do festival.
O croquete é a melhor opção para os cautelosos. O gosto da carne mal se percebe na deliciosa massa de batata e cebolinha. Se você quer realmente saber do que se trata o bicho, peça as iscas (foto). Já virou clichê dizer que o gosto do jacaré fica no meio do caminho entre o frango e o peixe, mas não é exatamente isso. O primeiro pedaço de carne lembra peito de frango, mas com uma consistência ligeiramente mais firme. Quando você dá a segunda mordida e analisa o sabor com mais atenção, vê que a coisa lembra pintado, tambaqui ou outro peixe de rio. Depois você percebe semelhanças com carne de rã e conclui que aquilo é gosto de jacaré e fim de papo.
Já a linguiça... a experiência de comê-la foi como errar o passo ao descer da chalana e cair de boca na margem do rio Paraguai. O sabor é forte demais, lodoso, desagradável. Talvez não incomode os fãs incondicionais de peixes de rio. De qualquer modo, não está no cardápio. E iniciativa de servir uma carne diferente (de animais criados de acordo com as diretrizes do Ibama) é 100% positiva. O Jacaré só poderia nos poupar das imagens de animais recém-abatidos, mortos e sem couro, que está nas filipetas e faixas que o criador espalhou pelo bar.
Se você quer saber mais sobre o festival de jacaré do Jacaré, clique aqui.

Jacaré Grill
rua Harmonia, 305/321, Vila Madalena, São Paulo tel.: (11) 3816-0400/3031-5586

P.S: O site do Jacaré Grill é todo invocado, mas não mostra o preço de nada no cardápio.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


Uma coisa me incomoda muito nos sites dos restaurantes brasileiros: a maior parte deles, mesmo quando traz a lista dos pratos, sonega ao internauta a coluna da direita do cardápio. Ou seja, os preços. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, só para citar dois países em que o respeito ao consumidor existe também no mundo virtual, todo site de restaurante que se preze traz a comida e seu respectivo preço.
Não existe nenhuma razão técnica para que o custo da refeição fique de fora. Suponhamos que o dono do restaurante alegue ser difícil atualizar a carta: ora, não é preciso ser editor de revista para deduzir que mexer num arquivo digital é uma tarefa que sempre precede a impressão das folhas de papel que serão entregues às mesas. Para ilustrar a banalidade desse processo, peguei o exemplo do Chez Panisse, em Berkeley, Califórnia. É um dos restaurantes mais importantes do mundo, que inventou a chamada California cuisine etc. etc. O menu muda todos os dias. E ele está sempre atualizado no site, com preços, como você pode ver na foto acima.
Para mim, isso cheira a ação deliberada para evitar que o cliente desista de visitar determinado lugar se souber do preço de antemão. Claro, há sempre a possibilidade de ligar e perguntar. Mas também é claro que as pessoas têm vergonha de fazer isso.
Só para lembrar os antecedentes dessa história: até meados dos anos 1980, alguns restaurantes mais finos não estampavam os preços nos cardápios entregues nas mesas. Isso mesmo, o valor da conta era uma surpresa que chegava depois do café. Algo semelhante tem se repetido na internet, já que quem se impressiona com um site bacana (e faz uma reserva para um jantar especial) pode calcular o tamanho do rombo na carteira somente depois de entregar o carro ao manobrista.
Vou retomar o assunto em outros posts, divulgando as poucas casas que têm a atitude decente de publicar os preços em seus cardápios virtuais (e eventualmente pegando no pé de quem não faz isso). Quero a sua ajuda nisso: se você conhecer algum exemplo positivo, publique o link nos comentários.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

15.6.09 - 0 Comentários


Vou assinar embaixo do que toda a imprensa especializada já escreveu: o restaurante Kaá, na av. Juscelino Kubistchek, serve uma comida no nível das melhores casas de São Paulo. E por bem menos dinheiro. Como você não é obrigado a ter lido o que já saiu, vou resumir: o lugar, que tem uma ambientação de selva em pleno Itaim, teve um início vacilante (dizem) e foi massacrado pelos críticos. A contratação do francês Pascal Valero (ex-Eau, ex-Le Coq Hardy) para comandar a cozinha pôs as coisas no rumo. Fui ao local a convite da assesoria, o que me garantiu uma amostragem mais ampla do cardápio do que eu teria se precisasse pagar: atum selado com chutney de manga (na foto, talvez o melhor prato da noite), ravióli de foie gras com espuma de azite trufado (massa perfeita, recheio e molho ótimos, conjunto um pouco enjoativo no final), codorna recheada ce couscous aos molhos de chouriço de sangue e de maçã (úmida e saborosa) e, para terminar, uma versão gourmet do bolo Floresta Negra (que leva cerejas negras no recheio). Os pratos principais custam entre os quarenta e poucos e os cinquenta e muitos reais, o que é barato para um restaurante de alta cozinha. Vá lá antes que o homem que cuida dos preços perceba isso e imprima um novo cardápio.

Kaá
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 279, Itaim Bibi, São Paulo
Tel.:(11) 3045-0043

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

11.6.09 - 0 Comentários


O The Washington Post traz artigo sobre os sardinistas, movimento fundado na Califórnia pelo cineasta Mark Shelley para reintroduzir as sardinhas no cardápio dos americanos. Segundo Mark (em foto do WP com bolinhos de sardinha), os peixe sofrem preconceito por custarem pouco. Eu, particularmente, não gosto de sardinha. Mas acho legal que as pessoas entendam que comida barata pode ser muito boa.
Qual a comida barata que você considera injustiçada? Músculo de boi? Fígado? Barriga de porco? Manjuba? Diga aí.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

3.6.09 - 1 Comentários


Uma emocionante batalha judicial envolvendo a Procter & Gamble e o fisco britânico terminou com uma sentença mais ou menos óbvia: a batatinha Pringles é mesmo batatinha. A razão da pendenga é a categoria fiscal em que a Pringles se encaixaria. No Reino Unido, a batata é mais taxada que os salgadinhos -- categoria em que a P&G pretendia encaixar a Pringles, que é feita de farinha de batata (40%), milho, arroz e trigo. A história completa dessa epopéia tuberculística está neste artigo do New York Times. Dica do Ricardo.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

O Cosí fica do lado "errado" da avenida Angélica, onde a aristocrática Higienópolis dá lugar à mais humilde Santa Cecília. Um lugar que começa a ter vocação para restaurantes e afins (em frente há a loja de vinhos Le Tire Bouchon e, algumas casas abaixo, a cachaçaria Club da Cana). Ponto para o Cosí.
Fui lá no almoço do sábado passado. Antes de conseguir mesa, uma olhada no cardápio italiano elaborado por Renato Carioni (ex-Cantaloup): são poucas as opções que ultrapassam os R$ 30. Mais um ponto para o Cosí. Aí vem o couvert (R$ 4,50 por pessoa) que tem pães ótimos, sardela, conservas de berinjela e pimentão que estariam deliciosas se não viessem geladas e o excepcional presunto defumado artesanal (foto ao lado), úmido, macio e de sabor bem suave de fumaça. De prato principal, escolhi o pappardelle com coelho desfiado (R$ 25), um clássico da Toscana. Quando o prato (foto lá em cima) chegou, vi uma certa ausência de molho e temi que tudo estivesse seco. Nada disso. A carne estava suculenta e o caldinho do assado temperava perfeitamente a massa de ovos incrivelmente fresca. Preciso voltar para provar outras coisas, mas tudo indica que pintou um favorito na área.

Cosí
r. Barão de Tatuí, 302, Santa Cecília, São Paulo Tel.: (11) 3826-5088

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

26.5.09 - 0 Comentários


Depois disso, todo hot-dog, yakissoba ou milho verde será infinitamente sem graça. Os coreanos de Seul comem batatas que são transformadas em espirais e depois fritas num palito, em forma de tornado. Em termos de gosto, é o mais conservador que você pode esperar das ruas da Coreia. Saiba mais aqui.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

25.5.09 - 3 Comentários


Belém, defenda seu tacacá! Salvador, quero acarajé! Estou à caça das melhores comidas de rua do Brasil. Quero suas dicas.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]


Perto da minha casa, na esquina da avenida Sumaré com a rua Caiubi, existe há algum tempo uma Kombi que para quase todas as noites nas vagas de uma loja de lingerie e atrai bastante gente para comer. Dogueiro? Não, dava para ver que era macarrão. Uma noite, vi que alguém estava tomando vinho enquanto jantava na mesinha improvisada de metal. Avisei o povo da redação, e o Rolando Massinha foi parar na VIP de junho. E eu ainda não tinha ido lá.
Fui na semana passada. A Kombi cozinha uns dez tipos de massa, que já vêm pré-cozidas do fornecedor. Fui no nhoque para não comer macarrão molenga. Dos três molhos, a moça que cuidava das panelas me falou que o mais popular era o bolonhesa com calabresa -- os outros dois eram sugo e quatro queijos. Aceitei a sugestão meio a contragosto. Pedi um vinhozinho chileno bem básico numa tacinha de plástico mais básica ainda. E me acomodei numa banqueta de plástico pára esperar.
A massa do nhoque é OK, assim como o molho, mais gororoba na teoria que na prática. Não é pior do que as redes de massa que você vê nos shoppings, mas também não é muito melhor. Só fique longe do queijo ralado, que já vem processado em grandes sacos e tem cheiro de sabão. A conta, R$ 10 da massa mais R$ 7 do vinho. Voltei para casa caminhando e satisfeito.

Rolando Massinha
Av. Sumaré, 1089, esquina da r. Caiubi, Perdizes, São Paulo
Tel.: (11) 9827-9797

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

20.5.09 - 19 Comentários

Diga você.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


A revista GQ americana, na edição que tem o ator Christian Bale na capa, traz também um artigo em que o jornalista Alan Richman elege as 25 melhores pizzas dos Estados Unidos. A matéria é longa, exige fôlego mesmo de quem ama pizza e está acostumado a ler em inglês. Três pontos a destacar:
  1. Richman quer polemizar dizendo que a pizza americana é muito melhor que a italiana (e que mussarela de búfala e aliche são as duas piores coberturas possíveis). Esse é o argumento central da matéria e influi na elaboração da lista, já que muitos lugares que fazem pizza à moda napolitana foram excluídos ou mal-avaliados. Compra quem quer.
  2. Richman comeu 386 pizzas em 109 pizzarias. Uau.
  3. Nova York, tida como o éden das pizzas americanas, perdeu o caneco para a pizza de mortadela (foto) da Great Lake Pizza, de Chicago.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


Enquanto uns consideram o Las Lilas a melhor carne de BA, há quem diga que bom mesmo é o La Cabrera, em Palermo. Fui testar.
Como você pode ver, o ojo de bife é um monstro de grande. O garçom (figura antipática, aliás) disse que pesava 900 gramas. E o restaurante tem uma enorme vantagem: junto com a carne chegam à mesa uns 10 ou 12 potinhos com mini-acompanhamentos: palmito, molho de tomate, alcachofra, berinjela... Esqueça a batata frita.
Excelente carne em ambiente informal e simpático, com exceção do garçom que atirou o cartão de crédito na mesa dizendo que havia sido recusado (horas mais tarde, soube que houve uma pane mundial no sistema da Visa).
A carne do Las Lilas é melhor.

La Cabrera
Cabrera, 5099, Palermo Viejo, Buenos Aires, Argentina.
Tel.: +5411 4831-7002

Palermo Viejo

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

14.5.09 - 0 Comentários

Cada lugar tem sua esquisitice quando o assunto é pizza. O Brasil tem o abuso de catupiry e o hábito de usar ketchup, maionese e mostarda à mesa. Na Ásia, o que pega são as bordas recheadas de camarão e outras coisas. Nos Estados Unidos, ah, lá tem de tudo. Até pizza de bicoito recheado.
A esquistice mais tradicional da Argentina é o fainá (foto abaixo), massa de farinha de grão de bico que deve ser colocada sobre a fatia de pizza, fechando o sanduíche. É uma coisa que está sumindo, só existe nos lugares old school, como o El Cuartito, na Recoleta. Não é ruim, dá para dizer que é bom, mas fica melhor sem pizza. E, não surpreendentemente, a pizza fica melhor sem a fainá.
Fainá à parte, a pizza do El Cuartita, feita em fornos de gás, é deliciosa. Lá eles preparam outra marca registrada das pizzas argentinas, a fugazzeta -- sem molho, com queijo e cebola (e, neste, caso, presunto). A napolitana (foto abaixo, com mussarela, tomate, alho e salsinha), é inesquecível). Tudo com gosto de pizza caseira, ingredientes ótimos e massa especialmente bem-feita. O melhor é o ambiente de bodegón portenho. Só que nisso é assunto para outro post.
E você, qual é a pizza mais estranha que já encarou?

El Cuartito
Talcahuano 937, Buenos Aires
tel. +5411 4816-1758

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

13.5.09 - 0 Comentários


Acabo de voltar de três dias em Buenos Aires, três dias que passei a bife e vinho.
Assim que cheguei, fui a Puerto Madero para finalmente conferir a parrilla do Cabaña Las Lilas. Da última vez que havia passado por lá, cheguei a entrar no restaurante e desisti de comer, por dois motivos: é caro para os padrões portenhos e lembra demais o Rubaiyat, de São Paulo, que é sócio do local. Ir a restaurante brasileiro, pensei na época, vou no Brasil.

Mas reconsiderei, já que uma boa parte da imprensa local e dos guias internacionais considera a Las Lilas a melhor carne de BA. O sócio de Belarmino Iglesias é um dos mais conceituados pecuaristas do país que produz a melhor carne do mundo.

A recepção, bem ao estilo Rubaiyat, já mostrava que estava diante de um nível de serviço incomum em Buenos Aires ou São Paulo. Como fazia questão de uma mesa no terraço, me encaminharam ao bar, onde foram servido champanhe de cortesia. Ao sentar, o couvert (foto) era quase igual ao do irmão brasileiro. Lá estava eu, duas horas depois de chegar do Brasil, a comer pão de queijo na Argentina. Pão de queijo que, diga-se, era bem pior que o daqui. A mussarela de búfala também não era tão boa, mas o resto do couvert era sensacional.

Quando chegou a carne, um ojo de bife con papas a provenzal (fritas com alho e salsinha -- e atenção para a vaquinha vermelha), percebi por que Iglesias fez sucesso ensinando o Pai-Nosso ao vigário. A gordura, que normalmente sobra no prato, foi devorada inteirinha. O bife, pedido ao ponto para malpassado, veio ao ponto para bem-passado, mas isso não chegou a comprometer o almoço.
Para terminar, mais uma cortesia da casa: grappa e licor lemoncello caseiros. A conta deu o equivalente a R$ 160 com vinho, para dois. Uma enormidade para Buenos Aires, mas uma pechincha para o Rubaiyat.

Cabaña Las Lilas
Avenida Alicia Moreau de Justo, 516, Puerto Madero, Buenos Aires
tel.: +5411 4313-1336

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

6.5.09 - 1 Comentários


Isso mesmo, frango inteiro enlatado. Existe, onde mais?, nos Estados Unidos. Post emprestado do blog I Hate My Message Board. Quer ver que o que tem na lata? Quer mesmo? Então clique aqui e não reclame depois.
Atualização: há um outro post sobre miolos suínos em molho de leite, mas deste eu não tive coragem de publicar a imagem.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


Morram de inveja, torcedores do Brasil. O estádio do New York Yankees inaugurou uma praça de alimentação com dezenas de quisosques que vendem desde comida mexicana atá vegetais orgânicos. O blog Serious Eats resenhou muito seriamente as lanchonetes: leia aqui, em inglês. A foto é de um sanduíche de rosbife do Lobel's, um tradicionalíssimo açougue nova-iorquino que montou um posto avançado na casa do tradicionalíssimo time de beisebol do Bronx. O que poderia concorrer com isso nos nossos estádios? O Habib's do Morumbi? O feijão-tropeiro do Mineirão?

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

A Casa Belfiore, na Barra Funda, era um bar de rock bem bacana que reunia os modernos da Folha de S.Paulo, lá perto, e os amigos igualmente modernos deles. O hambúrguer era ótimo, mas definitivamente não era essa a vocação do lugar. O bar foi ficando cada vez mais cheio, com som cada vez mais alto e uma concentração de fumaça tão grande que ninguém mais se preocupava em comer. Foi quando os sócios decidiram mudar a festa para um galpão a poucos quarteirões dali -- nascia o CB, que fez um enorme sucesso como balada com música ao vivo. Os hambúrgueres foram para a casa nova, e o velho Belfiore, com a cozinha no comando do sócio Diego Belda, resolveu tentar voos mais ousados na gastronomia. Virou um lugar sossegado, mas sem os deliciosos hambúgueres que lhe deram a fama.
Tudo isso para dizer que os sócios do CB perceberam que ninguém queria comer na balada e mandaram os burgers de volta para a nave-mãe. Graças a Deus. Acabei de sair de lá, onde comi um espetacular hambúguer ao molho béarnaise (de ovos, manteiga e estragão) com as boas e velhas batatas fritas com casca. Além de outros hambúrgueres igualmente chiques (all'arrabiata e caprese, só para ficar na seção italiana), o cardápio reformulado tem filés clássicos, saladas e petiscos (chamados "bocadilhos") criativos que vão ficar para uma próxima visita. Ou não, porque eu acabo sempre no hambúrguer.
Casa Belfiore
Rua Sousa Lima, 67, São Paulo
Tel. (11) 3822-1364

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

26.4.09 - 0 Comentários


Desisti de tentar entender os japoneses. Aqui temos um toboágua para macarrão somen.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


World's Largest Cheeto and the Optimus Maximus from Gizmodo on Vimeo.

Quando achava que os Cheetos gigantes já eram dose para elefante, eis que surge isto: a redação do blog Gizmodo nos Estados Unidos recebe um saco, de tamanho ordinário, com apenas um cheeto (esta palavra existe no singular?) de tamanho absolutamente extraordinário. Adam Frucci se incumbiu da inglória tarefa de devorar o petiscão (suas impressões estão no vídeo e neste texto).
Um amigo meu duvidou da existência de tal aberração, dizendo que o cheetão era uma piada da redação do blog. Contatei outro amigo, o Pedro Burgos, que trabalha no Gizmodo aqui no Brasil e fala com o Frucci o tempo todo. A coisa é verdadeira. Infelizmente. Trata-se de uma peça promocional semicomestível.
Por sinal, a Elma Chips (Frito Lay, nos EUA) mandou uma saco de 5 kg de Doritos para a redação da VIP no ano passado. Após uma semana e meia sendo consumido aos poucos, em emergências e desatinos dos profissionais, o presente desapareceu misteriosamente.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

15.4.09 - 0 Comentários


Sensacional! Está em norueguês, mas dá para entender fácil. Esse programinha calcula o tempo necessário para você fazer um ovo cozido perfeito baseado em quatro fatores: o tamanho do ovo, o ponto desejado (mole, médio ou duro), a temperatura inicial do ovo e a altitude em que você se encontra (que vai determinar o ponto de fervira da água). Após inserir esses dados no computador (e o ovo na panela), aperte "play" para iniciar o timer. Link aqui.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

10.4.09 - 0 Comentários



Faltam-me palavras para descrever tal aberração. Pego emprestadas as do blog Serious Eats (se você não souber ler inglês, as imagens acima já bastam).

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Com alguns anos de atraso, São Paulo entra na onda da comida peruana -- ou novandina, como gostam de dizer os adeptos dessa culinária que mistura técnicas francesas com um ou outro ingrediente peruano. O Killa, em Perdizes, é um dos três restaurantes novandinos que abriram mais ou menos ao mesmo tempo em São Paulo. Ocupa um imóvel minúsculo que antes abrigava o Piccolo Bistrot.
Se alguém ainda não sabe, o arroz-com-feijão do Peru (e de toda a costa Pacífica do Chile ao México) é o ceviche: peixe e frutos-do-mar crus, marinados em suco de limão com cebola, coentro e pimenta. No cardápio do Killa há quatro variações, todas preparadas aos olhos da clientela por Thiago Kubota, um japinha de 21 anos e cabelos descoloridos à moda toquiota. Fui na tradicional (foto), de peixe branco, camarão, lula, batata-doce e milho-verde. Realmente bom demais, com um detalhe sensacional: a porcelana em que o prato é servido tem uma canaleta por onde é possível sorver o leche de tigre, caldinho ácido que sobra depois que o peixe já era.
Como nada é perfeito, a porção é pequena demais para os vinte e tantos reais cobrados. Os chicharrones, iscas de frango empanado em quinua, são bons, mas não emocionam. O serviço estava muito, muito ruim no dia da visita: fomos atendidos por um garçom que não sabia descrever direito os pratos, que demoraram para chegar à mesa. Se serve como desculpa, a casa havia sido destaque nos dois maiores jornais paulistanos naquele dia.

Killa rua Tucuna, 689, Perdizes, São Paulo Tel.: (11) 3872 1625

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

3.4.09 - 0 Comentários


Gostei do Roux antes mesmo de a comida chegar à mesa. Trata-se de um tipo de restaurante raro em São Paulo, com comida requintada -- porém sem deslumbramento -- a preços razoáveis. O chef Arthur Sauer carrega no currículo aulas com medalhões do calibre de Paul Bocuse e Daniel Boulud, além de alguma quilometragem nas cozinhas do Parigi, do La Tambouille (ambos em SP) e do Fasano Al Mare (no Rio). Aqui, sua culinária não viaja demais, o que é bom. O carro-chefe do cardápio é o picci, tipo de massa longa feita na casa. A versão com molho de tomate e rabada custa R$ 28 e é irrepreensível, com massa al dente e carne úmida sem ser gordurosa. Outro prato anunciado como um dos pilares da casa, o filé de leitão ao molho de pimenta-verde com gratinado de batata e maçã assada (foto), veio mais cozido do que levava a crer a imagem de divulgação. Muito bom de qualquer modo, embora eu prefira cortes suínos menos magros. A sobremesa que eu escolhi, um crumble de amêndoas com calda de baunilha e sorvete caseiro de chocolate, dá vontade de repetir. O ponto fraco ficou nos pães servidos no couvert -- feitos no restaurante e iguais àquilo que você conhece por "pão caseiro", de massa quebradiça e casca fina, mais próximos de um bom pão de forma. Mas quem sou eu para reclamar? Eles são cortesia da casa, o que também é uma bem-vinda raridade nesta cidade.

Roux
Al. Ministro Rocha Azevedo, 1101
Cerqueira César
11 3062 3452

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

1.4.09 - 0 Comentários


Finalmente fui conhecer um dos grandes templos da baixa gastronomia em SP, o Bar do Biu, boteco de estirpe. Lugar simples, cerveja geladíssima, comida em porções colossais. E gostosa. A especialidade da casa, o baião-de-dois, veio com rabada (foto acima) e com carne-de-sol. As duas excelentes.
Em seguida, a mulatinha assanhada -- carne de panela com farofa de feijão-de-corda (foto acima) -- veio com celulite, digo, excesso de gordura nas fatias de lagarto (ou o que fosse aquela carne). Para finalizar, a mesa de sete pessoas ainda dividiu uma vaquejada, carne-de-solo acebolada com farofa de jerimum. Perfeita. O resultado do banquete é que, quase nove horas da noite, ainda não consigo pensar em comer.

Bar do Biu

R. Cardeal Arcoverde, 776, São Paulo
Tel.: (11) 3081-6739

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

31.3.09 - 0 Comentários


Meio italiano e inteiro paulistano, sempre tive um pé atrás com a criatividade dos pizzaiolos mundo afora. Pizza doce nunca foi uma opção de sobremesa para mim. Até que ontem, na 1900 Pizzeria, o dono Edrey Momo me disse que o millegiro (foto) era a melhor sobremesa do mundo. Eu truquei. E ganhei uma para experimentar.
Posso dizer que o Edrey exagerou um tanto, mas eu também precisei rever uns conceitos. A coisa é deliciosa: uma rosquinha de massa de pizza recheada com chocolate, banana e morango, assada no forno a lenha e servida com sorvete de creme e farofa doce. A farofa, aliás, é feita para toda a rede de pizzarias pela mãe de Edrey, que só vai revelar a receita quando estiver às portas da morte (segundo ele me disse).
Dou o braço a torcer. Ou não -- posso argumentar que, tecnicamente, isso não é uma pizza.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

Sim, são scans de sanduíches -- o dono do scanner mais seboso dos Estados Unidos se esconde atrás de uma máscara. O da foto é o famoso sanduíche de pastrami no pão de centeio da Katz's Deli do Lower East Side de Nova York. Dica do amigo, chefe e blogueiro Ricardo Lombardi.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

Ótimo para festas com mais convidados que assunto. Pode ser usado também com ovinhos de amendoim ou tremoços (embora tremoços sejam melhores para fazer guerra de comida). Custa US$ 45 neste site.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

21.3.09 - 0 Comentários


Elas simplesmente não param de aparecer na minha frente, essas pizzas esquisitas. Agora chegou uma coberta com biscoitos Oreo, feita pela Domino's Pizza nos Estados Unidos. Taí o comercial.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]



A ideia é curiosa: jantar na casa de um chef de cozinha, dividindo a mesa da sala com completos estranhos. Com essa proposta, o projeto Les Amis de Portas Fechadas tem fechado grupos de até 12 pessoas para comer no apartamento de Demian Figueiredo, sócio do buffet Les Amis. São quatro jantares por mês, num lugar tipo secreto: por razões de segurança, Demian só revela o endereço depois de ter conversado um pouco com o interessado (sem estragar o esquema, digo que fica entre os Jardins e Pinheiros, na zona oeste de São Paulo).
O jantar segue um menu fixo, dá até para pedir uma ou outra alteração nos pratos caso você realmente faça questão disso, mas é o Demian que escolhe o que você vai comer. Neste mês, o tema do jantar foi a França. Estive lá para provar a sequência de: escargot com redução de vinho tinto e caldo de carne, salada de língua bovina, escalope de foie gras com sorbet de pêssego, confit de coxa de pato ao molho de vinho (foto), um prato de queijos variados e dacquoise de fudge de chocolate, que vem a ser como um alfajor ou bem-casado, mas com uma massa de suspiro e avelãs.
A comida estava impecável. Mas o que deve ser mesmo legal é a experiência pagar para jantar com desconhecidos na casa de outro desconhecido. Digo "deve ser" porque não tenho nada a contar a respeito disso. Estava num grupo fechado de jornalistas, e o ambiente geral na mesa foi o mesmo de todos os eventos do gênero.
Nos jantares de 27 e 28 de março, o preço vai ser R$ 180 (você vai comer foie gras, mon ami!). No mês que vem, quando o cardápio muda para os favoritos dos amigos de Demian (que inclui lula grelhada recheada de farofa de camarão e lombo de vitela com molho de ameixa), cai para R$ 120. Os vinhos sugeridos pela casa custam R$ 15 a taça, e você não paga nada se quiser levar a própria bebida.

De Portas Fechadas
Reservas pelo tel. (11) 3021-9882 ou pelo e-mail deportasfechadas@lesamis.com.br.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

17.3.09 - 0 Comentários


Todo dia nós recebemos por e-mail dezenas de press releases, que são textos elaborados por assessores de imprensa sobre assuntos relacionados a seus clientes. Alguns são aproveitados, outros são descartados e há aqueles que... ahn... surpreendem... ahn... pelo inusitado. Hoje chegou um de uma sex shop que vende um kit de chocolate para a Páscoa. Mas não é para comer. Ou melhor: é, mas não do jeito que normalmente se come chocolate. Você deve derreter e espalhar sobre o corpo de quem quer que esteja transando com você. Acompanha um pincel (!!).
Para não ficar só na sacanagem, aí vai o serviço: o kit Kama Sutra custa R$ 431 e é vendido na Revelateurs. Boa Páscoa!

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

16.3.09 - 0 Comentários


Sorvete crocante? Sim, de certa forma é isso mesmo. Só que o crocante não é de amêndoas, açúcar queimado ou macadâmia... é bacon! Esse e outros absurdos da glutonice americana estão no blog This Is Why You're Fat.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

12.3.09 - 0 Comentários


Aproveitei a São Paulo Restaurant Week para conhecer o nipo-peruano Shimo. Ambiente modernoso, bonito, pouca espera na noite de quinta, serviço extremamente simpático. Uma boa sacada foi servir duas entradas no cardápio promocional. Entradas que vêm a ser: o impecável ceviche (peixe marinado em suco de limão, cebola roxa e pimenta peruana, especialidade da casa) e o chicharrón nikkey (peixe e lula empanados e fritos, com molho teriyaki). Enquanto a Mari foi no óbvio e escolheu o combinado de sushi e sashimi para prato principal, eu arrisquei o filé ao molho porto-pisco. Pedi malpassado e recebi bem passado -- quem mandou comer filé em restaurante japonês? --, mandei de volta e ganhei um bife malpassado em questão de um ou dois minutos. A sobremesa, um brownie de chocolate branco, não entusiasmou. De novo, quem vai ao japa comer sobremesa?
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente uma coisa me intrigou: por que raio os pandas-gigantes pintados na parede? Que eu saiba, o bicho não faz parte da fauna do Japão nem do Peru. Nota: 7,5

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Não quero ser o cara que só põe fotos de pizzas estranhas no blog, mas não deu para resistir a esta pizza de ovo de páscoa que chegou ao meu e-mail. Os ovos, notem, são as pequenas esferas marrons no centro da "clara" de chocolate branco (ou seria leite condensado?). Em cartaz na Semana Santa da pizzaria Carlitos, de São Paulo. Corrigindo: na Super Pizzaria Carlitos.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Na onda do Ano da França no Brasil, o bistrô paulistano Le Chef Rouge vai servir, entre 14 de abril e 17 de maio, um menu especial de harmonização com quatro rótulos diferentes da casa Moët et Chandon. Como é bem curtinho, aí vai o cardápio da chef Renata Braune:

Torta de pêras com queijo azul + 1/2 taça de Moët demi-sec: R$ 38
Crème brûlée com foie gras + 1/2 taça de Moët brut: R$ 48
Brandade de bacalhau em trouxa de massa phyllo + 1 taça de Moët brut rosé: R$ 82
Risoto de coelho e cogumelos (foto) + 1 taça de Moët Grand Vintage: R$ 89
Crepe de maçã com creme de amêndoas + 1/2 taça de Moët demi-sec: R$ 39

Num evento para jornalistas, eu experimentei o menu completo. Rapidamente: a torta de pêra casou direitinho com a champanhe meio-doce, a crème brûlée decepcionou a todos na mesa (estava rala demais, talvez tenha ocorrido algum contratempo na cozinha), o bacalhau estava muito bom, o risoto era fenomenal (o melhor risoto de coelho que eu já comi -- e também o único) e a sobremesa era boa. Se fosse pagar, eu iria de torta pela experiência da harmonização e, para esbanjar, prosseguiria com o risoto.


Le Chef Rouge: rua Bela Cintra, 2238, São Paulo, tel.: (11) 3081-7539.

Marcadores: , , , , ,

Assinar
Postagens [Atom]



O Estado de S. Paulo: a contracapa do Paladar reproduz um teste, feito pelo New York Times, em que o macarrão é cozido em pouca água. Fria. O resultado é interessante, porém pouco conclusivo. Leia aqui.

Folha de S.Paulo: Dezesseis restaurantes participantes da São Paulo Restaurant Week foram testados pela reportagem da Ilustrada. Entre aspectos positivos e negativos, salta aos olhos a desfaçatez do Original Shundi, que, contrariando todas as regras do evento, decidiu suspender a promoção no fim-de-semana. A casa tomou um merecido cartão vermelho da reportagem. (Parênteses: no ano passado, a Osteria del Petirosso fez a mesmíssima coisa, camuflando o menu executivo dos dias de semana na SPRW e deixando de servir o menu mais barato em sábados. Eu estive lá e fui obrigado a abandonar a mesa antes de qualquer coisa ser servida. Neste ano, o Petirosso não participa da SPRW.)

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

11.3.09 - 0 Comentários


...que tal uma borda recheada com asa de frango picante? Saiba como preparar essa delícia aqui.

BÔNUS: as pizzas mais diferentonas das Índias, das Coreias e dos Japões.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Assim como os paulistanos, o povo de Nova York acha que a sua cidade é a capital mundial da pizza. E os caras ficam inventando moda o tempo todo. A última, afirma o New York Times, é jogar um punhado de mussarela ralada fria sobre a fatia de pizza recém-aquecida. O blogueiro americano Arthur Bovino experimentou a pizza num buraco chamado Little Vincent's, em Long Island. E diz que, por mais bizarra que a coisa possa ser, ela funciona para absorver o óleo que normalmente escorre (ew!) dessas pizzas vendidas por fatia.
Na real, queijo frio sobre pizza quente não é uma idéia nova. Na Itália, a pizza caprese tem tomate, manjericão e mussarela de búfala crus sobre a massa assada. A Bráz, em São Paulo e no Rio, serve uma versão abrasileirada desse sabor.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

10.3.09 - 0 Comentários


O Le Coq Hardy é um desses restaurantes que eu sempre tive curiosidade de conhecer, desde a época em que ele ficava em Santo Amaro e eu nem pensava em prestar jornalismo. Eis que ontem eu finalmente vou ao Le Coq, convidado pela assessoria de imprensa para provar o novo Jantar Gourmet, menu fixo de R$ 80 em homenagem ao ano da França no Brasil.
O ambiente é exatamente o que eu imaginava, careta como um restaurante tradicional costuma ser. Retratos de celebridades feitos por Luiz Tripolli -- que clicou metade das peladas da Playboy da década de 1980 -- estão nas paredes pretas, presumidamente modernas, do salão principal.
O tal menu fixo oferece muitas opções de entrada, prato principal e sobremesa, raro para deals desse tipo. Ponto para o Le Coq. Escolhi uma polenta com escargots e cogumelos, pato assado com risoto de açafrão (foto) e fondant de chocolate com banana-ouro. Tudo bom, muito bom mesmo. E muito farto. Levando em conta que uma refeição semelhante com itens escolhidos do cardápio regular sairia por quase R$ 120, o preço vale a pena.
Mas vá ao Le Coq avisado de que este não é um restaurante do século 21. Os pratos sugeridos no menu fixo são, com poucas exceções, o que se servia há 20 anos nos restaurantes finos de São Paulo. Comê-los olhando para uma foto do Supla tocando saxofone foi como ser mandado de volta para os dias em que o filho do senador era uma promessa do rock nacional.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

5.3.09 - 0 Comentários


O Tordesilhas é um restaurante que eu costumava frequentar muito, mas que ao longo dos anos mudou de faixa de preço (para cima, é claro), talvez em função dos estrangeiros dos hotéis da região da Paulista que vão provar as delícias brasileiras de Mara Salles. O menu promocional da Restaurant Week foi uma excelente oportunidade de revisitar o lugar. Não me decepcionei.

A entrada, um bolinho de pernil em imersão de tucupi (foto acima), estava perfeita. Ainda mais pela ousadia de servir um hambúrguer de carne de porco quase malpassada. Na sequência, o picadinho de filé também fez linda figura. Se fosse para pôr um defeito no prato, diria que eu gosto de mais arroz no meu feijão (é servido um tipo de risoto molhadinho de feijão). A sobremesa, pudim de tapioca com calda de baba-de-moça, me derrotou. Comi só duas colheradas para experimentar, era comida demais (além de ser um pouco doce demais).
Nota: 9

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


O Estado de S. Paulo: o caderno Paladar faz uma homenagem ao restaurante Moraes, que está completando 80 anos de serviço para uma clientela ávida por bife malpassado. O colunista J.A. Dias Lopes escreve sobre a pajata (foto), que vem a ser tripas finas de vitelo -- em Roma, uma iguaria geralmente comida com rigatoni.

Folha de S.Paulo: as páginas semanais de gastronomia mostram três exemplos de que o dinheiro nem sempre compra a felicidade alimentar.
  • Nos arredores de Londres, The Fat Duck já foi considerado o restaurante do ano pelo Guia Michelin. Pois mais de 40 clientes, que desembolsaram em média 150 libras cada, pegaram uma intoxicação daquelas de colar o cidadão ao vaso sanitário.
  • Uma reportagem de Josimar Melo fala dos restaurantes de Tóquio, inclusive um que tem 3 estrelas no Guia Michelin, mas trata mal os clientes e não tem banheiro. Pela bagatela de 300 doletas a cabeça.
  • Outro restaurante citado na matéria serve sopa com terra. Ah, vá.
O Globo: a coluna Gente Boa traz a novidade do ano no universo dos botequins cariocas. Alaíde Lima, cozinheira responsável pela excelente reputação dos petiscos do Bracarense, abre amanhã o próprio bar, também no Leblon.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

4.3.09 - 0 Comentários


A belezura aí em cima parece bem melhor do que é de verdade. O confit de sobrecoxa do menu Restaurant Week no Lola Bistrot, que vem a ser uma perna de frango cozida na própria gordura, decepciona. Frango é um bicho traiçoeiro, culinariamente falando. O cara tem que fazer um puta frango para pegar bem num restaurante melhorzinho. E esse não é o caso. A carne estava ressecada, fibrosa, dura nas extremidades e com gosto de frango e só. Um pouco mais de molho ajudaria. A entrada, uma sopa de milho com queijo coalho grelhado, e a sobremesa, uma espécie de sopa fria de fromage blanc com framboesa, estavam boas.
Nota: 5

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]


É simples assim: distribua três hambúrgueres e uma porção pequena de batata frita do McDonald's sobre uma pizza congelada, cubra com mussarela ralada e leve ao forno até o queijo derreter. O passo-a-passo dessa aberração está no Flickr.

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]

Minha primeira parada no São Paulo Restaurant Week foi um jantar no Obá, um dos meus velhos favoritos, que atira em quatro frentes culinárias: mexicana, brasileira, tailandesa e italiana, mas sem fusões. Na entrada, a tostada de frango pibil -- uma tortilha frita com pasta de feijão e frango desfiado ao tempero de laranja e urucum -- estava deliciosa. Idem a sobremesa que a Mariana pediu, o pastel tres leches, bolo molhado em uma calda de leite condensado, leite evaporado e creme de leite (na foto, que é de divulgação, já que as minhas ficaram impublicáveis). Os pratos principais, um ragu de cordeiro com polenta cremosa e um peixe com vatapá, eram bons, mas foram ofuscados pela abertura e pelo fechamento da refeição.
Nota: 8

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

2.3.09 - 1 Comentários


O almoço de domingo foi num dos mais tradicionais restaurantes portugueses do Rio, o Adegão Português, em São Cristóvão, perto da rodoviária e longe do circuitão turístico. A fachada não impressiona, tampouco o ambiente interno: parece mais um restaurante carioca das antigas, com salão sem janelas e ar-condicionado no talo (isso não é reclamação, fazia 40 graus lá fora). E ainda tinha uma baita televisão que passava futebol inglês. Não fossem os guardanapos de pano, poderia ser um boteco.
Enquanto puxávamos as cadeiras para nos acomodar à mesa, o garçom já veio oferecendo não um, mas dois bolinhos de bacalhau para cada um. Eles chegaram em dois minutos e só não desapareceram em segundos porque eu me lembrei de tirar a (péssima, eu sei) foto acima. Na boa, o melhor bolinho de bacalhau que eu já comi na vida. Cheio de peixe, mas com gosto suave e batata o bastante para manter a união do conjunto, se é que vocês me entendem. E alho, talvez demais para os humanos normais, na medida exata para mim. Mais tarde fui olhar o preço com medo de ter sido rapelado, mas nada: cada salgado custa R$ 4, justíssimo. Repararam no charme que é a louça do lugar?

Na sequência, mais bacalhau. Poderia ter pedido cabrito, coelho ou leitão, a lista de pratos é grande e tudo parece ser bom. A primeira visita a um português, no entanto, pede bacalhau. E a experiência com os bolinhos me dizia que esse era o caminho.
Essa belezura se chama bacalhau do Antelo e custa R$ 135 a porção que teoricamente serve dois, mas que alimenta três facinho, facinho. A porção individual, que deve bastar para os casais regulares, sai por R$ 86. O prato tem uma posta enorme de bacalhau assada na brasa regada com alho e óleo e acompanha batata noisette (em bolinhas), cebola e pimentão. Tudo frito, mas nada pesado demais. O peixe em si é úmido, com sal no ponto e de sabor discreto. Perfeito. Bacalhau do nível do Antiquarius pela metade do preço. Para acompanhar o repasto, escolhemos a safra 2009 da Coca-Cola zero. A via Dutra nos esperava.

Adegão Português
Campo de São Cristóvão, 212, São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ
(21) 2580-7288, (21) 2580-8689. Tem filial na Barra da Tijuca.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

1.3.09 - 0 Comentários

Se você é paulistano ou vai passar na cidade entre hoje e o dia 15, não deixe de aproveitar a Restaurant Week, uma ação de 122 restaurantes que servem menus (entrada, como os aspargos com polvo do Julia Gastronomia, na foto acima + prato principal + sobremesa) ao preço fixo de R$ 25 no almoço e R$ 39 no jantar, fora R$1 de contribuição mínima para a Fundação Ação Criança. É a quarta edição do evento (que, curiosamente, dura duas semanas), inspirado numa promoção semelhante em Nova York. Para o povo de outras cidades, a boa nova é que a Restaurant Week este ano também brindará os gulosos por barganhas no Rio (de 20 de abril a 3 de maio), em Recife (20 a 31 de julho) e em Brasília (6 a 19 de julho). Eu acho que a coisa toda vale muito a pena, mas algumas casas merecem mais a sua visita que outras. Veja três coisinhas que eu aprendi nas três edições anteriores da Restaurant Week em SP:

1. Se a casa oferecer tanto almoço quanto jantar, vá no almoço se for possível. Você vai economizar mais porque poucos participantes modificam substancialmente o menu de um turno para o outro. E são maiores as chances de as filas serem menores.

2. Olhe sempre o menu da promoção no site da Restaurant Week ou telefone para o restaurante para perguntar. Caso algum item não te agrade e você resolva escolher algo da carta normal, você pode gastar um dinheirão imprevisto.

3. Priorize os restaurantes muito caros que você adoraria visitar mas não frequenta porque não quer/não pode bancar. Em seguida, aqueles que você já frequenta, gosta muito, mas considera um tanto onerosos. Por último, os tiros no escuro e os restaurantes mais baratos, onde o menu promocional não traz tanta vantagem sobre os pratos do cardápio. São 122 restaurantes e 14 dias, não dá pra ir a todos.

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

27.2.09 - 0 Comentários

No início do ano, em Londres, dei uma passada na Fortnum & Mason, uma das lojas mais tradicionais de comida de uma cidade que, ao contrário das minhas expectativas alimentadas por uma antiga visita com orçamento de estudante, é cheia de comida boa. Mas não é de comida boa que eu quero falar. No meio de chocolates, bolos e biscoitos, há um display só com insetos e outros petiscos inusitados. Olha só:

Aranha assada...


...pirulito de formiga ou larva de agave (que faz suas aparições também em garrafas de mezcal, uma bebida mexicana prima da tequila)...


...e vodca com escorpião.

Tinha também um saco cheio de formigas crocantes, que eu pensei em trazer para a redação experimentar. Mas era meu último dia na cidade, eu tinha compras sérias a fazer e acabei esquecendo. Uma pena.


Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

Publicidade