23 coisas que mudaram a vida do homem moderno

Objetos, acontecimentos, conceitos, movimentos... Grandes momentos e pequenos detalhes influenciaram quem somos hoje

 Internet

Primeiro, houve a popularização do computador pessoal, acessível até por quem não era profissional de informática. Mas seria uma mudança limitada sem o surgimento da internet nos anos 90 – a “rede mundial de computadores”, como se dizia naqueles primórdios.

A conexão gerou mudanças radicais no trabalho e no lazer, numa proporção digna da Revolução Industrial. E foi muito além dos computadores, chegando a celulares e smartwatches. Pense em como seu dia é hoje.

Agora pense em como ele seria (ou como ele era, dependendo da sua idade) sem internet. Sem e-mails, nuvem, Google, redes sociais, Amazon, aplicativos, games on-line, streaming de música, filmes e séries… Sim, não tem mais volta.


Nerds

(Divulgação/Reprodução)

Por décadas, eles foram desprezados, zoados, rejeitados – no mundo real e até mesmo no cinema, que estabeleceu um estereótipo. Mas a era digital redimiu os tímidos de QI alto e óculos que gostavam de matemática, ciências e eram fanáticos por ficção científica e quadrinhos de heróis.

Eles triunfaram – dos programadores aos ícones como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. O mundo hoje passa pelo conhecimento dessa turma. No século 21, ser nerd não é mais algo socialmente indesejável.


Smartphones touchscreen

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(Divulgação/Reprodução)

Os celulares popularizados nos anos 90 já eram uma revolução – um telefone de bolso que deixava todo mundo localizável em qualquer lugar a qualquer hora. A partir do iPhone em 2007 e todos os seus concorrentes que vieram depois, tudo cresceu.

Com a tela maior e sensível ao toque, um celular passou a ser também câmera fotográfica, tocador de música, TV portátil, console de videogame, computador, meio de troca de mensagens sem necessidade de telefonema…


GPS

LAS VEGAS, NV - JANUARY 07: The Passport iQ by Escort, the world's first integrated radar detector and 3-D GPS navigation unit, is displayed at the 2011 International Consumer Electronics Show at the Las Vegas Convention Center January 7, 2011 in Las Vegas, Nevada. The USD 649 device features a five-inch color touch screen, voice-guided navigation and protects against both radar and laser detection, alerts for speed traps and has a database of red light camera locations in North America updated weekly. CES, the world's largest annual consumer technology trade show, runs through January 9 and is expected to feature 2,700 exhibitors showing off their latest products and services to about 126,000 attendees. (Photo by Ethan Miller/Getty Images)

(Ethan Miller/Getty Images)

Hoje só se perde quem fizer muito esforço para isso. O Global Positioning System (sistema de posicionamento global) se baseia na transmissão de dados a um satélite para determinar o local exato em que um receptor conectado está na Terra. Por anos, ficou restrito ao uso militar. Finalmente liberado para os civis, o GPS tomou o lugar dos mapas de estradas e guias de ruas nos anos 2000. Primeiro como um aparelho próprio para esse uso. E ficou ainda mais prático ao ser utilizado nos vários aplicativos de smartphones. Isso sem falar do Waze…


11 de setembro

(Divulgação/Reprodução)

Aqueles aviões que se chocaram em 2001 contra as torres do World Trade Center em Nova York mudaram muitas coisas práticas para quem viaja. As revistas na área de embarque dos aeroportos ficaram rigorosas. A lista de objetos que não podem ser levados num avião ampliou-se.

A entrada em alguns países tornou-se mais complicada e até lotérica. E essas são as consequências mais amplas e corriqueiras. Há outra: desde aquele atentado, a escalada do terrorismo aumentou, com ataques-surpresa em grandes cidades da Europa criando uma paranoia constante para habitantes e turistas.


Beat It

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Michael Jackson reinventou o pop em 1982 com essa música. Beat It combinava batida dançante com solo de guitarra de rock pesado tocado por Eddie Van Halen. Isso começou a derrubar uma barreira que havia entre os fãs de música negra e os de rock branco.

Também tinha um clipe muito bem produzido. E o álbum Thriller, no qual a faixa estava, é até hoje o mais vendido da história.

Logo Michael reproduziria esse sucesso todo em seus shows. E as coreografias planejadas e os cenários bombásticos tornaram-se padrão de grande espetáculo para artistas pop.


Batman, o Cavaleiro das Trevas

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Os bilhões de dólares movimentados hoje pelos filmes de heróis dos quadrinhos devem muito à história criada por Frank Miller em 1986. Era uma graphic novel, gênero de HQ que almeja a complexidade de um romance literário. Miller transformou Batman num homem de meia-idade atormentado. E o Coringa virou o psicopata que conhecemos hoje. O tratamento adulto deu vida nova às HQs e foi absorvido pelo cinema.


Matrix

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Outros filmes fizeram mais sucesso ou são mais cultuados. Mas o Matrix de 1999 (primeiro de uma trilogia) mudou o jogo. Trouxe efeitos de computação gráfica que não pareciam toscos.

Também enfiou no cinema de massa o visual de videogame, a noção de realidade virtual, os hackers e as teorias de conspiração. Coisas a que estamos acostumados hoje, a ponto de esquecermos que Matrix falou disso tudo.


Daniel Craig como James Bond

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O agente britânico 007 entrou no século 21 como uma espécie de relíquia nostálgica. Desde os filmes originais dos anos 60 com Sean Connery, James Bond foi interpretado por outros atores em filmes cada vez mais bobos.

Coube a Craig, escalado para o papel em Cassino Royale (2006), recolocar o agente no patamar de referência de masculinidade, ousadia e elegância dos tempos de Connery. James Bond passou a ter um significado atual para o homem do século 21.


Lost

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Não foi a primeira nem a melhor. Só que, em 2004, Lost deu início à obsessão por séries. Muito pela possibilidade então recente de assistir a vários episódios de uma vez e em qualquer horário através da internet. A trama enigmática apenas aumentou o culto.

Mais recentemente, House of Cards refinou o binge-watching (assistir muitos episódios em sequência), cada nova temporada completa sendo disponibilizada no mesmo dia.


Home office

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Com a conexão total da era digital, trabalhar em casa tornou-se algo possível. É claro que isso requer disciplina e responsabilidade de quem vai cumprir suas funções remotamente. Mas é uma ideia em que entregar o trabalho com qualidade passa a valer mais do que cumprir horário na empresa.

Uma variação do home office acabou sendo o coworking.


Assédio sexual

Atitudes machistas e abordagens inadequadas às mulheres imperaram por gerações em ambientes de trabalho. Não aconteciam só nesses espaços, mas foi nas empresas que surgiram as primeiras ações na Justiça que resultariam nas leis contra assédio sexual em vários países – no Brasil, a lei é de 2001.

Os códigos de conduta das empresas também enquadraram esse abuso. Os homens já mudaram de comportamento. E quem insiste no assédio é execrado, mesmo que seja famoso e poderoso.


Sharon Stone em Instinto Selvagem

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O cruzar de pernas dela nesse filme de 1992 provou para o homem moderno que a mulher fatal não era uma figura restrita apenas aos filmes noir dos anos 40. Também deu às gerações mais jovens a imagem icônica mais próxima à de Marilyn Monroe tendo a saia levantada pelo vento.


Camisinha

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O preservativo masculino com materiais modernos existe desde 1855 (era de borracha). Porém, teve uma vida quase clandestina por décadas, comprado aos sussurros nas farmácias e visto apenas como uma forma de evitar gravidez.

Quando a pílula anticoncepcional surgiu, aí é que muitos abriram mão de vez da chamada “camisa de vênus”. Foi o perigo da aids nos anos 80 (e a revelação de que também era possível contrair o vírus HIV numa relação heterossexual) que forçou a derrubada do tabu da camisinha. Pelo bem da saúde pública e do sexo sem medo.


Febre de Bola

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O livro de 1992 do inglês Nick Hornby sobre como a paixão dele pelo Arsenal afetou sua vida em várias fases conseguiu definir o que é o sentimento por um time para torcedores de inúmeros países e idiomas. E provou que o futebol permite a sensibilidade.


Pay-per-view de futebol

As arenas de futebol modernas modificaram os hábitos dos torcedores. Eles têm mais conforto, a organização e visão do campo melhoraram – mas os preços ficaram mais altos.

Para quem não tem orçamento que permita ir às arenas em todos os jogos, a existência dos canais pay-per-view a partir dos anos 90 ficou mais valiosa. A compra de pacotes possibilita, por muito menos dinheiro, assistir a todas partidas de seu time sentado no sofá de casa.

Não pense que isso acontece só aqui. A Inglaterra, por exemplo, viveu o mesmo fenômeno com a modernização dos estádios e o encarecimento dos ingressos.


Culto à boa forma

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A longa história de sedentarismo e maus hábitos (cigarro, bebida em excesso, dieta desregrada) do homem começou a ruir quando correr virou moda nos anos 70.

E desabou de vez com o boom das academias e a possibilidade de poder escolher, entre várias opções de exercícios, a mais adequada para deixar o corpo em forma. Agora é viver melhor e por mais tempo.


Viagra

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A pílula azul lançada comercialmente em 1998 exorcizou um fantasma que afetou os homens por muito, muito tempo: a disfunção erétil. Um benefício incomparável à vida sexual masculina.


Cerveja em lata

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No mínimo, porque levar vasilhames para a praia não é nada prático.


Dinheiro de plástico

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Primeiro, surgiu o cartão de crédito nos anos 50. Depois, o de débito. Duas dádivas para diminuir o volume de sua carteira e a quantidade de idas ao banco. E olhe que eles já estão a caminho da obsolência com o crescimento dos pagamentos virtuais.


Vaidade

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Na virada do milênio, o termo “metrossexual” pegou para designar o homem que cuidava da pele, dos cabelos, das unhas, que tinha apuro ao se vestir – algo que foi visto como frescura por muito tempo.

O jogador David Beckham virou o símbolo do metrossexualismo e ajudou a derrubar barreiras. Hoje, a palavra caiu em desuso. Mas é porque ficou comum o homem se cuidar. Importante: sem excesso.


Revolução foodie

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O chavão rançoso “lugar de mulher é na cozinha” implicava que “cozinha é lugar de mulher”. Uma baboseira, já que homens sempre cozinharam. Mas esse pensamento antiquado foi rechaçado na virada do século com a explosão do culto à gastronomia.

Chefs celebridades com programas de TV e perfis nas redes sociais incentivaram os homens a pegar gosto por cozinhar em casa. Com isso, aumentou o mercado de utensílios de qualidade para amadores. A revolução foodie (ou gourmet, embora a palavra tenha se desgastado por mau uso) ainda vive seu auge.


Moda casual

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Se você folhear um álbum de fotografias antigas, deverá topar com homens usando paletó, calça de alfaiataria, chapéu e sapatos engraxados até mesmo em descontraídos momentos com a família num fim de semana qualquer.

A revolução de costumes dos anos 60 foi libertadora para o homem no quesito guarda-roupa. Itens como calça jeans, camiseta e tênis passaram a ser aceitos inclusive em ambientes de trabalho que permitem uma descontração maior que o mundo business. E convenhamos: ir a um churrasco trajando bermuda é muito mais confortável que vestindo peças formais.