A Netflix das artes chegou. E é muito divertida!

Serviço digital por assinatura exibe centenas de trabalhos em tela de 40 polegadas com resolução de 4k

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(Pianofuzz/Reprodução)

As redes sociais e os smartphones dominam nossa atenção no dia a dia. Cada vez produzimos e consumimos mais vídeos. O Brasil tem mais de 85 milhões de pessoas assistindo a vídeos on-line, segundo o eMarketer.

Até 2020, 82% do conteúdo na internet será audiovisual, prevê pesquisa da Cisco. Com isso fica fácil deduzir que o vídeo é, para muitos, a expressão artística mais presente e contemporânea na vida de todos nós, em diferentes culturas pelo mundo.

A novidade do momento está com uma empresa americana chamada Klio, que pretende levar essa realidade no formato de arte digital em movimento para a parede da sua casa. Até então, a utilização desse tipo de plataforma foi vista apenas em algumas poucas galerias de arte pelo mundo.

Agora, com investimento de cerca de 900 dólares, é possível comprar um quadro digital com 40 polegadas e resolução de uma TV de 4K para admirar no seu ambiente pessoal.

A mágica está no software e no serviço de assinatura embutido que funciona como a Netflix das obras de arte. O dispositivo vem equipado com mais de 300 trabalhos contemporâneos de artistas reconhecidos no mundo inteiro. Todos os meses, novas criações são acrescentadas à coleção digital como estratégia da própria empresa para manter a plataforma atrativa.

Através de um smartphone ou tablet – por enquanto disponível apenas para iOS – você pode escolher entre essas centenas de obras de arte originais disponíveis no dispositivo interativo. Uma das linhas visuais mais bacanas que a tecnologia permite é a Cinemagraph: uma mistura de fotos e ilustrações com partes em movimento.

É como se você olhasse para uma pintura que de repente se move. No geral, você pode optar por modelos de arte como Morph Art, que promove uma perspectiva em constante mudança; Chrono Art, que se transforma continuamente ao longo de um determinado período de tempo; e Clock Art, que usa várias técnicas visuais para mostrar o horário.

Lá na década de 90, Bill Gates inaugurou em Seattle o que ele chamou de “casa do futuro”: um ambiente para demonstrar as tecnologias que habitariam nossas vidas nos anos que vivenciamos e ainda vivenciaremos. Quadros digitais era uma das previsões de mais “uaus” entre os visitantes.

As telas (de smartphones a smart TVs) vêm superando lacunas entre designers e usuários, produtos e consumidores. Agora, finalmente, entre artistas e amantes da arte. Infelizmente esse serviço, por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos e Canadá. Mas certamente é uma tecnologia com poder de se popularizar por todos os países em breve.

Que bom saber que esse futuro profetizado por Bill Gates já está disponível nos dias de hoje.

Marcelo Tripoli é publicitário, geek e empreendedor serial, além de autor do livro Meaningful Marketing