As 8 maiores feras das Olimpíadas

Centenas de atletas competem, mas poucos foram tão espetaculares que se transformaram nos maiores nomes de uma edição dos jogos. Será que teremos alguém tão poderoso na Rio 2016, entre 5 e 21 de agosto?

  Jim Thorpe, 1912

Domínio Público

Indígena americano da tribo sac, foi o primeiro mito olímpico ao vencer o decatlo e o pentatlo nos Jogos de Estocolmo. E protagonizou o primeiro escândalo olímpico: suas medalhas foram cassadas em 1913 por suposto profissionalismo, algo totalmente proibido na época. O COI descobriu que ele recebia ajuda de custo para jogar beisebol e futebol americano por sua universidade. Thorpe morreu amargurado em 1953. E o COI só devolveu as medalhas à família dele em 1983.

   Paavo Nurmi, 1924

O Finlandês Voador já tinha ganhado três ouros (e uma prata) em 1920, mas foi na Olimpíada de Paris que ele se tornou uma lenda. Conquistou cinco ouros. Dois em corridas por equipes e um foi na prova de cross country individual. Os outros dois foram conquistados no modo “Super-Homem”: Nurmi venceu as corridas de 1 500 m e de 5 000 m com um intervalo de apenas uma hora e meia entre as provas. Ele ainda ganharia mais um ouro e duas pratas em Amsterdã, em 1928.

   Jesse Owens, 1936

Domínio Público

Nos Jogos de Berlim, em que Hitler queria demonstrar a superioridade física da dita raça ariana e a imponência do nazismo, quem roubou a cena foi o negro americano Owens com quatro medalhas de ouro. Ele venceu os 100 m e 200 m, o salto em distância e o revezamento 4 x 100 m. Ao contrário dos astros de hoje, Owens não conseguiu capitalizar em cima do sucesso e passou dificuldades financeiras por toda a vida.

   Emil Zatopek, 1952

Apelidado de Locomotiva Tcheca, Zatopek é até hoje o único atleta a vencer as corridas de 5 000 m,
10 000 m e a maratona na mesma edição dos Jogos. Ele conseguiu essa façanha em Helsinque, sendo o grande nome daquela Olimpíada. Curiosamente, sua esposa, Dana Zátopková, também levou uma medalha de ouro para casa. Ela venceu a prova de arremesso
de dardo.

   Abebe Bikila, 1960

Por não conseguir um par de sapatilhas adequado do fornecedor, Bikila decidiu correr a maratona dos Jogos de Roma descalço – afinal, era assim que treinava na Etiópia. E venceu a prova de forma épica, dando início à era de domínio africano em provas de longa distância. Calçado, Bikila seria bi em Tóquio em 1964. Sofreu um acidente de carro em 1969 e ficou paraplégico, morrendo em 1973 aos 41 anos.

   Mark Spitz, 1972

Sete medalhas de ouro e sete recordes mundiais. Foi “só” isso que o nadador americano conseguiu em Munique. Satisfeito, Spitz se aposentou logo em seguida, com apenas 22 anos. Foi o maior ganhador de ouros numa única edição até 2008, quando Michael Phelps, outro nadador americano, conquistou oito. Mas Phelps não conseguiu ser “dono” de uma Olimpíada. Tanto em 2008 como em 2012, dividiu holofotes com outro fenômeno, o corredor jamaicano Usain Bolt.

   Nadia Comaneci, 1976

Rodolpho Machado

Uma ginasta de 14 anos com jeito de menina fez exibições tão perfeitas na Olimpíada de Montreal que acumulou sete notas 10, algo que jamais havia acontecido antes na história da ginástica artística. O feito era considerado impossível, tanto que o painel eletrônico oficial só tinha três casas para exibir as notas – ou seja, só previa uma nota máxima de 9,99. Nadia obteve três ouros e é,
até hoje, a pessoa mais jovem
a vencer uma prova olímpica.

   Dream Team, 1992

Ricardo correa

A seleção de basquete masculino dos Estados Unidos – Dream Team (time dos sonhos) para os íntimos – foi a dona dos Jogos de Barcelona. Pela primeira vez, foi permitido que os americanos escalassem supercraques profissionais da NBA – até então, as seleções olímpicas eram de universitários amadores. Com oito vitórias humilhantes (só duas tiveram vantagem inferior a 40 pontos), a equipe dos astros Michael Jordan, Magic Johnson e Charles Barkley monopolizou atenções.