Campeã mundial de jiu-jítsu, a bela Mackenzie Dern estreia hoje no MMA

"Meia brasileira, meia americana", como ela se define, a atleta diz que a motivação é o desafio, mas que ela não pretende abandonar a luta no chão

Dona de uma carreira vencedora no jiu-jítsu e de um belo par de olhos claros, a lutadora Mackenzie Dern, 23 anos, resolveu migrar para o MMA. Sua estreia está marcada para hoje à noite, no Legacy FC 58, que acontece em Lousiana, nos Estados Unidos. Em sua primeira vez no cage, ela enfrenta a norte-americana Kenia Rosas, que fez três lutas amadoras (e venceu em duas delas).

Nascida em Glendale, no Arizona, Mackenzie é filha de um brasileiro, Wellington Megaton Dias, uma fera do jiu-jítsu, com dois títulos pan-americanos e três europeus, entre outros, no esporte. Com uma forcinha do pai, ela começou a treinar aos 3 anos e a competir aos 6. Virou faixa-preta aos 19 e, no ano passado, conquistou o título mundial, o mundial pro de Abu Dhabi e o ADCC, o clássico torneio de jiu-jítsu.

Por ouvir sempre que é uma mulher linda, Mackenzie ficou ainda mais motivada a mostrar que é muito mais do que isso: é extremamente profissional e boa no que faz. Sua preparação para o MMA começou em dezembro passado – ela integra a equipe MMA Lab, a mesma dos lutadores Ben Henderson e Augusto Tanquinho. A luta tem transmissão ao vivo pelo canal Esporte Interativo. Veja abaixo trechos da entrevista que ela deu para a VIP.

Por que você decidiu migrar de uma carreira tão campeã no jiu-jítsu para o MMA?

Eu sempre gostei de MMA, sempre assisti e tenho muitos companheiros de treinos que fizeram o mesmo caminho. Então quis me desafiar, aprender novas técnicas. Mas não vou abandonar o jiu-jítsu. Vou seguir competindo nas duas modalidades. O jiu-jítsu é a minha paixão, é o que faço desde os 3 anos de idade.

Quando você tomou essa decisão e quanto tempo levou até achar que estava preparada de verdade, com a trocação mais afiada?

Eu estou treinando focada no MMA desde dezembro do ano passado, quatro, cinco meses antes de ter minha estreia confirmada. O início foi complicado, parecia que eu tinha voltado a ser faixa-branca, mas em outras modalidades, como a trocação e wrestling [risos]. Mas fui evoluindo, ralando nos treinos para isso, e hoje estou me sentindo muito confiante para lutar. E espero que essa evolução não pare nunca mais de acontecer!

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Como foi esse tempo de preparação? Teve ajuda de quem?

Foi intenso! Ralei muito, tomei muito soco na cara, fui muito quedada. Mas isso foi me incentivando a melhorar cada vez mais, então só tenho que agradecer por isso. Contei com a ajuda de todo mundo da MMA Lab, a Jocelyn Lybarger e a Lauren Murphy, lutadoras do UFC e minhas companheiras de equipe, me ajudaram muito nos treinamentos.

Qual é sua expectativa em relação à estreia no MMA?

Sei que farei apenas minha estreia, tenho um longo caminho pela frente, mas quero ir longe. Quero ser campeã do UFC!

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No jiu-jítsu, teoricamente, ninguém precisa se machucar: na hora em que o bicho pega, é possível bater. Mas isso não rola na trocação. E você, linda assim, não se preocupa com a aparência? Sei lá, quebrar um nariz…

Acredita que os socos na cara me dão mais vontade de pegar minha adversária? [risos] Sempre que me acertam, fico com raiva e logo quero responder com um soco também. Sempre fui assim no jiu-jítsu, guerreira, que luta para a frente, buscando a finalização. Isso vai acontecer também no MMA. Ah, obrigado pelo elogio! [risos]

 

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Relação de amor com o Brasil

Mackenzie Dern tem uma relação muito próxima com o Brasil. Além de crescer, de certa forma, sob a disciplina do tatame, ela se considera “metade brasileira e metade norte-americana” — e pede nossa torcida no combate de hoje. “Amo o Brasil, sou meio brasileira. Adoro estar no país, o povo e os fãs são incríveis, e sempre que posso visito algumas cidades brasileiras, principalmente as que têm praias, uma das minhas paixões. E quero pedir o apoio dos brasileiros. Peço para que eles me enviem energias positivas para vencermos juntos minha primeira batalha no MMA”, afirma.