Exclusivo: Bastidores de Bright, da Netflix, com Will Smith

A VIP esteve no set da produção de Bright, em Los Angeles, e traz aqui em primeira mão fotos inéditas do filme

 

Depois de conquistar um pedaço significativo do mercado com suas séries, a Netflix agora investe pesado em longas-metragens como o suspense de ação Bright, dirigido por David Ayer, com orçamento de US$ 90 milhões. E, com isso, atrai estrelas do porte de Will Smith e Joel Edgerton. A VIP esteve no set da produção, em Los Angeles, e traz aqui em primeira mão fotos inéditas do filme.

Num universo paralelo em que humanos convivem há séculos ao lado de elfos, fadas e orcs, Nick Jakoby (Joel Edgerton) é o primeiro orc a se tornar um policial, virando parceiro do experiente humano Scott Ward (Will Smith). Numa ronda num dia infernal em uma Los Angeles dividida, eles precisam proteger a elfa Tikka (Lucy Fry) e também um artefato antigo que se supunha estar perdido. Ou, como o sempre bem-humorado Will Smith descreve: “É uma mistura de Dia de Treinamento (roteirizado por Ayer), sombrio, sujo, hardcore, com O Senhor dos Anéis”. Joel Edgerton acrescenta: “Há um elemento de Distrito 9 também, porque essa paisagem mesclada da população de Los Angeles não é uma situação nova, é como as coisas têm sido, com elfos misturados a humanos e a orcs”.

Bright, na Netflix

Bright

Ayer, que ficou conhecido por produções calcadas no naturalismo, como Marcados para Morrer (2012), também sobre dois policiais, um branco e um latino, nas ruas de Los Angeles, e Corações de Ferro (2014), sobre um grupo de soldados liderado por Brad Pitt que resiste bravamente dentro de um tanque na Segunda Guerra Mundial, viu-se intrigado pela premissa proposta pelo roteirista Max Landis. “Me atraiu a oportunidade de fazer um filme de fantasia de maneira muito realista. É isso que o torna diferente”, diz. “Embora seja um universo alternativo, as pessoas lidam com questões muito reais, como racismo. Há orcs, elfos e fadas, mas todo o mundo precisa pagar suas contas e pode ser preso pela polícia. A vida é muito normal neste mundo anormal.”

Will Smith em Bright, da Netflix

Claro que David Ayer já tinha alguma experiência em universos fantásticos – ele também é o diretor de Esquadrão Suicida (2016), igualmente estrelado por Will Smith. “A comunicação é muito fácil, estamos familiarizados um com o outro”, contou Ayer. “É legal trabalhar com alguém com quem você se dá bem. Nem todo o mundo tem bom relacionamento nesta indústria.” O astro também declarou seu amor pelo cineasta. “Eu trabalhei com muitos diretores, e só alguns realmente me entendem. Michael Mann me compreende. Gabriele Muccino também. E David Ayer está nessa mesma família para mim. É muito bom quando você realmente se solta e confia em alguém.”

Cada ator teve de lidar com desafios diversos. A australiana Lucy Fry, por exemplo, precisou aprender uma língua élfica. Mas provavelmente foi nada perto de seu conterrâneo Joel Edgerton, que enfrentava duas horas e meia de maquiagem prostética por dia para ficar com a aparência de um orc – e depois chegava a enfrentar 12 horas de filmagem dentro da máscara, fora uma hora para retirada. “Sempre quis trabalhar com Joel”, explicou Ayer. “Ele queria enfrentar o desafio. Foi muito corajoso de sua parte”, completou o diretor. O filme entra no ar em dezembro na Netflix.