No Dia dos Namorados, descubra qual seu perfil no relacionamento

Quando a balança do “dar” e “receber” se desestabiliza, nos vemos em desvantagem e questionamos se somos realmente amados

No Dia dos Namorados, as redes se inundam de declarações de amor. Mas quantas pessoas realmente refletem sobre seus relacionamentos? Aliás, quem de nós reflete sobre como estamos em cada uma de nossas relações, sejam elas amorosas ou profissionais?

 Seria simples se nossas experiências apenas proporcionassem crescimento e conseguíssemos, com o passar do tempo, nos relacionar cada vez melhor com qualquer interlocutor. Contudo, os relacionamentos não são feitos somente de nós mesmos. Por mais óbvio que isso seja, esquecemos tantas vezes de perceber o outro, aquele com quem interagimos, aquele com quem escolhemos partilhar nossa vida ou com quem somos obrigados a conviver por algum motivo.

 Assim, como nos comportamos dentro de nossos diversos relacionamentos? Como profissional de coaching, vejo que muitos dos problemas recorrentes estão associados às atitudes individuais que impõem desafios à construção conjunta dentro de cada relacionamento. Ou seja, posturas que determinam a forma como cada indivíduo contribui ou não para o desenvolvimento positivo da relação. Sendo assim, dividi estas posturas em 6 perfis comportamentais dentro de uma teoria que denominei “Tipo Ativo”. Compõem a teoria os seguintes perfis:

1)    Contra-ativo: é o indivíduo que não age e faz de tudo para impedir que a ação aconteça. Adiciona negatividade e rigidez às relações. Resiste ao máximo às mudanças e só enxerga problemas nas soluções que lhe são propostas.

2)    Passivo: é inerte, que não age e é indiferente aos resultados. Se melhorar tudo bem e se ficar assim está tudo bem também. Acomodado, mas permite que a ação aconteça, portanto não interfere de forma positiva ou negativa. Deixa situações sem solução. É desligado, ineficiente, lento e acomodado. 

3)    Reativo: age, porém, sob comando ou solicitação. Alguém pediu, ele faz, mas ele não foi capaz de entender o que era necessário ser feito, depende da ação ou demanda do outro.

4)    Ativo: tem iniciativa de agir por conta própria somente sobre questões óbvias, que mostram se evidentes. É um executor, um operacional, por isso, muitas vezes, mostra-se participativo e eficaz. Não é capaz de identificar oportunidades e necessidades por conta própria que exijam pouca reflexão. Age com boas intenções, mas lhe falta percepção. Tem ânsia de resolver, mas não sabe como. 

5)    Proativo:  é o indivíduo que tem intenção, percepção e capacidade de agir. Está sempre olhando para as oportunidades e analisando as melhores opções e estratégias. Se antecipa às necessidades, cria ensejos, investiga. Tem boas intenções, planeja e age.

6)    Surpreendente: Este indivíduo é capaz de ter a intenção, identificar as suas necessidades e as necessidades do outro, tomar decisões e, então, agir. Atua sem ferir os demais, construindo experiências que favorecem o crescimento dentro de seus relacionamentos. É um proativo que acerta e encanta por meio dos resultados.

O que todas as relações têm em comum é a necessidade de equilíbrio entre o “dar” e o “receber”, entre a ambição pessoal e as necessidades de nosso parceiro. Se a balança se desestabiliza e uma das partes pensa que se doa mais, entendemos que estamos em desvantagem. Quando só nós nos sacrificamos pelo outro, dedicamos nosso tempo, cedemos nosso dinheiro, abrimos mão de nossos hobbies, entendemos que o outro não mais nos merece, não nos ama, não nos valoriza. O sacrifício é aquilo que não queremos fazer, mas fazemos pelo bem de uma relação – das horas dedicadas a um emprego que atrasa salários ao futebol de terça que deixamos de jogar para chegar mais cedo em casa. O sacrifício nos custa. Às vezes, muito. Quando ele não é reconhecido, é em vão e, dessa forma, vive-se uma dupla dor.

 Perceber a si mesmo dentro de cada relação, o papel que assumimos, os sacrifícios que estamos dispostos a fazer e a reconhecer são os desafios do relacionamento humano, independentemente do tempo e da tecnologia. Avaliar nossas próprias atitudes para com a relação, se somos generosos, afetuosos e gratos ou se somos manipuladores, agressivos e intolerantes, por exemplo, é uma maneira de nos percebermos e de entendermos quem temos sido para aqueles que estão ao nosso lado. A forma como escolhemos nos comportar e como ativamos o comportamento daqueles que nos cercam é que fará diferença na qualidade e na durabilidade de nossas relações. 

Fabricia Navarro é especialista em habilidades relacionais e inteligência de comunicação. Trabalha com coaching desenvolvendo pessoas, marcas, negócios e estruturas.  

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