Os geeks também malham

O Whoop é um app que ajuda a entrar em forma e melhorar o sono

Eu, como geek adepto da prática de exercícios físicos, já testei todos os tipos de acessórios fitness trackers. São pulseiras e devices que prometem ajudá-lo a compreender detalhes do que acontece no seu corpo durante a atividade física, apresentando dados básicos como calorias, batimentos cardíacos e distância percorrida, entre outras informações que sempre queremos saber.

Para quem pratica corrida, é muito comum o uso de relógios com GPS. No meu caso, com foco mais em atividades indoor na academia, o GPS não tem utilidade e acabo buscando outras alternativas.

A essência dos fitness trackers sempre foi a tecnologia ajudando a entender se o esforço físico durante o exercício foi o planejado e o ideal para o resultado desejado. O dado vital para essa mensuração são seus batimentos cardíacos, que definem, de forma mais precisa, quantas calorias você gastou e quão intensa foi a atividade.

Há algum tempo ainda recente, o único jeito de medir os batimentos do coração era usar uma cinta com sensor. Porém sempre achei desconfortável, além de exigir trocas de pilhas e muitas vezes perder a sincronia. Enfim, uma solução com oportunidade de melhoria.

Fiquei muito empolgado quando, nos últimos cinco anos, surgiram os primeiros fitness trackers com medidor de batimentos cardíacos embutido na pulseira. Era o final das cintas. Algo prático e conectado o tempo todo com seu smartphone, mais um estímulo para deixarmos o sedentarismo de lado.

O problema sempre foi a precisão do sensor e o delay do mesmo em identificar o que acontece no seu coração. Já testei várias pulseiras: FitBit, Garmin, Polar, Apple Watch etc. Com todas senti essa deficiência e incerteza do quanto eu poderia confiar no dado que aparecia na tela.

Já estava desistindo quando, durante os últimos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, tive contato com uma startup chamada Whoop. Os nadadores Michael Phelps, Connor Jaeger e Allison Schmitt foram os responsáveis por apresentar ao mundo os benefícios desse wearable.

O Whoop controla tanto a atividade esportiva como a qualidade do sono. Outro ponto positivo a destacar é a bateria acoplada, que elimina a necessidade de tirar para carregar. Isso fazia com que os dados fossem apagados nas pulseiras mais antigas.

Todas essas informações são coletadas e apresentadas no aplicativo da marca no seu celular (atualmente disponível apenas para iPhone). Seu preço está na média dos 500 dólares. Se você já experimentou outros fitness trackers e gosta desse tipo de wearable, vale a pena conhecer a Whoop.

Marcelo Tripoli é publicitário, geek e empreendedor serial, além de autor do livro Meaningful Marketing