Papo reto: o céu é o limite para Marcelo de Carvalho

Sócio e apresentador da RedeTV!, fala sobre negócios, o casamento de 11 anos com Luciana Gimenez e afirma: tem, sim, ambições políticas

“Quando ele entrar, quero ver todo mundo gritando: Marcelo! Marcelo!” Juju, animadora de auditório preferida de Marcelo de Carvalho, sócio e apresentador da RedeTV!, está ao microfone no estúdio de O Céu É o Limite, falando com a plateia de 150 pessoas. O público obedece à ordem assim que o executivo de 55 anos pisa no palco. Marcelo ri, cumprimenta as pessoas, acena. “Aquela senhorinha vestida de onça é de quem ele mais gosta”, me conta Juju, apontando para a primeira fileira. “Ela vem toda semana, ele a tira para dançar. Quando ela não aparece, ele até pergunta.”

“Luciana [Gimenez, apresentadora de sua emissora e sua esposa] brinca dizendo que sou a substituta da Hebe. As velhinhas me adoram”, Marcelo havia me contado pouco antes, refestelado em uma confortável poltrona, pés sobre a mesa, na sala de 200 metros quadrados que ocupa na sede da emissora paulista, em Osasco. Fundada em novembro de 1999 por ele e Amilcare Dallevo, a RedeTV! surgiu a partir do espólio da finada TV Manchete, que decretara falência dois anos antes. Marcelo e o sócio haviam feito fortuna com os sistemas de telefonia 0800 e 0900, lançados a pedido da TV Globo, quando ambos trabalhavam lá, e que permitiam interatividade em eras pré-internet. Por meio deles, o telespectador podia votar, por exemplo, no fim dos episódios do programa Você Decide.

Foi na RedeTV! que Marcelo de Carvalho, em 2010, descobriu-se apresentador, embora na maior parte de seu tempo dê expediente como executivo. “Fico: faltam dois dias para a gravação, falta um dia para a gravação, chegou, é hoje”, diz. “Me divirto muito, muito.” Foi na RedeTV! também que Marcelo conheceu e começou um relacionamento com Luciana Gimenez, com quem está casado há 11 anos. Da união nasceu o quarto filho do empresário, Lorenzo, 6 anos, que é o segundo de Luciana, mãe também de Lucas Jagger, 17 – este, com o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger. Marcelo se derrete em elogios ao enteado, mas, sobre o músico, é quase lacônico. “Não tomamos chá eu, ele e o príncipe Philip todos os dias”, afirma.

Numa tarde de março – bebendo (agora sim) chá de frutas silvestres –, Marcelo falou sobre trabalho, família, televisão, gostos pessoais, infância e a mulher. Mesclou piadas ao tratar de assuntos leves com um tom mais sério quando o tema mudava. Reclamou do que considera um “esquemão” das agências de publicidade: o fato de a Globo ter só um terço da audiência, mas a maior parte da receita publicitária do país. E não fugiu da raia ao ser perguntado sobre ambições políticas. Citando Roberto Justus, que nega almejar a presidência, disse que quer, sim, um cargo no Executivo, embora ainda esteja amadurecendo a ideia.

Por que a Globo detém uma parte apenas da audiência do país, mas mais de 80% do bolo publicitário?
Isso é um esquemão, que está errado e que, numa época de compliance, vai acabar, cair de podre. O Brasil é o único país do planeta em que você tem uma emissora que 34% das pessoas assistem e que recebe 80% dos anunciantes, às vezes mais. A razão é única e exclusivamente duas letrinhas: BV [bonificação por volume]. O BV é um rebate que os veículos pagam às agências, uma coisa que nos Estados Unidos dá cadeia. Como a Globo, no passado, tinha 90% de audiência, grande parte do BV das agências vem ainda dela. A programação de mídia, então, passa a ser feita não com critérios técnicos, mas, sim, com o que dá mais dinheiro para a agência. É um absurdo!

Para pagar as contas, se for necessário vender horários para telemarketings ou igrejas, você vai vender, sem nenhuma vergonha

Você falando assim não compra briga com as agências?
Com certeza. Meu departamento comercial fica apavorado. Só que esse negócio é tão ruim que nem ligo mais para arrecadação. Tenho que falar a verdade, meter a boca no trombone.

Vender horário para igreja é o que equilibra as contas?
Televisão é big boys’ game. Se você quer ser uma das cinco redes nacionais de TV, tem que ter transmissores no Brasil inteiro. Temos mais de 700 canais, cada um deles, sejam geradoras, sejam retransmissoras e repetidoras, tem antena, tem gerador, tem transmissores gigantescos, caríssimos. Você tem um custo de produção, aquisições de dentro e de fora, profissionais que devem ser bem remunerados, milhares de colaboradores. Todos esses insumos custam centenas e centenas e centenas de milhões de reais para empatar a conta. E só tem uma coisa que é inadmissível: você não pagar as suas contas, não pagar os funcionários. Para isso, se for necessário vender horários concessionários, seja para telemarketings ou igrejas, você vai vender, sem nenhuma vergonha. Vergonha é você não pagar conta.

Vale tudo pela audiência?
Não, porque você precisa vender. A televisão aberta é gratuita. Vivemos de publicidade. Então o limite é onde isso interfere no seu faturamento. Por exemplo: você tem um programa extremamente popular, ele dá uma audiência bruta interessante, mas, se apela demais, passa a ser criticado demais, e aí prejudica seu caixa. Então você tem que maneirar, botar o pé no breque. É um jogo de xadrez. Eu sou totalmente contra o politicamente correto. Acho que o Brasil é um dos países mais patrulhados. Aqui é um país de santos, de anjos, todo mundo é o dono da verdade, todo mundo é infalível. E a crítica é muito parcial, porque para alguns veículos vale algumas coisas que, se eu fizesse aqui, estava frito.

Você vê TV?
Gosto do programa Silvio Santos, do Porchat, do Danilo Gentili. E, evidentemente, que ela não me ouça, mas, quando ela me pede, assisto ao Superpop [fala sobre a esposa Luciana Gimenez]. Mas eu sou um assistidor serial de séries americanas.

Qual você acompanha agora?
Hoje eu estou terminando Suits. E eu assisti a Tudors, que amei e que foi um dos fatores que nos levaram a fazer uma parceria com a Sony. Teremos, agora, uma faixa de séries bárbaras, que começa justamente com Tudors.

E você se assiste?
Muito pouco. Sou um workaholic e durmo muito pouco. Mando WhatsApp, e-mail, às 3h, 4h da manhã. Mas, aos finais de semana, principalmente quando estou fora, costumo desligar. Meu hobby é cozinhar. Então, às 10h30 da noite de sábado, normalmente, estou cozinhando, tomando vinho, entretendo meus amigos – amigos, porque minha mulher odeia o que cozinho, odeia tomar vinho. Normalmente, então, não me assisto. Só antes, porque sou perfeccionista. Acompanho a edição, sento com a diretora do programa…

marcelo-carvalho-entrevista-vip-1

(Marcus Steinmeyer/Reprodução)

Você é vaidoso?
Eu sou, não consigo ficar sem creme. Olha, se eu tivesse o topete do Roberto Justus para pentear, estaria em Hollywood. Não faria mais nada, passaria o dia inteiro penteando o topete. Não tenho, então não dá para ter tantos cuidados estéticos assim.

A careca já incomodou?
Comecei a ficar careca com 17 anos e foi um drama muito grande. Fiz tratamentos mil. Tinha uma tia que eu adorava, a tia Yole, que deu a única fórmula que funcionou. Ela me falou: “Eu sou uma mulher de bom gosto e acho o Sean Connery um charme. Para você ser feliz com a sua careca você só precisa de uma coisa: encontrar uma mulher que ache careca bonito”. A partir de então, só me relacionei com mulheres que achavam careca bárbaro.

Você e Luciana são muito diferentes?
Somos irmão sol e irmã lua. É uma guerra de titãs porque sou Leão e ela é Escorpião. Se você acreditar um pouco em horóscopo, tem uma só coisa que não pode fazer: Escorpião não pode ficar com Leão. O resto pode tudo. Somos personalidades absolutamente mercuriais. Realmente é duro. Você precisa focar muito nas qualidades. A Luciana é uma mulher bárbara, admirável, linda, boa mãe para os meus filhos, os nossos, os dela, todos. É inteligente, contribui. Nossa dupla é uma dupla em que dois mais dois são cinco. Agora… é foda [risos].

Ela diz isso de você também.
É, eu sei, eu sei. Não é fácil. Além do quê, ela é ciumentérrima, uma coisa extrema. Me tira do sério. Ela é uma mulher KGB, CIA. Investiga tudo, abre senha. Já troquei tantas senhas que precisei anotar num lugar, e agora perdi onde anotei. E ela, eu não sei como, ela é hacker, ela consegue.

Dormir em quartos separados, como vocês, salva casamento?
É, dizem que sim, que a primeira etapa é banheiro, a segunda é quarto separado. E eu tenho um amigo que está casado há mais de 50 anos que fala que o sonho dele é ser enterrado em cemitérios separados. Na realidade, ela tem o quarto dela, que é uma coisa inabitável, porque é uma zona federal, parece as Ruínas de Pompeia. Tem 30 pessoas lá, cabeleireiro, assistente, assessor… E ela ainda desliga o ar-condicionado. Meu quarto é geladinho, superarrumado, música baixinha, frigobar. Mas, quando comecei a me acostumar com isso de dois quartos, ela termina o Superpop de madrugada e vai para o meu quarto às 3h.

Porque é lá que dá para descansar?
Descansar ou fazer outras atividades [risos]. Só que eu acordo às 6h e ela entra às 3h da tarde… Então agora meu sonho de consumo é ter o quarto dela, esse que virou o nosso e o meu quarto de fato. Ou seja, três.

marcelo-carvalho-entrevista-vip-4

(Marcus Steinmeyer/Reprodução)

Você falou que ela é ciumentérrima. E você?
Eu sou zero. Zero. Ela, agora, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, desfilando e não sei o quê. Pergunta se eu vou? Mas não vou nem amarrado! Fomos a uma festa muito bacana, black-tie. Eu iria até em eleição de síndico se fosse black-tie. Duas da manhã, fui embora e a deixei lá. Pô, eu me garanto. E depois é o seguinte: ciúme não segura ninguém. O que segura é a pessoa realmente ter respeito, admiração.

Não é verdade que você demitiu um diretor porque ela estava com um decote muito grande no ar?
É totalmente mentira isso! O cara que falou isso, que foi diretor do Pânico, o Marcelo Nascimento, deve ser meio maluco. Sinceramente, eu me incomodaria se ela fosse feia, tivesse mau hálito, frieira e soltasse pum. Mas ela é linda, alta, sexy, gostosa, eu fico feliz.

Faz bem para o seu ego?
Lógico, é uma trophy wife. Enquanto pode, tem mais é que usar mesmo roupas lindas, sensuais, salto alto.

Incomoda você ser tratado de “o marido da Luciana” ou “Marcelo Gimenez”?
Não. Eu levo tudo na brincadeira. Bacana, pô. Eu não gostaria de ser o “marido da [Luiza] Erundina”. Tenho o maior respeito por ela, mas não é exatamente o meu tipo físico nem ideológico.

Já que falamos de ideologia, o que você acha do governo atual?
Acho que o presidente Temer, que eu conheço muito antes de ser presidente, vai passar para a história como responsável por reformas importantíssimas de que precisávamos. Primeiro, é óbvio que deve haver um teto de gastos para o governo federal, para o estadual, para o municipal e para a sua casa, porque casa que não tem teto quebra. Segundo: é óbvio que deve haver um reajuste na Previdência, porque essa é uma conta matemática, um cálculo atuarial. Nós precisamos ter uma reforma trabalhista urgente, porque a Justiça do Trabalho do Brasil é o maior fator de desemprego. A grande maioria das empresas está demitindo porque não aguenta o custo das ações trabalhistas. E precisa ter reforma política, lógico. Essa questão de doação…

Me incomodaria se luciana fosse feia, tivesse mau hálito e soltasse pum. mas ela é linda, sexy, gostosa, é uma trophy wife. tem mais é que usar roupas sensuais

Você é filiado a algum partido?
Sou totalmente apartidário. Quando o Lula dava taxa de crescimento positiva, eu dizia “Viva o Lula”. Não sou filiado a partido político, a única coisa que eu quero, para mim, para meus filhos e meus milhares de funcionários é que a nossa economia cresça.

Em tempos de apresentador de TV chegar ao poder, você tem alguma ambição política?
Estava lendo a entrevista do Roberto Justus [na VIP de março] em que ele deu vários passos em falso, né? Falou: “Não quero ser presidente da República”, mas… “se eu fosse, minha mulher seria a primeira-dama mais bonita”. Vou dizer sinceramente: tenho, sim. Logo que o João Doria foi eleito [para a Prefeitura de São Paulo], mandei para ele um litro de refrigerante: “Como você é chato e não bebe, estou mandando um litrão para você comemorar a sua vitória”. E aí, ele me respondeu com um cartão muito simpático, dizendo: “E você? O Brasil precisa de mais administradores empresários”. Então eu tenho, sim. Sou um sujeito muito engajado em causas.

Em que esfera você pretende se lançar?
Sem dúvida, na executiva. Mas é muito embrionário ainda, muito preliminar. Eu não seria o Roberto Justus de dizer: “Vou me lançar a presidente da República”. Porque acho que não é o momento, ainda há muito o que fazer aqui [na emissora]. Está na hora de gestores assumirem a gestão do Brasil.

E não políticos de carreira?
Se você pegar 90% das pessoas que administram ou administraram municípios, estados e até a federação, e perguntar para eles a diferença de fatura e duplicata, eles não sabem. Se perguntar quanto custa a demissão ou a contratação de um funcionário, eles não sabem. Quais são os encargos que uma empresa paga na venda do produto? Eles não sabem. Então realmente eu acho que está mais do que na hora de gestores gerirem.

Confesso que você me surpreendeu.
Que bom. Acho que todo empresário de bem em algum momento pensa isso, porque a gente se indigna com determinadas coisas que parecem óbvias e que não são feitas. É o caso dessas reformas que estão saindo agora. Pergunte ao Marcos Lisboa, do Insper; pergunte a qualquer cabeça pensante: “Escuta, mas não tinha que fazer isso?”. Tinha que fazer isso. A minha mãe dizia o seguinte: “Se você anda na estrada de ferro da ilusão, o trem da realidade vai te pegar. Não vai sobrar nada, você vai ficar um patê de foie”.

Você distribui dinheiro em seu programa. Alguma vez se preocupou com grana?
Muito, muito. Meu pai era publicitário, em determinada época montou uma fábrica de vinagre e foi para o vinagre. Acabou tudo, ferrou. Precisava terminar meus estudos de engenharia [química] e me virei com uma característica minha, que é gostar muito de vender. Eram os anos 70, o Brasil estava começando com exportação, e eu vendi copos e pratos de vidro, papel higiênico, panelas de pressão, calcinhas e sutiãs – isso era muito mais divertido, havia as modelos de prova maravilhosas –, na América Central. Me formei, mas nunca saí de vendas. Lotava contêineres, ganhava comissão. Minha virada foi rápida, comecei a ganhar muito dinheiro. Um amigo me apresentou ao Jorge Adib [que trabalhava na Globo] e falou: “Esse desgraçado desse moleque vende picolé para esquimó, crack para bispo, pega ele que o cara vai saber vender merchandising em novela”. Não acredito em herança, não acredito em filho trabalhando aqui.

marcelo-carvalho-entrevista-vip-2

(Marcus Steinmeyer/Reprodução)

Você é padrasto do Lucas, filho de um ícone, o Mick Jagger. Como é sua relação com ele?
O Lucas é um príncipe, um amor de menino. A gente brinca em casa que ele é Lucas The Fair, porque ele é justo. Por exemplo: nós estamos esquiando e ele vai atrás para ajudar as pessoas que caíram. O pai dele é um maravilhoso pai para ele, é muito bom amigo para a Luciana. Na medida do possível, a gente tem uma relação educada. Não vamos tomar chá, eu, ele e o príncipe Philip todo dia. Quando houve o último show no Brasil [fevereiro de 2016], tive o prazer de recebê-los, os quatro [integrantes dos Rolling Stones], em casa, os convidei para um jantar. Foi agradabilíssimo, superfamília. Saiu publicado que eles foram embora à meia-noite e não é verdade: todos subiram para o cinema, que é uma sala de TV em casa, e ficaram lá com as crianças vendo Oscar e comendo pipoca. Saíram de madrugada. No último Natal, ele me mandou um conjunto de copos bárbaro.

Você não fica incomodado quando a imprensa procura Luciana para falar dele?
De jeito nenhum. Me incomodaria se ele fosse o Escadinha [traficante já morto]. É o Mick Jagger, um cara bacana, um ídolo.

Você se acha mais bonito que ele?
Eu acho que sou extremamente feio. Ele, mesmo aos 72 anos, pode dizer que foi símbolo sexual. Eu, aos 55, nunca fui. Sorte dele [risos].

Sente o peso da idade?
Acho que estou melhor hoje, mais jovem, do que há 15 anos. Corro mais, fico menos cansado, rendo mais, trabalho mais. Meu colesterol é infinitamente menor.

Já precisou recorrer a algum remedinho sexual?
Não, mas tenho curiosidade. Um amigo está tomando Cialis. Confesso que nunca tomei porque tenho vergonha de ir à farmácia pedir. E pedir para alguém comprar é pior ainda. Mas gostaria de experimentar. Tomei um remédio para uma coisa qualquer há uns cinco anos e o médico perguntou se senti uma queda no apetite sexual porque era um dos efeitos. Eu falei: “Vou começar a pegar coco, abrir um buraco e traçar, porque nunca tive esse problema na minha vida”. Meu pai morreu há dois anos, com 89. Se fizessem uma autópsia, ele era azul por dentro. No enterro do velho tinha umas cinco viúvas [risos]. Ele era terrível. Se DNA existe, como aprendi nas aulas de biologia, a tendência é isso manter-se.

Sobrou alguma mágoa com o pessoal do Pânico, que trocou a RedeTV! pela Band?
Muita, muita. Sou calabrês: eu morro, mas não esqueço. Vingança é um prato que se come frio. Todo mundo pode sair de um canal e ir para outro no final do contrato. Mas falar mal, cuspir no prato que comeu ninguém pode. Não tenho mágoa dos artistas, mas, sim, do Emilio [Surita, apresentador] e do Tutinha [presidente da rádio e da marca Pânico], porque esses caras ganharam dezenas de milhões de reais e saíram atirando. Deus castiga. Eles se estreparam, foram para outro canal e não deram a audiência que davam aqui. Cada dia que eu ganho de audiência [deles] é um dia que eu fico satisfeito, que me lembro da sacanagem que eles fizeram.

confesso que nunca tomei remédio sexual porque tenho vergonha de ir à farmácia pedir. mas gostaria de experimentar só por curiosidade

Quem é a mulher mais bonita da RedeTV!, depois da Luciana?
[risos] Boa pergunta. Deixa eu pensar [demora muito]… Acho que a tiazinha do café. É, sem dúvida nenhuma. Posso sugerir outra pergunta?

Sugira.
Marcelo, me conta da Simba?

Me conta da Simba?
Está gravando? TVs abertas, menos a Globo, se uniram em torno de interesses comuns. A Bandeirantes, por razões próprias, saiu do grupo. Formamos com SBT e Record uma joint venture, a Simba. O princípio é negociar o conteúdo das emissoras junto à TV paga. Cerca de 70% total do tempo em que as pessoas veem TV a cabo, elas assistem ao SBT, Globo, Record, RedeTV! e Band. Só 30% do tempo, aos 500 outros canais. E nós, que fornecemos esse conteúdo, que faz com que eles faturem bilhões e bilhões, não ganhamos nada com isso, zero. A Simba busca isso. Fomos agora aprovados no Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], com a obrigação de que a fatia do Leão desses recursos seja reinvestida em conteúdo. É o que vamos fazer.