A lições dos personagens de Star Wars para a vida

A estreia de Guerra nas Estrelas faz 40 anos em maio. O filme criou personagens – do bem e do mal – cujos atos podem nos servir na Terra 

O que aprender com a Aliança Rebelde

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(Divulgação/Reprodução)

Luke Skywalker

Não se subestime. Com empenho e treinamento, é possível se tornar mestre de suas habilidades, mesmo que suas origens tenham sido menos favorecidas. Luke saiu de uma fazenda humilde para ser um Jedi hábil no manuseio do sabre de luz e um piloto de nave de guerra preciso, capaz de acabar com uma grande arma de destruição em massa como a Estrela da Morte.


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Han Solo

Deixar o individualismo e a autopreservação de lado para se arriscar quando necessário para um bem comum. Solo, um piloto espacial mercenário e supostamente cínico, teve chance de tirar o corpo fora e sair ileso durante uma batalha. Mas não fugiu e bombardeou outra nave para proteger a de Skywalker e manter o grupo rebelde em luta contra o império maléfico. Também sabia dar ordens diretas e eficazes (nem sempre com jeitinho).


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Princesa Leia

Firmeza de propósitos e força de vontade.
Pela luta contra o despotismo do
Império Galáctico, mesmo estando prisioneira dele, Leia resiste a torturas para proteger outros rebeldes. Também
é uma mulher decidida e com capacidade de liderança, bem longe de uma donzela indefesa à espera de um cavaleiro heroico. Ela também não se faz de submissa na vida amorosa, enquadrando Han Solo sempre que necessário.


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Chewbacca

Menos fala, mais ação. O Wookiee peludo emite grunhidos ininteligíveis para nós em todas as suas aparições na saga Star Wars, mas está sempre pronto para executar o que for preciso. O copiloto da Millenium Falcon também demonstra espírito de equipe e um profundo senso de lealdade e gratidão em relação ao seu parceiro Solo, que o salvou da escravidão. Além disso, conhece muito de mecânica.


O que aprender com o império galáctico

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Darth Vader

Trocar o bem pelo mal por ambição pode causar arrependimento. Darth, identidade adotada pelo ex-Jedi Anakin Skywalker, tem o momento de peso na consciência quando seu filho está para ser morto por seu chefe, o imperador. Já como líder de organização, Vader tem ações contraindicadas, como punição impiedosa aos fracassos e o desprezo pela preparação de sucessores entre os subordinados.


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Governador Tarkin

Presente apenas no primeiro filme da trilogia original (o personagem retornaria na trilogia prequel), Grand Moff Tarkin era o segundo na cadeia de comando, acima até de Darth Vader. Encarregado das obras da Estrela da Morte, via a empreitada como trampolim para puxar o tapete do imperador e sucedê-lo. Com visão curta, tomou decisões impulsivas na perseguição aos rebeldes que saíram pela culatra.


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Imperador Palpatine

No Guerra nas Estrelas de 1977 (depois renomeado como Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança), ele não aparece, mas já é mencionado como imperador. Tornou-se um tirano espacial após dissolver o Senado Galáctico num golpe. Frio, traiçoeiro e cruel, Palpatine tem poder, mas é um contraexemplo de administrador – um líder autoritário e centralizador que se impõe pelo medo. Também centra foco numa só coisa e não faz um plano B.


George Lucas, o criador de tudo

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(Divulgação/Reprodução)

E o que aprender com o homem que criou esses personagens? Não desista de tudo caso seu grande sonho dê errado. George Lucas tinha obsessão em fazer um filme de Flash Gordon, herói espacial de HQ e seriados entre as décadas de 30 e 50. Jovem cineasta em 1971, tentou adquirir os direitos, mas os donos do personagem recusaram a oferta (e negociaram com o diretor italiano Federico Fellini, que jamais criou algo com Flash). O que fez Lucas? Decidiu inventar seu próprio universo estelar, juntando influências de quadrinhos, filmes de caubói, guerra e aventura, e até da política da vida real. Resultado? Digamos que hoje Star Wars significa muito mais que Flash Gordon cultural e financeiramente.