Alien: Covenant, o terror espacial que precisávamos ver no cinema

O novo filme (com gostinho de reboot?) é um prato cheio aos fãs do 'Alien' original

Alien: Covenant, mais um filme do “universo extraterrestre de Ridley Scott“, estreou esta semana. Sequência de um filme, prequel de outro, temos um longa construído com total intenção de agradar aos fãs da quadrilogia original — e ele não foge disso.

A seguir, explicamos um pouco sobre a proposta do filme para te fazer descobrir se vale ou não a pena arriscar assistir ao aterrorizante sci-fi.

No filme, a tripulação da nave Covenant tem como objetivo colonizar um planeta — e basicamente suprir a vontade humana em destruir outro, além da Terra. Contudo, no meio do caminho, eles decidem parar em um planeta mais próximo com (aparente) melhor qualidade para sobrevivência.

A surpresa é que a história começa a desandar a partir daí, quando a equipe tem de lidar com situações inusitadas envolvendo seres extraterrestres que, não por coincidência, dão nome à quadrilogia.

No elenco temos Katherine Waterston (de Animais Fantásticos e Onde Habitam e Steve Jobs), que interpreta uma substituta que não chega aos pés de Sigourney “Ripley” Weaver, Michael Fassbender (Assassin’s CreedPrometheus e a trilogia X-Men de 2011-2016), que volta de Prometheus com um papel um pouco confuso ao público de primeira viagem, e o bom humor de Danny McBride, um rosto conhecido aos fãs de comédia hollywoodiana.

Felizmente, neste filme temos uma narrativa com muito mais aliens e, para equilibrar, maior atenção aos próprios personagens. Por outro lado, nada desvia do que já vimos nos outros filmes do universo: a fórmula é a mesma — mas as consequências, não. Muito é explicado aqui, e fica claro que o conteúdo apresentado é só a superfície.

Também não há “medo” em mostrar a pura violência (e os litros de sangue sobre o chão), com auxílio de efeitos especiais e trilha sonora, capazes de criar uma atmosfera tensa, visualmente impressionante que, acima de qualquer outra coisa, te deixa preso à cadeira do cinema.

Um dos pontos fortes que pode interessar a você, leitor VIP, é a “tradução” da imagem sexual explícita que Alien traz desde seu primeiro filme. Formas maliciosas e toda a noção de vida (sexo, o ato de “gerar vida” em si) estão com carga máxima em Covenant.

A diferença é que agora temos, em toda sua glória, uma cena bizarra de sexo entre dois tripulantes com a interrupção do temível xenomorfo. Por esta — e outras duas cenas com o personagem de Michael Fassbender —, já temos o valor do ingresso.

O visual em si também não fica de fora da conta: para ter uma noção da grandeza do estúdio utilizado e da quantidade de efeitos práticos, temos uma visita de Adam Savage — o mesmo dos MythBusters — aos estúdios de Covenant. Vale a pena assistir:

Em resumo, se você quer um Alien “raíz”, Covenant é a pedida perfeita. Sim, melhor que Prometheus; porém, sua fórmula deixa a desejar. Agora, se você quer ver um filme de ficção científica digno de ser realmente o “Alien do século XXI”, com fórmula inesperada e referências a outros clássicos da telona, ainda dá tempo de ver Vida — estrelando Ryan Reynolds, Jake GyllenhaalRebecca Ferguson —, que ainda está em cartaz, mesmo que com poucas sessões neste fim de semana.

Por mais que Covenant seja canônico, a impressão que fica é a seguinte: somente extremos opostos (fãs e leigos ao universo Alien) vão gostar, seja pela presença de xenomorfos ou pelo poder de conectar Prometheus, uma sequência — já confirmada, com título Alien: Awakening — e original Alien, o Oitavo Passageiro.