Chris Cornell e sua importância para a música

O frontman do Soundgarden colaborou com alguns dos maiores músicos dos últimos 20 anos; sua falta é sentida por milhares de fãs

Chris Cornell foi um dos cantores mais poderosos de nossa geração. Junto de Eddie Vedder e Kurt Cobain, ele ajudou a estabelecer o grunge de Seattle.

Apesar de participar de projetos como Audioslave (dando destaque a espetacular I Am the Highway) e tentar carreira solo em turnês pelo mundo (passando pelo Brasil no final de 2016), foi com a voz de Soundgarden que Chris viu “o topo”.

Parte de sua importância para a história do gênero musical — e para a “música” em si —, fica por conta de sua versatilidade.

Enquanto no Soundgarden, Chris gravou com a banda Temple of the Dog junto aos integrantes que, em seguida, formariam o Pearl Jam. Em 2010, interpretou Whole Lotta Love para Carlos Santana; no mesmo ano, cantou Promise para Slash, no álbum de mesmo nome do guitarrista do Guns n’ Roses.

Já apresentou versões de Nothing Compares 2 U de Prince (famosa na voz de Sinéad O’Connor), A Day In The Life dos Beatles, Redemption Song de Bob Marley, gravou uma versão de Bille Jean do Rei do Pop e participou até mesmo de um show com o Linkin Park acompanhando a música Crawling. 

Chris foi respeitado e admirado por ícones do rock, uma vez ídolos e, até esta noite de quarta-feira (17), amigos de longa data. Prestaram homenagens Jimmy Page, Nile Rodgers, Dave Navarro, a banda ColdplayGavin Rossdale, Sebastian Bach, Perry Farrell, Elton John, Steven Tyler, Joe Perry e muitos outros em suas respectivas redes sociais.

Por isso, seu carisma, talento e poder de reinvenção podem ser resumidos em um único vídeo:

Para colocar o vídeo em contexto: na tentativa de aprender a cantar One, do U2, o músico procurou a letra de “One” na internet e descobriu que havia outra canção de mesmo nome, da banda Metallica. Assim, a melodia e o violão da banda de Bono Vox foram mantidas, e a música (um dos melhores exemplos do gênero thrash metal) ganhou mais peso e intensidade em sua voz.

Chris Cornell

(GettyImages/Getty Images)

A morte do músico “repentina e inesperada”, conforme declarou comunicado oficial, chocou companheiros de banda e, acima de tudo, milhares de fãs ao redor do mundo.

Seu último show foi no Fox Theatre em Detroit “Rock City” — apelidada por ele em um último tweet, referência ao sucesso da banda Kiss. Infeliz e ironicamente, a canção que encerrou o espetáculo Slaves & Bulldozers, teve um refrão do clássico In My Time of Dying (em tradução livre, “Em Meu Tempo De Morrer”), música gospel cuja versão mais famosa é do lendário Led Zeppelin.

Não por coincidência, uma de suas últimas imagens é a que encabeça esta publicação.

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Fotografada por Ken Settle (Reprodução/Twitter - MichaelAnthonyAdams/Fonte padrão)

Ouça uma playlist feita pelo Spotify com 34 canções (e mais de duas e meia de duração) no melhor material produzido por Chris Cornell clicando aqui.

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