Pela 4ª vez, o impossível vira factível
Tom Cruise na pele de Ethan Hunt chega à sua quarta e, possivelmente, última missão não tão impossível

Ethan Hunt é uma espécie de James Bond proletário. O protagonista de Missão Impossível troca os ternos caros pelas jaquetas de couro e nunca tem tempo para se divertir entre uma missão e outra, nem mesmo para um cafezinho, quanto mais para dry martinis e mulheres fáceis.
Mas a série, iniciada em 1996 e produzida e estrelada por Tom Cruise, chega a seu quarto filme, e o sucesso dos três anteriores (a média da bilheteria mundial de cada um é de meio bilhão de dólares) prova que essa é a maior chance dos EUA de ter uma série de filmes de ação tão longa quanto a do espião britânico – porém este é possivelmente o último com Tom Cruise no papel principal.
O comando de Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma ficou a cargo de Brad Bird, uma escolha muito acertada, já que o cara conseguiu fazer de Os Incríveis muito mais um filme de ação do que uma animação. Desta vez, Ethan Hunt e sua equipe têm que limpar o nome da agência onde trabalham, acusada pelo governo americano de tentar iniciar uma nova guerra mundial, depois que a sede do governo russo é explodida.
Com a estreia do quarto filme marcada para o dia 23 de dezembro, listamos alguns fatos da série para aquecer seus ânimos para o maior lançamento do mês.
O pior
Comecemos pelo pior, mas um que percorre todos os extremos de qualquer escala de qualidade e também consegue ser
incrivelmente bom. Missão Impossível 2, dirigido por John Woo, tem mais pombas em câmera lenta e cabelos ao vento do que o aceitável para um filme de macho. Mas o que aquela sequência final (perseguição de motos e mano a mano na praia) tem de absurda tem também de divertida. E é obscenamente absurda. Tom Cruise faz da sua moto um ninja inatingível e destrói meia dúzia de carros só com freadas abruptas.
O melhor
J.J. Abrams comandou Missão Impossível 3 com muito gosto, inclusive como um dos roteiristas, o que lhe deu um controle ainda maior sobre o filme, ajudando a fazer o mais coeso dos três, com as cenas de ação mais realistas (claro, do ponto de vista do gênero), o melhor vilão (Philip Seymour Hoffman consegue fazer um cara desprezível pela sua maldade, não pela sua patetice, como todos os anteriores) e o melhor segredo: o filme acaba e você continua sem saber que raios é o pé de coelho tão valioso que movimenta toda a trama.
A mais gata
Léa Seydoux chegou por último, mas é tão linda que já alcançou o posto máximo de “Ethanzete”. A atriz francesa fez pequenas participações em filmes de gente tarimbada como Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e Woody Allen (Meia Noite em Paris), mas sempre como moça sensível. Em Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma, ela é uma das vilãs. Explode coisas, pega em armas e, finalmente, se transforma na nova Scarlett Johansson. Podem anotar.
Momento mais marcante
Em um breve momento de Missão Impossível 3, a personagem da atriz Maggie Q tira um detonador de dentro do seu vestido e explode um carrão. O vestido dela tem uma fenda do tamanho do Grand Canyon e essa retirada é o mais próximo de um nu frontal que a série já chegou. Se você não lembra disso, reveja o filme e cristalize esse momento para sempre na sua memória.











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