Confira nossa entrevista com Ridley Scott sobre o novo Alien

Em Alien: Covenant, o diretor retorna ao clima de terror do filme dos anos 70. Ele falou à VIP do novo longa e de sua carreira

Ridley Scott fez alguns dos filmes mais marcantes das últimas décadas, como Alien: O Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner (1982). Mas não vive do passado. Depois do sucesso de Perdido em Marte, que foi indicado ao Oscar, ele volta ao universo do primeiro Alien e da “prequel” Prometheus (2012) em Alien: Covenant, cuja estreia no Brasil está prevista para 11 de maio. O filme traz Michael Fassbender como uma versão mais avançada do androide David, a bordo de uma nave que vai colonizar outro planeta, além de um casal formado por James Franco e Katherine
Waterston. Scott, que fará 80 anos em novembro, falou à VIP.

Acredita em vida em outros planetas?
Claro que sim! Deve haver muitas formas de vida. Algumas devem estar à nossa frente, outras, atrás. Algumas devem se parecer com polvos, outras, com você. É o que a Nasa pensa.

Alien: Covenant volta às raízes de terror do primeiro filme?
Sim. Mas acho que horror é um gênero e, sem querer soar convencido, Alien: O Oitavo Passageiro era melhor que isso. O filme elevou o nível. Desculpe, eu sei que elevou.

Como é a escolha das personagens femininas?
Isso começou lá atrás, quando Capitão Ripley na verdade era um homem. Eu não me lembro quem perguntou: “E se fosse uma mulher?”. Achei uma boa ideia. Por que não? Foi simples assim. Então comecei a procurar. E quando conheci a Sigourney [Weaver, que foi a Ripley em quatro filmes da franquia Alien], ela não tinha feito nada, era nova. Vinha do teatro. Era gigante. E tinha a inteligência de abraçar a personagem. Então era a combinação perfeita. Na maioria das vezes, sou bom na escolha do elenco. Passo muito tempo nesse processo. Se você escolher bem, dá certo. Mas é intuição. Katherine [Waterston, do novo filme] também é do teatro.

Você é um dos melhores cineastas que não ganharam um Oscar. Isso o incomoda?
Não. O que considero o melhor prêmio é o que chamo de “bundas nas poltronas” [faz barulho de caixa registradora]. Se não me preocupar com isso [lotar salas], não estarei funcionando direito. Quando alguém me dá um orçamento, preciso retornar o investimento. Então o sucesso é mais importante.

Você teve pontos baixos, mas seus últimos filmes têm sido bem-sucedidos. Sente-se mais livre como artista?
Não me arrependo de nada. Não me considero artista, mas um homem de negócios. Meu primeiro filme me custou 70 mil dólares porque, para conseguir fazer, tive de diminuir meu salário. Sempre fiz isso. É preciso ter coragem. Fiz Os Duelistas, depois Alien, Blade Runner e A Lenda, que são quatro longas monumentais para um começo de carreira. Quando terminei A Lenda, meu agente me pediu para fazer um filme sobre pessoas normais. Não sabia do que ele estava falando. Aí fiz Perigo na Noite, Chuva Negra, Thelma & Louise… Preciso continuar? Não tive pontos baixos.

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