ESCOLHA VIP – O roteiro ideal para ver o maior número de shows possíveis

Montamos uma programação matadora para você não perder tempo e aproveitar o festival ao máximo

Programação / SÁBADO

  • 12h05: The Baggios
  • 12h55: Dônica
  • 14h: Vintage Trouble
  • 15h05: Eagles of Death Metal
  • 16h10: Bad Religion
  • 17h30 – RL Grime
  • 18h35: Tame Impala
  • 20h15: Die Antwoord
  • 21h30: Eminem

THE BAGGIOS

Misturando blues, rock e um pouco da nova MPB, o duo The Baggios abre o festival no Skol Stage. Os sergipanos Julico e Gabriel Carvalho estouraram na cena musical junto com os goianos da Boogarins (que cairia muitíssimo bem nesse Lolla, por sinal) e andam fazendo bastante barulho (literal e metaforicamente) por onde passam. É, sem dúvidas, a melhor forma de começar esse Lolla.

DÔNICA

Ainda está se acostumando com o clima do Lollapalooza? Quer uma coisa mais tranquila enquanto come alguma coisa e se prepara para as porradas do festival? Então cole no Onix Stage para curtir o rock good vibes da Dônica, banda que traz Tom Veloso – filho de Caetano, isso mesmo, aquele – como compositor. 

VINTAGE TROUBLE

Correndo o risco de se entrar na lista de nossa, nem conheço e já adoro desse Lollapalooza, Vintage Trouble é uma banda de rythm and blues criada na Califórnia mas que exala nas letras, melodias e roupas, os costumes do sul dos Estados Unidos – sempre ricos em originalidade e influências musicais mundo afora. Vale lembrar que o grupo já fez um show muito elogiado no Rock in Rio 2013. Quem se lembra do incrível show de Gary Clark Jr. no Lollapalooza do mesmo ano, precisa estar no Axe Stage às 14h.

EAGLES OF DEATH METAL

A banda criada por Jesse Hughes e Josh Homme ficou mundialmente famosa pelos motivos errados: o grupo se apresentava no teatro Bataclan, em Paris, no dia 13 de novembro quando terroristas assassinaram 89 pessoas a sangue frio. O que deve ser ressaltado aqui, porém, é a qualidade do som dos caras: com guitarras rápidas, letras provocativas (e engraçadas) e uma pegada rock’n’roll feita para dançar, pular e sorrir. O show do EoDM é imperdível – e deve render um dos grandes momentos desta edição do Lollapalooza.

BAD RELIGION

Em um festival onde predominam o indie, o hip-hop e a música eletrônica, o Bad Religion aparece como a ótima exceção para agradar os fãs de punk rock. Com mais de três décadas de som na bagagem, Greg Graffin e companhia vão tocar os clássicos (como American Jesus) e também músicas do álbum ‘True North’, lançado em 2013 e com boa recepção do público e crítica. A idade dos caras já é um pouco avançada, mas pode ter certeza que eles ainda têm mais energia do que muitos grupos que vão se apresentar. por João Ortega

RL GRIME

Uma das melhores portas de entrada para o trap atual, RL Grime – também conhecido como Henry Steinway – é uma ótima pedida para quem quer dar um pulo no palco Trident at Perry’s (é louco por música eletrônica? Então confira nossa última dica do dia). Seus únicos dois discos (VOID, de 2014, e VOID Remixes, de 2015) são um verdadeiro convite para quem não consegue ficar muito tempo sem dançar.

TAME IMPALA

Junte dois discos psicodélicos com uma terceira obra madura, muitíssimo elogiada pela crítica: é nesse lugar que os australianos do Tame Impala se encontram. Um dos atuais orgasmos-indies deve repetir a fórmula do Queens of the Stone Age no Lollapalooza de 2013: um show rápido, com menos de 1h30min, que pode deixar todo mundo se perguntando: “Por que eles não foram escalados como headliners?”

DIE ANTWOORD

Que Mumford and Sons nos perdoe (e que Deus perdoe o novo disco deles, que mais parece uma homenagem ao Coldplay dos últimos anos), mas o show do Die Antwoord é imperdível. O grupo de rap sul africano mistura música eletrônica com batidas agressivas e letras contestadoras – tudo isso embalado por muito choque visual. A dupla principal, formada por Ninja e Yo-Landi Vi$$er, ficou ainda mais famosa depois de aparecer no filme Chappie, de Neil Blomkamp.

EMINEM

Não importa que o rapper não esteja mais fazendo todo aquele barulho na mídia e que seus últimos trabalhos não tenham sido revolucionários: Eminem é uma presença histórica no Lollapalooza – especialmente agora que Snoop Dogg cancelou sua participação no evento, transformando nosso querido rapper branco na maior presença de hip hop do festival. Se você pirar em música eletrônica, porém, temos uma ressalva: vá correndo até o palco Trident at Perry’s para curtir a piração de Kaskade.


Programação / Domingo

  • 12h: Dingo Bells
  • 13h30h: Karol Conka
  • 14h30h: Seeed
  • 15h30: Gramatik
  • 16h45: Alabama Shakes
  • 17h50: Noel Gallagher’s High Flying Birds
  • 19h10: Jack U
  • 20h30: Florence + The Machine

DINGO BELLS

O trio Dingo Bells abre o segundo dia do Lollapalooza trazendo uma nova safra de um velho conhecido do rock brasileiro: a vertente gaúcha, carregada de sotaque e melodias que alternam entre a melosidade de letras românticas e arrastadas com batidas rápidas – para dançar. O tipo de show que pede um domingo de sol com uma boa cerveja na mão.

KAROL CONKA

Se o som do Dingo Bells foi calmo, prepare-se para perder o fôlego, muitas calorias e tudo o que for permitido quando Karol Conka subir ao palco. Uma das principais representantes do rap feminino da atualidade, o som da curitibana é tão pesado que você deve demorar algum tempo para perceber que, além de talentosa, Karol é uma gata.

SEEED

É reggae? É rock? O que são todos esses instrumentos de sopro no palco? Você provavelmente se pegará fazendo todas essas perguntas enquanto é levado pelo som do SEEED. Estamos falando, aqui, de onze alemães que se dividem entre três cantores, um DJ e uma banda que, considerando a variedade de instrumentos em cada apresentação, pode fazer (ou improvisar) qualquer coisa.

GRAMATIK

O Gramatik faz sua apresentação no Palco Trident – dedicado à música eletrônica – mas seu som vai agradar até quem não suporta nem ouvir a palavra ‘DJ’. Rotular o artista esloveno é difícil, já que ele une influências clássicas do Soul, Funk e Black Music às batidas que só a tecnologia dos dias de hoje podem oferecer. Pra ver como o repertório do cara é variado e dançante, vale escutar as faixas “Break Loose”, “Hit That Jive”, “Balkan Express” e “Just Jammin”. por João Ortega

ALABAMA SHAKES

Os americanos do Alabama Shakes passaram pelo Brasil no mesmo Lollapalooza, há três anos, apresentando seu primeiro disco de estúdio, Boys and Girls (2013), cru, encharcado de blues e soul. Dessa vez, o grupo volta com uma legião maior de fãs e um novo álbum, Sound and Color (2015), que marca uma fase mais madura de musicalidade – que foge um pouco do blues, aproxima-se mais do pop, mas preserva suas raízes e, claro, a voz da incrível vocalista Brittany Howard.

NOEL GALLAGHER’S HIGH FLYING BIRDS

Além de ser um dos músicos mais amados e odiados da música e principal compositor do Oasis, o chato (e talvez gênio) Noel Gallagher vem ao Brasil com seus High Flying Birds, banda formada em 2010. Se o setlist dos caras for parecido com as últimas apresentações feitas em 2015, fãs de Oasis irão matar a saudade de músicas como Fade Away, Champagne Supernova, Digsy’s Dinner e a clássica Don’t Look Back in Anger. E fique de olho nas músicas do novo (e baita) disco, Chasing Yesterday.

JACK Ü

O que acontece quando dois dos maiores nomes da música eletrônica mundial juntam forças? A resposta é Jack Ü, duo e ~projeto paralelo~ de Skrillex e Diplo. O poder dos caras vai ser exibido no Onix Stage às 19h10 – e todo mundo vai poder ouvir, pela enésima vez, o hit Where Are Ü Now?, feito em colaboração com Justin Bieber, cujo clipe já conta com 532 milhões de visualizações no Youtbe.

FLORENCE + THE MACHINE

Formada há 9 anos, em Londres, Florence + The Machine é a banda culpada pela explosão de coroas de flores na cabeça de meninas ao redor do mundo. Nesse Lollapalooza, não será diferente – o adereço deve ser vendido até pelos comerciantes mais malandros que estiverem por perto do Autódromo de Interlagos no domingo. Mas não deixe o preconceito te levar para longe desse show: o som dos ingleses é potente e Florence tem uma voz poderosa, que deve encantar milhares de pessoas em uma das apresentações que encerra o Lolla 2016.

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