Ghost Recon: Wildlands é perfeito para amantes de jogos extensos

Título da franquia Tom Clancy dá liberdade para abordar traficantes bolivianos do jeito que o jogador quiser

Em Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands, você controla um agente Ghost (da unidade de Operações Especiais norte-americana) com o objetivo único de acabar com o tráfico de drogas do cartel Santa Blanca, em território boliviano. Por isso, você deve derrotar diversos subchefes e acabar com os esquemas divididos em segurança, influência, contrabandotráfico, e coletar documentos que te levem ao El Sueño, o chefe de todos.

Parte da extensa franquia Tom Clancy, o grande ponto forte do jogo, lançado na última semana, é justamente a liberdade para realizar missões do jeito (e na ordem) que o jogador quiser. Isso se você não contar o mapa com mais de 440 quilômetros quadrados totalmente exploráveis.

Nós da VIP jogamos este “aparentemente interminável” game e contamos nossa experiência a seguir:

Jogabilidade

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(Divulgação/Fonte padrão)

Dentro do “universo de jogos” da Ubisoft, temos a seguinte situação: se Watch Dogs 2 lembra a série Assassin’s Creed (falando sobre liberdade do personagem, extensão do mapa e missões secundárias), Ghost Recon:Wildlands está mais para a série Far Cry (afinal, o mundo em si é enorme, e o modo multiplayer é tão bom quanto).

E a liberdade chega a impressionar, pois além de poder cumprir as missões na ordem que quiser, as escolhas de abordagem são limitadas apenas pela criatividade do jogador. Se você quiser uma abordagem discreta com o uso de silenciadores nas armas, sem alertar seus inimigos, você pode muitas vezes entrar e sair sem ser visto. Agora — quando a missão não é necessariamente “seguir um alvo sem ser visto” — você também pode chegar de paraquedas, atirando com uma metralhadora e explodir o complexo e, se fizer direito, a missão ainda resultará em sucesso.

O controle (e a mecânica em si) é familiar aos fãs dos outros jogos da franquia, porém, pode ser facilmente aprendido por jogadores casuais. No modo single player você é o líder, enviando comandos como “ir para”, aguardar” e “permissão para atirar” (quando está em veículos) aos seus companheiros de equipe.

Contudo, a inteligência artificial dos seus companheiros de equipe nem sempre é tão inteligente assim: muitas vezes os teammates demoravam a encontrar os alvos marcados, ou não costumam seguir os comandos com precisão — e eficácia, já que as ordens de “cessar fogo” não funcionavam 100% das vezes.

Modo Multiplayer

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(Divulgação/Fonte padrão)

O penúltimo título da franquia Tom Clancy, The Division, trouxe um dinamismo diferente ao modo cooperativo de games em console — como já dissemos por aquiGhost Recon mantém a ideia, com repetição menor de missões/atividades e maior diversão.

Outro ponto positivo do modo online vai para o sistema inteligente configurável para seleção de partidas daqueles que possuem microfone e somente falam seu idioma. Assim, se você quiser realizar missões táticas com desconhecidos brasileiros, quem sai ganhando é você. Bem, do mesmo jeito, você também pode cair em um saguão com brasileiros de 12 anos de idade — mas as chances ainda são pequenas.

Vida útil

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(Divulgação/Fonte padrão)

O mapa enorme já deixa claro, logo de cara, que as oportunidades de missões e exploração de território vão tomar boa parte do seu tempo dentro de Wildlands. Demoramos pouco mais de 2h30min para completar 100% da primeira área do jogo (entre coletar arquivos, derrotar inimigos e completar todas as missões secundárias).

Seguindo a lógica, se todas as províncias levarem aproximadamente o mesmo tempo para serem completadas, são (no mínimo) absurdas 52 horas de jogo para explorar todas as 21 divisões do território. E se logo de início você quiser dar uma de “espertão” e partir para as missões mais complexas do game, você pode. A única barreira é o nível de dificuldade de cada território — sendo bom o suficiente, nada será um grande desafio.

Em nossos testes, calculamos o seguinte: a bordo de um helicóptero comum, encontrado em qualquer território militar, você demora pouco mais de 5 minutos para atravessar o mapa completo de norte-sul/leste-oeste. Ao dirigir pelas ruas, você também pode encontrar um grupo de civis parados pelos traficantes — e opta por seguir adiante ou ajudá-los e ganhar suprimentos.

Visual/gráficos

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(Divulgação/Fonte padrão)

A atmosfera é imersiva e consegue convencer até os que não tem ideia de como é a geografia da Bolívia. Os contrastes de terrenos selvagens, cobertos de neve ou completamente áridos dá vida a todo o ambiente. Cada tipo de estrada de terra, avenida movimentada e vila de prédios (precários) possui vida.

Porém, nada é muito fora do comum para jogos de mundo aberto para a atual geração de consoles. Impressionar com explosões e iluminação é o mínimo que um game com tal grandeza deve proporcionar.

Som/trilha sonora

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(Divulgação/Fonte padrão)

Gostou da dublagem de Watch Dogs 2? Então você se sentirá bem confortável com as vozes de Wildlands. Games em português nem sempre funcionam, e até os mais acostumados à dublagem, logo nos primeiros minutos de jogo podem estranhar. Com o tempo, você deixa de se importar e a imersão é “reestabelecida”.

A música ambiente é um bom complement0 — casando bem com as cutscenes de ação. A trilha sonora do jogo está de graça na Uplay (plataforma digital de jogos da Ubisoft), aos mais fanáticos.

Em resumo

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(Divulgação/Fonte padrão)

Seja jogando com amigos ou sozinho, Ghost Recon: Wildlands segue a fórmula perfeita para aqueles que adoram colocar à prova suas mais complexas habilidades táticas.

Criatividade é o grande segredo de uma boa partida e, mesmo se você falhar em seu objetivo, nada é tão frustrante ao ponto de te fazer desistir do jogo tão cedo. E os pacotes adicionais que serão lançados ao longo do tempo (pagos e gratuitos) tem de tudo para expandir a vida útil do jogo.

Disponível já para PlayStation 4, Xbox One e PC.