Deve haver, em alguma cultura perdida e mais avançada que a nossa, a versão de que o homem inventou a roda unicamente para facilitar o transporte de bebidas alcoólicas de um lado para outro. Tá certo. Isso é papo de bêbado, apenas. A roda não é um marco na história. Não tanto quanto a vida de Piotr Arsênievich Smirnov, escravo originário de uma pequena aldeia que, mesmo sem educação, deu início ao império da vodca na Rússia na metade do século 19. Ele é responsável pela mais célebre marca de vodca do mundo, a Smirnoff. Agora, a vida de Smirnov está nas páginas de O Rei da Vodca (Zahar, 364 páginas, R$ 39), da jornalista americana Linda Himelstein.

Na obra, Linda conta a saga de Smirnov com o pano de fundo de uma Rússia em transição. Com o alcoolismo em alta no país, a vodca levou a culpa. O governo resolveu interferir: estabeleceu o monopólio estatal da bebida e passou a controlar a quantidade e a qualidade do álcool vendido. Um baque para Smirnov. Três anos depois, em 1898, Piotr morreu em Moscou. E teve honrarias dignas de czares e militares. A partir daí, o caos se instaurou na família Smirnov para decidir quem tomaria conta dos negócios pelo mundo. Mas esta é uma história para ser contada – ou melhor, lida – ao sabor de uma boa bebida. Pedimos a Kenji Jesse, mixologista e embaixador mundial da Smirnoff Black, que fizesse um drinque para acompanhar a leitura do livro.

G-Fresh
40 ml de suco de toranja, 40 ml de vodca, 80 ml de água tônica, gelo
Modo de preparo: monte todos os ingredientes em um copo longo com gelo em cubo e mexa bem com uma colher.