Mulher-Maravilha é perfeito para elas — e para você também

A estonteante Gal Gadot é um motivo válido para homens assistirem, mas as moças vão curtir 'Mulher-Maravilha' por outro motivo

Um filme “de super-herói” geralmente busca o essencial: recontar a história de um grupo (ou somente um personagem), com base em um determinado arco de HQ ou uma aventura inédita. Ao analisar qualquer filme do gênero tendo este ponto como principal, fica fácil reconhecer que ele nunca agradará a todos.

No extremo oposto a isso, temos Mulher-Maravilha com o “essencial” começo, meio e fim, dando direito a uma interpretação aberta nunca antes explorada pela DC (e nem pela Marvel).

Sinopse

Gal Gadot interpreta a princesa Diana de Themyscira (Mulher-Maravilha); o filme nos mostra a jornada de Diana, suas origens e seu treinamento para se tornar uma guerreira. Em determinando momento, ela conhece o personagem de Chris Pine, um homem que “aparece” próximo a sua ilha — o que é bastante raro, tratando-se de uma ilha dominada pelo sexo feminino.

Ela aprende sobre os homens, suas histórias e descobre que estão (ou melhor, estamos) na Primeira “grande” Guerra. Logo, ela quer ajudar e entrar no campo de batalha para lutar contra os alemães.

De certa maneira, são abordados diversos assuntos neste filme — muitos deles não serão citados aqui, por serem óbvios spoilers. Talvez o principal, polarizador e divisor de águas, seja um só: feminismo. E não é um feminismo que homens machistas verão problema, justamente pela abordagem crítica com um gostinho de humor que satisfará a todos.

Outros assuntos, como a humanidade, de incomum abordagem em filmes de super-herói, são componentes integrais de toda a atmosfera mas nada é exibido em excesso, sem “incomodar” — aos mais “sensíveis” à temática. A graça de tudo é justamente essa, ter de tudo um pouco, com abertura para diferentes interpretações.

Universo Cinematográfico DC

De antemão, fica a dica: não é necessário saber absolutamente nada sobre a heroína protagonista, nem ter assistido ao fracasso Batman vs Superman: A Origem da Justiça. A história de Mulher-Maravilha tem conexão indireta com este universo, sem influências fora de contexto. É um filme completo.

E falando em Batman, comparar o filme a O Cavaleiro das Trevas, do diretor Christopher Nolan, acaba sendo um exemplo completamente compreensível: em resumo, o objetivo é explorar um universo de quadrinhos, causar tensão e fazer um longa pensando em abranger um público menos segmentado. Em resumo, quem é geek vai curtir; quem não é também. Talvez o único ponto fora dessa curva seja a identidade de um espetacular antagonista — porém, ainda é fácil identificar o que seria o “vilão”, de maneira abstrata, da história.

São fatores assim que ainda prendem ao filme do gênero de super-herói, mas afastam-no da “fórmula” que estamos acostumados.

Vale a pena?

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(Reprodução/Gif Abyss/Fonte padrão)

Com a dose certa de ideias sobre relacionamentos, humanidade, natureza, mitologia e, claro, feminismo, esta heroína tem de tudo para ser considerado o melhor herói das telonas por boa parte do público — e os alívios cômicos também salvam. Leve sua mulher (marido) ou namorada(o) para assistir sem receio!

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