O site Boobam e sua linha direta com a arte

Site Boobam agrega designers para que eles vendam seus próprios objetos em contato direto com os compradores

Um Airbnb para objetos de design? A comparação não é exata, mas dá uma noção do que é o site Boobam, que completou um ano no ar em março. É uma plataforma para designers venderem seus produtos de decoração em negociação direta com os clientes. “Não somos uma loja, somos um conjunto de lojas independentes”, diz Thomaz Vidal, um dos quatro sócios do Boobam, que tem sede no Rio de Janeiro.

A ideia surgiu há cerca de quatro anos. Thomaz e os amigos Henry Barclay e Marco Azeredo atuavam no mercado financeiro, mas suas famílias têm ligação com arte. “Minha mãe é artista plástica e sempre acompanhei a dificuldade dela em vender suas obras”, conta Henry. “Depois, quando fui montar minha casa, era difícil achar o que eu queria num lugar só. E muita gente que produz coisa legal fica escondida.”

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Medusa Luminária de teto da loja 80e8 (Divulgação/Reprodução)

Os três decidiram investir numa plataforma na internet que agregasse as produções de vários designers. Estudaram a área e penaram para desenvolver o site, até que a entrada do programador (e hoje sócio) Fernando Val resolveu o problema de internet.

“Queríamos firmar nossa identidade, ir consolidando aos poucos. Mapeamos o mercado, procurando designers com quem a gente se identifica e quer como parceiros”, lembra Thomaz.

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Bodocongó Poltrona de Sergio J. Matos (Divulgação/Reprodução)

Ouviram recusas de designers receosos, mas 48 toparam a empreitada. Em um ano de atividade, o número de lojistas já subiu para 121, com mais de mil produtos à venda.

Como intermediário, o Boobam deixa os lojistas relativamente soltos – embora haja um sistema de avaliação pelos clientes para manter o controle de qualidade. O designer tem a liberdade de determinar o preço de seu produto e ficar com 75% da venda (25% fica com o Boobam). Não há taxa de admissão nem de manutenção, tampouco exigência de exclusividade.

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Escada estante Peça da loja Projeto Feito (Divulgação/Reprodução)

O Boobam vem atraindo o interesse de arquitetos e decoradores por centralizar a oferta de objetos. E há lojistas de todas as regiões do país, embora 70% sejam do eixo Rio-São Paulo. Os sócios não revelam quanto dinheiro já movimentaram, mas dizem que o tíquete médio é de 1 200 reais, e os produtos têm preços que vão de 40 reais a 40 mil reais.