Resident Evil está de volta em 2015

'Revelations' vai ganhar continuação; veja o trailer

resident evil

A porrada de jogos de terror que vai sair até o final de 2015 não foi o bastante. A Capcom resolveu engrossar o coro e anunciou oficialmente nesta semana que está produzindo Resident Evil: Revelations 2, mais um game da icônica série de sobrevivência em locais infestados de zumbis e criaturas nada amistosas.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa da Sony às vésperas da Tokyo Game Show — uma das mais importantes feiras de games do mundo. Notícia boa: não vai demorar muito para o game chegar, já que o vídeo indica o lançamento para o início de 2015. Notícia ruim: nada de cenas do jogo no momento, apenas um trailer ~conceito~ com atores cheio de referências escondidas a elementos da série. Saca só:

As pulseirinhas chamam a atenção (e seguem a lógica dos semáforos): quem está bem, tem a luz verde, mas para quem é zumbi, luz vermelha. Outras coisas que chamam a atenção são a camiseta da TerraSave (uma organização fictícia da série) e o quadro de um navio que aparenta ser o mesmo onde se passa boa parte do primeiro Revelations. Em resumo, tudo muito misterioso, assim como uma garotinha correndo no meio de uma festa em direção à zumbizada.

Mas se você só acompanhou a série principal, que vai do Resident Evil Zero ao 6, nada faz muito sentido até agora, certo? Isso porque o primeiro Revelations se passa entre o 4 e o 5 e, apesar de estrelar Jill Valentine e Chris Redfield, dois famosos personagens da série, nada tem a ver com a famigerada Umbrella. Revelations 2 aparentemente vai continuar essa história, mas sem Jill e Chris, segundo a Capcom revelou. Também não se sabe onde a história do game se passa, mas o site oficial mostra uma ilha onde aparentemente o tempo ruim e as armas biológicas impedem qualquer um de pegar uma praia. Que pena!

Mas vamos recapitular um pouco a série em ordem cronológica só para nos situarmos melhor. Rebecca Chambers descobre o uso de armas biológicas quando o trem é atacado (Zero) e então encontra a mansão onde o vírus foi solto. Aí uma equipe de resgate com Jill, Chris e Albert Wesker – o vilão – vai buscá-la (1) e descobre a zona toda que está acontecendo ali. Eles saem vivos (viva!) e voltam para Raccoon City, mas ninguém acredita na história que passaram nas montanhas. Nesse meio tempo, a Umbrella tenta roubar um novo vírus de um cientista, mas o planos dão errado: ratos são infectados e passam a “doença” para a toda a população: é aí que acontecem, quase que simultaneamente, o 2 – que introduz Leon Kennedy e Claire Redfield – e o 3. Zumbis morrem aqui e ali e Raccoon City é detonada. Em Code Veronica, a Umbrella finalmente acaba, mas Wesker segue com seus planos de armas biológicas. Tanto que manda uma agente recuperar umas amostras parasitas na Europa (4) e dá continuidade aos seus planos na África (5). No Resident Evil 6, começa outra história bem diferente. Ufa.

Revelations, lançado em 2012, está ali, entre o 4 e o 5, e tem uma história própria nesse intervalo. Também é considerada canônica, mas os acontecimentos não interferem na linha principal – e devem ser reaproveitados em Revelations 2.

Sim, é tudo muito complexo e você pode só estar interessado em botar umas balas nas cabeças dos mortos-vivos, mas a história é tão bem detalhada que daria uma boa série de livros (que na realidade existe e têm até tradução para o português). O mais legal é que ainda assim dá margem para que outros jogos sejam lançados, ainda que destacados da história principal. Por isso relembramos dois Resident Evil que você provavelmente não conhece e que se destacam por um aspecto em especial – contam a mesma história, mas de uma perspectiva diferente:

O papo aqui é Raccoon City, a tal cidade onde a infecção rola de maneira generalizada. No 2 no 3, o jogador assume o papel dos heróis, mas em Resident Evil Outbreak ele controla civis tentando sobreviver. Os aspectos de sobrevivência que tornaram a série tão famosa ganharam ênfase nesse game, que saiu em 2004 para PlayStation 2 e ganhou continuação um ano depois. Como civil (dava para escolher com quem jogar), não havia acesso a tantas armas e o jogador tinha que literalmente se virar para ficar vivo e escapar dos zumbis. Algumas coisas legais: foi o primeiro Resident Evil a aceitar multiplayer, tanto local quanto online, para missões cooperativas e introduziu uma barra de infecção, que indicava quanto tempo o personagem podia permanecer em determinada área. Também foi o último da série a mostrar a perspectiva em terceira pessoa a partir de câmeras em ângulos fixos que mudavam de acordo com a sala ou local em que o personagem estava, diferentemente da câmera ‘over shoulder’ dos games modernos. Dá uma olhada no vídeo.

Enquanto tudo isso está acontecendo, também há o lado dos militares. É exatamente esse o foco de Resident Evil: Operation Raccoon City. O game permite ao jogador acompanhar o trabalho de duas equipes: uma que quer recuperar dados da Umbrella e outra, ligada ao governo, que quer destruí-los. A sobrevivência fica em segundo plano e dá lugar à ação, tornando o jogo muito mais próximo do gênero de tiro em primeira pessoa que da sobrevivência. Saiu no começo de 2012 para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, sendo um dos mais recentes da série.

– — –