Roger Waters: inspiração recuperada

Roger Waters, ex-cabeça pensante do Pink Floyd, volta a lançar álbum de músicas inéditas após 25 anos de hibernação

Principal compositor do Pink Floyd, Roger Waters mandou os colegas às favas em 1983 para investir numa ambiciosa carreira solo. Logo no ano seguinte, já lançou o primeiro álbum, enquanto a banda demoraria mais tempo para redefinir seu rumo. Só que, depois disso, Waters não foi tão prolífico quanto prometia: lançou dois discos de estúdio em 1987 e em 1992, e mergulhou numa hibernação criativa que só acaba agora, com o novo Is This The Life We Really Want?.

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(Divulgação/Reprodução)

Em 25 anos, Waters investiu mais energia em shows que reviviam The Wall na íntegra ou tornavam-se uma espécie de “maiores sucessos do Pink Floyd”. Também compôs uma ópera, Ça Ira, em 2005. Sim, ópera – mas não cantou.

A inspiração de Waters parece ter voltado com a atual situação do planeta. Cerebral e socialista de formação, ele se motiva em épocas turbulentas. Animals, The Wall e The Final Cut saíram num período em que a Inglaterra natal dele enfrentou crise econômica, greves, ascensão do thatcherismo e uma guerra. Agora há terrorismo, o Reino Unido saindo da União Europeia e os Estados Unidos bagunçados com Donald Trump na Presidência. Mesmo com tanta ebulição, Waters não berra nem rosna. Ainda é um meticuloso arquiteto de sons limpos. Is This The Life We Really Want? lembra os últimos trabalhos dele com o Pink Floyd. Só falta mesmo a guitarra de David Gilmour.

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