Trayce: a nova cara do metalcore nacional

Com clipe novo e entrevista à VIP, conheça uma das apostas para o futuro do gênero

É complicado fugir de “rótulos” no mundo da música — principalmente em um saturado mercado de metal alternativo/metalcore —, tendo dezenas de vertentes do gênero metal ao redor mundo.

Bandas nacionais que pertencem ao metalcore podem pender para o lado melódico (com letras dignas de “hinos”) ou para um som violento (que pede um mosh pit). Aqui no Brasil, também levamos em conta a quantidade razoável de bandas cristãs que, em suas letras, trazem temas da religião em si — sejam elas grandes e bem divulgadas ou menores, para um limitado grupo de pessoas.

Assim, justamente onde podemos perceber esta fuga de rótulos, encontramos a banda paulista Trayce, que completa uma década este ano, e ainda promete muito para mostrar ao público.

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(Divulgação/Pedro Henrique/Fonte padrão)

Olhando em retrospecto para o álbum Bittersweet (2011), com canções em inglês, fica fácil notar a evolução do grupo. Isso é, sem dúvidas, um reflexo de mudanças na própria identidade/cenário do rock nacional como um todo, mas no caso específico da Trayce temos uma mudança mais perceptível, já que houve troca de vocalistas entre 2013 e 2014.

Este ano tivemos o mais recente lançamento da banda, o álbum Miragem, com bastante peso em suas composições. Por exemplo, em Queda Livre, notamos instrumentos característicos da cultura brasileira, intercalados às guitarras carregadas de efeitos e ao pedal duplo da bateria. Em Réus, o rapper Caligari nos faz descobrir que as batidas são uma boa forma de marcar ritmo e servir como base para rap.

Em entrevista à VIP, o frontman Raphael Castejon comenta sua chegada na banda, a evolução e o futuro do grupo:

De clipe novo e lançamento recente: o que esperar da agenda da banda nas próximas semanas?

Nos próximos dias iremos divulgar uma data aqui em São Paulo, capital. Posso adiantar que estamos trabalhando em mais um vídeo clipe para o segundo semestre.

Sua chegada deu um novo rumo para a Trayce?

Um novo ciclo se iniciou quando assumi os vocais, passamos a compor as letras em português, inseri a minha personalidade sem interferir na essência da banda, então acredito que sim.

Pretendem arriscar carreira internacional? Isso explicaria as canções em inglês — ou significa algo além?

Na época do Bittersweet, o foco da banda era a carreira internacional, na prática, diversas variantes influenciam neste planejamento. Hoje pensamos em consolidar fãs aqui em nosso país, boa musica, um bom trabalho executado (em todos os aspectos) é o segredo para expandir os horizontes.

Shows menores, com público próximo, afeta a performance de que maneira?

Cada show é uma energia diferente, mas é muito bom ter o publico próximo, a troca é incrível, sempre uma ótima experiência!

Por fim, há um “topo” (um target) que pretendem alcançar? Seja atingir uma quantidade específica de público ou se apresentar em um grande festival, por exemplo.

Participar de um grande festival, nacional ou internacional, entre as bandas principais, sem dúvidas seria um dos maiores objetivos alcançados. Outro objetivo é realizar shows em todos os estados do país, levar nossa mensagem de norte a sul.


Com a Trayce, principalmente ao vivo, pode-se notar uma energia contagiante do público, que recebeu bem a banda no primeiro show de divulgação deste álbum.

Tenha um “gostinho” do que é um show da banda junto ao recém-lançado O Culto: