EDIÇÃO 279 - junho 2008

Nova York mai$ barata que o Bra$il

A queda livre do dólar conseguiu o milagre de transformar a metrópole mais cara dos Estados Unidos num lugar cheio de preços mais camaradas que São Paulo e Rio de Janeiro. Aproveite!

POR RENATA CHIARA, DE NOVA YORK

 
Táxi sem motor também dá desconto para turista

Com lojas e ruas sempre lotadas, Nova York ainda resiste à crise da economia americana. Enquanto muitos americanos suam para pagar suas prestações e empresas vão à falência, a cidade continua atraindo multidões de turistas e tira proveito da desvalorização do dólar. 

Os bolsos cheios de euros, libras e – por que não? – reais são como vitamina para a economia da cidade. Foi-se o tempo em que viajar para Nova York era uma paulada no bolso em dinheiro brasileiro. 

Veja como ir para lá, comer, comprar, passear, ficar bonitão e gastar menos que nos Jardins ou em Ipanema.

Hambúrguer
O sanduba americano por excelência sai por volta de US$ 12 (cerca de R$ 20) na maioria dos restaurantes de Nova York. Esse é o preço do respeitado Prune, no East Village. Na rede Joe & Leo’s, com filiais em várias cidades, o hambúrguer de picanha de 200g custa R$ 26,90 na loja do Shopping Fashion Mall, Rio de Janeiro.

Pizza 
Para muitos, a melhor pizza de NY é a Grimaldi’s, do Brooklyn: ela cobra US$ 14 (R$ 23) por uma mussarela grande, mais US$ 2 por cobertura extra (com pepperoni e cebola sai R$ 29,65). Na filial carioca da Bráz, uma pizza grande custa, em média, R$ 45. 

De volta a NY, na Otto Enoteca, do chef Mario Batali, a quatro queijos custa US$ 14 – mas é individual. São Paulo também tem sua pizza de chef: no restaurante Skye, o cardápio do francês Emannuel Bassoleil tem brotinhos que vão de R$ 33 a R$ 36.

Shows 
O Brasil é o inferno monetário dos roqueiros. Até mesmo em Nova York o preço dos ingressos dos shows costumam ser melhores do que os daqui. Veja um exemplo: em agosto, o Police sobe ao palco com Elvis Costello em Jones Beach, a uma hora de Nova York com bilhetes começando em US$ 57,50 (R$ 94,50). Quando a banda inglesa tocou no Rio de Janeiro no ano passado, o menor preço era R$ 160.

Museu 
Em alguns museus da cidade, o visitante sugere o preço. O Metropolitan Museum of Art propõe US$ 20 (R$ 32,80) de entrada, mas pode-se pagar quanto quiser. Outros têm dias grátis, como o MoMA e o Guggenheim (ambos às sextas-feiras).

Corte de cabelo
A barbearia Esquires of Wall Street, eleita a melhor da cidade pela revista New York, cobra US$ 22 (R$ 36) pelo corte de cabelo. O Aveda Institute faz um preço camarada para quem topar ser cobaia de aprendiz: US$ 20 (R$ 32,80). E, se algum pândego disser que você cortou no Pombo’s, diga que é assim que todo mundo anda em novióqui. Agora, a realidade brasileira: no salão Ringo do Shopping Iguatemi, São Paulo, o tapa na juba sai por R$ 63.

Na edição 269 da VIP, a repórter Renata Chiara conta como se virar durante um dia inteiro em NY com menos de 30 dólares. Nas bancas!

(os preços foram apurados em maio, estão sujeitos a alteração)

 

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