9 | GAMER DO EXÉRCITO AMERICANO
A guerra de verdade está cada vez mais parecida com um videogame: aviões, tanques e outras armas do exército dos “esteites” hoje são comandados por quem fica atrás de uma tela, com teclado e joystick.
Assim, nada mais lógico que investir em jogadores de primeira linha para desenvolver táticas e testar equipamentos que, no fim das contas, não dão uma vida extra ao personagem perdedor.
As Forças Armadas americanas têm centros de desenvolvimento que mais parecem incubadoras de games. Para testar os simuladores de vôo e de combate, contratam aqueles carinhas que têm calo no dedo de tanto disparar bazucas de mentira em afegãos virtuais.
Os milicos gringos bancam web games em que todos os participantes são cadastrados e monitorados. Eles rastreiam pela internet os caras com bom desempenho. Você fica em casa matando inimigos e nem imagina que tem um tenente Kowalski interessado na sua habilidade de tocaiar um homem-bomba iraquiano.
Assim, um adolescente que bate recordes nos joguinhos pode receber a qualquer hora a visita de oficiais com a oferta irrecusável: casa, comida, farda lavada e US$ 60 mil anuais para ficar o dia inteiro jogando videogame. O mais jovem contratado até hoje foi Vic Goodryn, de 16 anos. Mas não se iluda: os caras são militares e, se você for bem demais, é capaz de ser chamado para aniquilar algum vilarejo perto de Bagdá, Mosul ou Kirkut.
Quem não liga para isso pode entrar no site oficial de games do exército e demonstrar suas habilidades: www.americasarmy.com.
8 | CHOFER DE IATE
Não é para qualquer um: é preciso saber velejar ou navegar e gostar do mar. Alguma habilidade para boiar e dar umas braçadas, em caso de emergência, também é recomendável. Se você se encaixa no perfil, é apaixonado pelo mar, mas não tem seu próprio barco, já pensou em navegar o barco dos outros?
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Calma lá, essa atividade é totalmente lícita e regulamentada. E, melhor, não pára de crescer. “Cada vez mais gente está investindo em lanchas e veleiros como alternativa para viver em contato com a natureza e buscar qualidade de vida. Os preços caíram e essa opção está mais acessível. Isso aumentou o número de viagens pela costa." É o que conta o santista Marcos de Assis, 26 anos, que acaba de chegar de Miami, onde foi buscar um iate de 42 pés, que um empresário paulista acabou de reformar.
O “capitão free-lancer” recebeu R$ 12 mil pela viagem de 14 dias, ainda teve seguro de vida para ele e a namorada, que foi com ele. “Pô, 14 dias sozinho no mar ninguém merece.” Este ano, Marcos esteve em Salvador, Recife, Fernando de Noronha, no Caribe venezuelano, na República Dominicana e no Panamá.
Para Noronha teve que voar às pressas. “Era uma terça-feira, perto do meio-dia e eu estava indo à padaria, quando meu celular tocou”, conta. Era um amigo com uma oferta de trabalho. Um empresário carioca estava mergulhando quando sua mulher teve um acidente e eles tiveram que voltar, deixando o veleiro de 40 pés para trás.
“Desgraça de um, alegria do outro, dizia minha mãe”, brinca Marcos, que voou imediatamente para lá. “De noitinha eu já estava em Noronha, tomando uma cerveja no convés, com aquele vento na cara”, conta. E conclui: “Como é a vida, né?”
Outro que vive atrás do timão é Eduardo Miranda, 50 anos, que se cansou do estresse de Campinas e decidiu, em 1996, se mudar para seu veleiro de 30 pés. Em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, por três anos, viveu no próprio barco. “Você gasta pouco, é só a alimentação, e além disso cuida você mesmo da manutenção e limpeza.” Mas, como não fazia o tipo hippie de praia, Eduardo comprou uma lancha de 41 pés e passou a organizar passeios pela costa de São Sebastião a Angra dos Reis, cobrando cerca de R$ 2 mil por dia.
Além de paisagens lindas, a compensação do trampo é a mulherada. “Enquanto você fala comigo no telefone, tem uma atriz maravilhosa na minha frente, gravando um filme. Pena que não posso dizer quem é”, desconversa.
7 | JOGADOR DE PÔQUER
O pôquer virou mania não é de hoje. Mais do que mania, virou uma grande indústria, um baita negócio. Com grandes torneios transmitidos pela TV, com a febre do pôquer on-line, o jogo ganhou aficionados, praticantes e fãs declarados. E com eles, vieram os patrocinadores.
Hoje, um jogador profissional bem ranqueado não põe a mão no bolso para apostar ou pagar sua inscrição nos torneios. Além da grana dos patrocinadores, os promotores do evento têm grande interesse de sediar grandes torneios que atraem dinheiro para hotéis, cassinos e empresas de turismo.
Com mais dinheiro em torno da mesa é natural que tenha aumentado também a grana sobre o pano verde. O que vem atraindo gente como Fred Bittencourt, que tem 40 anos e joga pôquer desde os 15. Há um ano e meio, Fred começou a jogar o Texas Hold’em – modalidade mais difundida hoje, e, seis meses depois, se tornou campeão carioca. Ganhou patrocínio da Associação Carioca de Pôquer e da Federação de Carteado Profissional e o que era paixão virou seu ganha-pão. Só em uma das etapas do torneio em 2007 na qual ele saiu vencedor, ele levou R$ 5,5 mil. Em outubro, faturou outros R$ 15 mil, em três torneios.
“Além da grana, o que me atrai é a adrenalina. Além disso, você viaja bastante e conhece gente do país todo, diz Fred.” Agora, ele se prepara para disputar o World Series of Poker (WSOP), a copa do mundo do pôquer, em Las Vegas. “O último campeão levou US$ 12 milhões. Nenhuma outra modalidade paga algo parecido.”
Outro jeito de ganhar com o pôquer é encarar jogos on-line. Um jogador entre os 200 melhores classificados nos rankings dos sites de pôquer ganha pelo menos US$ 100 mil por ano. Mas o mais legal do on-line é que você pode treinar bem nos sites sem apostas antes de encarar partidas valendo grana. Alguns endereços para treinar: www.partypoker.com, www.pokerstars.com e www.pokerroom.com.
