6 | DORMINHOCO DA NASA
Esse emprego tem curta duração, mas é imbatível no quesito ganhar dinheiro sem fazer nada. Para testar os efeitos da microgravidade no organismo, cientistas espaciais americanos estão contratando cerca de 36 pessoas para que elas fiquem deitadas durante três meses seguidos.
Elas só podem levantar para fazer o “número 2” – o “número 1” vai na comadre mesmo. Refeições e todo o resto, só na horizontal. O salário: cerca de R$ 29 mil pelos três meses “desgastantes”.
5 | ÁRBITRO DE GOLFE
Você gosta de longas caminhadas ao ar livre? Valoriza o contato com a natureza? Ar puro? Belas paisagens? Então imagine passar o dia entre jardins bem cuidados, bosques, lagos e ravinas na companhia de gente interessante e educada. Bom, agora imagine que esse é o seu emprego e que, geralmente, você não vai precisar fazer nada além do que foi descrito acima.
Essa é a rotina dos árbitros de golfe, um esporte em que cada jogador é seu próprio juiz, marcando a pontuação, o número de tacadas e até as infrações que comete. “Os árbitros só entram em cena quando são chamados para ajudar a tomar decisões, fato raríssimo, quando há dúvidas sobre um ou outro detalhe das regras ou sobre os procedimentos que devem ser adotados de acordo com regulamentos específicos do campo”, conta Steve Gow, árbitro da Associação Britânica de Golfe.
“É comum que, durante rodadas inteiras do circuito profissional – que duram de quinta a domingo –, o árbitro nem abra a boca”, diz Steve. Aí é só caminhar, respirar fundo e apreciar a paisagem. No Brasil, a profissão não é tão valorizada, mas está crescendo e há cursos para árbitros na Confederação Brasileira de Golfe: golfe@cbg.com.br.
4 | MESTRE CERVEJEIRO
Dentro das grandes cervejarias, o cargo é exercido por funcionários de carreira, geralmente há muito tempo na empresa. Afinal, tomar cerveja é fácil, mas ser mestre não é assim não, meu filho, requer
bom preparo. Na AmBev, a dura rotina é seguida por Daniel Baumann. Para isso, ele fez faculdade de engenharia de alimentos, um curso técnico em Vassouras (RJ) e dois no exterior (Chicago e Alemanha).
“Eu avalio produtividade, processo de fabricação, projetos de inovação, entre outros. Passo só 5% do meu dia degustando.”
Diferentemente dos degustadores de vinho, que cospem o líquido degustado, os de cerveja engolem. Mas, ninguém sai trançando as pernas. “São no máximo dez amostras por dia. De cada uma, dois ou três goles. No fim do dia, não passa de uma latinha”, jura Daniel, que também avalia o aroma do lúpulo e até a água que será usada na fabricação da cerveja.
Depois que ela fica pronta, ele analisa cor, espuma, temperatura, aroma. “Testo até com a audição: se abro a garrafa e ouço um barulho estranho, ela pode estar com baixa carbonização. Resultado: reprovada!”
3 | DEGUSTADOR DE CERVEJA
Ele só pensa em loiras, morenas e ruivas. E ainda é pago para isso. Fabiano Bellucci, de 21 anos, é degustador de cerveja do bar Frangó, famoso pela carta de cervejas, considerada uma das melhores da cidade de São Paulo, com 200 rótulos de 15 países. “Tenho de estar antenado, em busca de tendências e, claro, acabo bebendo bastante.”
A função do degustador é atualizar a variedade de cervejas que um restaurante ou bar oferece. Por isso, é ele quem recebe as novidades das importadoras e distribuidoras. “Com temperatura e copo certos, avaliamos aroma, cor, permanência na boca. Mas, se temos seis tipos de cerveja, tomamos no máximo 100 ml de cada. Se a gente beber uma garrafa inteira, na terceira não sente mais nada”, conta Fabiano.
Outra obrigação do degustador é harmonizar os diferentes tipos de cerveja com pratos variados. Ou seja, tem de experimentar um monte de cerveja, comer um monte de comida e dizer qual cerveja é melhor com qual comida. “A cerveja Orval é mais encorpada e vai bem com um queijo forte, como o roquefort ou camembert”, exemplifica Fabiano, que costuma viajar para a Europa e visita feiras e cervejarias em busca de novidades. “Não posso deixar de ir atrás das minhas queridinhas: as inglesas e as belgas.”
2 | DESENHISTA DO SUPERMAN
Quase todo moleque já rabiscou um super-herói quando tinha 10, 11 anos. Mas tem gente que insiste,
tem talento e se dá bem, passando a ganhar a vida fazendo isso.
Atualmente, um desses teimosos com talento é Renato Guedes, o brasileiro que desenha o gibi do Superman nos Estados Unidos. Ok, você não fica rico, mas paga as contas, faz o que gosta todo dia e é admirado por fãs no mundo todo.
E tem mais: ganha gibis e DVDs de graça e é obrigado a passar boa parte de seus dias lendo e assistindo a todos eles. Com 25 anos, o Renato acha legal trabalhar em casa, no horário que quiser e sem ninguém para encher o saco. “A única pressão que mexe com você nesse trabalho é o prazo. Ficar com fama de cumpridor de prazos dá a maior moral. O resto é tranqüilo”, diz. Outra coisa legal de um desenhista de quadrinhos, segundo Renato, é receber convites para ir a convenções de gibis no mundo todo.
1 | FOTÓGRAFO DA VIP
O trabalho é tão sensacional que todos os meses a gente fica se perguntando se não é o caso de parar de pagar por ele. Talvez até a gente possa cobrar algum. Se não, vejamos: quantos caras têm a chance de ficar ali, horas a fio, diante das gatas mais gostosas do Brasil?
Tá certo, é tudo muito profissional e coisa e tal... você já ouviu essa história. Mas concorda comigo que é melhor ser profissional numa sessão de fotos com a Fernanda Vasconcellos do que numa reunião com um gerente de banco?
Fotógrafo há 20 anos, o Ângelo Pastorello não faz só ensaios sensuais e nus não (mas se pudesse...). O portfólio inclui trabalhos de moda, beleza e publicidade, mas ele reconhece que fotografar as mulheres mais lindas do Brasil traz um retorno bem grande.
Ele já colaborou com as principais revistas masculinas do país e, só aqui na VIP, registrou beldades como as ex-BBBs Grazi, Flávia e Carol, e, nesta edição, fotografou uma nova sensação, Caroline Miranda.
Sobre o glamour em torno de ser pago para ter mulheres espetaculares na mira, Ângelo pede muita calma nessa hora. Claro, há o momento de arregaçar as mangas, coordenar uma equipe e na maioria das vezes fotografar mulheres sem intimidade com a câmera. Tá legal, Ângelo, mas diz uma coisa aqui para a gente, que não tem mais ninguém ouvindo: você gosta ou não gosta?
“Lógico, porra! E não tenho essa de separar o fotógrafo do homem. Eu olho a mulher com desejo de homem, e assim a fotografo. Se você é homem que gosta de mulher, você fotografa como um homem que gosta de mulher.” E ponto final.
COLABORARAM PATRÍCIA JULIANELLI e FELIPE VAN DEURSEN