Brasil x Argentina: a batalha do churrasco
Foi uma brasa: churrasqueiro daqui e parrillero dali se enfrentaram para um júri popular faminto por carne
CHURRAS OU PARRILLA?
As diferenças entre os estilos
CHURRASQUEIRA
A carne vai no espeto ou numa grelha horizontal. É inclinada e tem canaletas por onde escorre a gordura.
BRASA
É de carvão. A lenha é mais apreciada, mas também se usa carvão.
ENTRADAS
Pão de alho, queijo de coalho, frango. Provolone na brasa e empanadas (pastéis assados).
CARNES
Picanha, costela, maminha e fraldinha. Bife de chorizo. E miúdos: rins, tripas, timo.
LINGÜIÇA
De carne de porco. O chorizo costuma ser misto de porco e boi.
TEMPERO
Sal grosso. O sal padrão é o entrefina, com cristais de tamanho médio.
MOLHO
Vinagrete de cebola, tomate e cheiroverde. Chimichurri: azeite, vinagre, ervas secas, alho e pimenta.
ACOMPANHAMENTOS
Arroz, farofa, batata frita, maionese, pão, salada. Batata frita, legumes na brasa, salada.

A rivalidade no churrasco é tão grande quanto no futebol: quem faz a melhor carne, brasileiros ou argentinos? O melhor jeito de tirar a questão a limpo é um duelo de churrasqueiros. A noite em que as selecinhas do Dunga e do Basile ficaram no 0 a 0 em Belo Horizonte, em São Paulo um público de 400 convidados julgava a habilidade do goiano Gerson Gonçalves e do portenho Ariel Suárez. Eles se enfrentaram numa degustação às cegas (em que ninguém sabe quais são as amostras) promovida pela VIP e pela Smirnoff Caipiroska na casa noturna Santa Aldeia.

Gerson e Ariel serviram as mesmas carnes (picanha, bife ancho e fraldinha) a quatro jurados – o especialista em carnes nobres István Wessel, a gata Jaque Khury, Marcos Nogueira (editor da VIP) e Sérgio Giorgetti (gerente de marketing da Smirnoff ). Como a disputa ficou empatada no júri, o voto dos convidados (que tinha peso igual ao de cada jurado) foi decisivo: 53% escolheram a carne brasileira, que levou o caneco por um triz.

É claro que foi tudo uma brincadeira para divertir a galera que via o jogo no telão dizer qual é o melhor churrasco é uma tarefa quase impossível, já que o gosto de quem come conta muito. Mas dá para dizer sem medo que eles ganham em alguns aspectos e nós, em outros. Para Wessel, o sistema argentino de fazer a carne numa grelha inclinadaé superior aos métodos brasileiros.“O espeto faz a carne perder seus sucos e ficar seca; a grelha horizontal deixa a gordura pingar na brasa e fazer chamas altas demais”, diz. Em compensação, ele prefere o acompanhamento nacional: “Farofa é a guarnição ideal para a carne”.

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