Daniel Craig, missão: sucesso
Em seu segundo filme como Bond, o ator fala sobre o desafio de viver um ícone masculino e diz que adoraria ver o agente em ação no Maraca lotado
por Thales de Menezes, em Londres
Ele superou as suspeitas dos fãs. Bond loiro? Tudo bem. Baixinho?
Ok. Daniel Wroughton Craig tem 40 anos e o mundo
a seus pés. Mas, como está escrito no brasão da família Bond,
o mundo não é o bastante. Rico e famoso, ele quer reformatar
o 007 para a geração da sua filha de 16 anos, do primeiro casamento.
Hoje namora a produtora Satsuki Mitchell e, simpático, deu
esta entrevista em Londres, entre goles de chá preto com leite.
Quantum of Solace continua
a recontar as origens de Bond.
Os atores que o antecederam
queriam continuar a tradição
dos filmes, mas você faz parte
da reconstrução do personagem.
É mais difícil?
Não sei, só penso que é um
grande prazer pegar um clássico
e desmontá-lo, encontrar
novos caminhos e novas motivações.
Essa reconstrução vai
levar alguns filmes. Eu tenho
contrato para mais dois.
Depois, vamos ver.
Em seus dois filmes como
Bond não existe uma grande
ameaça ao mundo...
Muitos filmes de Bond acabam
com ele salvando o mundo no
fim, e são grandes filmes. Mas
estamos mais interessados no
que passa na cabeça de Bond.
Trata-se de uma jornada pessoal
do herói, mas que rende
um filme de ação espetacular,
claro. É James Bond.
James Bond é um ícone masculino
no mundo todo. Isso
passa pela sua cabeça?
Você está certo, mas tudo o
que estamos fazendo com o
personagem agora é humanizá-lo, queremos mostrar um
Bond mais falível, um personagem
que pode errar como todo
mundo erra. Se estivermos
fazendo a coisa certa, essa
condição de ícone enfraquece.
O que mudou na sua vida
depois de virar 007?
Em primeiro lugar, o sucesso é
bom, claro. Você ganha dinheiro
bastante para não se preocupar
mais em sustentar sua
família. Agora, falando sobre
a exposição pública, é impressionante.
Antes eu era um ator
conhecido por quem assistia a
meus filmes. Com James Bond,
isso se multiplica. Ser reconhecido
no mundo inteiro às vezes
incomoda. Eles me fotografam
indo ao supermercado no
domingo pela manhã.
“IMAGINE UM JOGO NO
MARACANÃ. UM BELO
CENÁRIO PARA JAMES
BOND ENTRAR EM AÇÃO”
Quando se fala em 007, a
imagem que vem à cabeça
é o agente de smoking.
Você
se sente confortável em um?
Sim, porque são feitos especialmente
para mim por Tom Ford. A roupa é pensada para
os movimentos das cenas, como
correr e saltar. Mas minha
roupa do dia-a-dia é muito
simples, jeans e camisetas.
O que gosta de fazer longe
das filmagens?
Encontrar lugares legais para
ficar com a família e os amigos.
Eu praticava esporte,
mas agora ficou impossível.
Você jogava futebol?
Sim, mas muito mais rúgbi.
E agora não posso encarar
esses jogos. Se eu me machucar,
acabo comprometendo
a agenda de filmagens.
Roger Moore rodou cenas de
um filme de 007 no Brasil.
Eu gostaria muito de fazer isso,
e não estou apenas sendo simpático.
Imagine um jogo no
Maracanã. Um belo cenário
para Bond entrar em ação.
Leia a crítica de 007 – Quantum of Solace no Blogie
http://vip.abril.com.br/cinema/2008/11/crtica-007-quantum-of-solace.shtml
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