O ministério da VIP adverte: saber dançar causa perda de peso, alívio do estresse, aumento da diversão, além de doses semanais de loiras, morenas, ruivas, mulatas e negras. Entre os efeitos colaterais, estão rolos, namoros e, em casos extremos, até casamento.

Ter alguma habilidade nos pés facilita a aproximação com as mulheres na balada – e, conseqüentemente, aumenta as suas chances de se dar bem na noite. No mínimo, a expressão “quer dançar?” economiza vários minutos de xaveco no ouvido da moça. O engenheiro Newton Ribeiro, que faz aula de dança há quatro anos, resume: “Em menos de um minuto, uma mulher que você nunca viu na vida já está nos seus braços”.

E você nem precisa ser o galã da turma, já que para a mulherada o talento na pista vale mais que a aparência do sujeito. “Se o cara não for bonito e dançar bem, as mulheres curtem do mesmo jeito”, diz a professora de dança Alini Lima, que conheceu os dois últimos namorados no salão. Ou seja, “talento nos movimentos é meio caminho dançado para a conquista”.

Na noite de São Paulo, Rio e outras capitais, pipocam casas em que os casais dançam juntinhos ritmos como salsa e samba-rock – a dança de salão deixou de ser coisa de vovô. “Tem balada de dança bombando com público jovem e bonito de segunda a segunda”, diz Gustavo Lilla, publicitário que se tornou professor de salsa depois que foi arrastado pela ex-namorada para uma aula de dança. Segundo ele, as escolas de dança têm 60% de mulheres entre os alunos. O fato é que faltam bons dançarinos no mercado – e os poucos que existem “sofrem” com o estresse de ter tantas mulheres aos seus pés na balada.

Você ainda acha que vão duvidar da sua masculinidade se virar um pé-de-valsa? Com a palavra, o professor Gustavo, experiente nas artes da paquera bailante: “Se o homem está aprendendo a cozinhar, que antes também era coisa de mulher, por que não pode aprender a dançar?”

DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CAMA
OS RITMOS QUE VOCÊ DEVE APRENDER PARA TURBINAR A AZARAÇÃO

Zouk
Mistura repaginada da lambada dos anos 80, o zouk é dançado com movimentos circulares. O som tem hits do reggaeton, como Shakira, Dom Omar e Daddy Yankee.

MULHERADA – o zouk está bem na moda atualmente e atrai principalmente mulheres jovens, animadas e que curtem dançar bem colado.
AONDE IR – São Paulo: Carioca e Buena Vista Social Club;
Rio de Janeiro: Hard Rock Café Barra (baladas mensais) e Calibrado;
Brasília: Caribenho e Café Cancún;
Recife: Cuba do Capibaribe; Fortaleza: Cubra Libre.


Samba-rock

Ritmo originário dos guetos de São Paulo, tomou as pistas de dança da classe média alta. Trata-se de um estilo baseado nos rodopios do twist com a marcação de samba, dançado ao som de Jorge Ben Jor, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Marku Ribas, Originais do Samba etc.

MULHERADA – o samba-rock atrai gatas jovens e descoladas, na faixa dos 20 aos 30 anos.

AONDE IR – por ser originário de São Paulo, as melhores baladas estão na capital paulista: Di Quinta, Teatro Mars, Unha de Gato


Salsa

De origem tradicionalmente cubana e porto-riquenha, a salsa pode ser considerada um dos ritmos mais dançados em todo o mundo e, atualmente, é um dos mais populares entre os jovens na
dança de salão. Sua dança tem como principais fundamentos os giros.

MULHERADA – nas baladas de salsa dá de tudo: desde meninas de 18 anos até coroas estilo Vera Fischer.

AONDE IR – São Paulo: Buena Vista Social Club, Rey Castro e Azucar; Brasília: Caribenho e Café Cancún; Recife: Cuba do Capibaribe; Fortaleza: Cuba Libre e Chope do Bexiga.


Forró

O ritmo ganhou os jovens na década de 90, quando o forró universitário virou febre com bandas como Falamansa. Recomendado pelos professores como a porta de entrada na dança de salão.

MULHERADA – nas baladas de forró, cola um público na faixa dos 17 aos 20 e poucos anos, com pouca maquiagem e sandália rasteirinha.

AONDE IR – São Paulo: Remelexo e Canto da Ema; Rio de Janeiro: Asa Branca; Brasília: Arena do Forró e Calaf; Recife: Sala de Reboco, Cafundó e Forró de Zenabo; Fortaleza: Cucucaia e Curral do Boi.

Engana que elas gostam

4 PASSOS PARA FATURAR SEM SABER DANÇAR

1º PASSO: não queime o próprio filme. Como na dança de salão é o homem quem conduz, a mulher que dança bem não tem muita paciência com iniciantes. “A não ser que você desperte nela um instinto maternal, vai tomar uma bota”, alerta o professor Gustavo Lilla.

2º PASSO: observe a mulherada na pista. Tente não focar sua atenção nas mulheres que estão dançando no meio e sim naquelas que estão paradas ou se mexendo timidamente nos cantos. Elas provavelmente dançam tão mal quanto você e, com certeza, estão loucas para dançar com alguém.

3º PASSO: confiança é tudo. Nada de já chegar com aquela cara de pidão dizendo que não sabe dançar. Só depois que a gata aceitar a dança, conte que é possível que ela tome uns pisões: “Prometo que vou fazer aula de dança por sua causa”.

4º PASSO: dois pra lá, dois pra cá. Se a gata também não sabe dançar, ela provavelmente não vai se importar que você também não saiba, desde que consiga manter o ritmo. Com ela nos seus braços… Aí é com você, cara! Não vai querer que a gente ensine tudo, né?

O renascimento sertanejo

Sabe aquela história de que música sertaneja é coisa de gente rústica do interior, para embalar rodeios freqüentados por homens e mulheres vestindo chapéu e espora? Que música sertaneja é lamento de matuto traído? Esqueça tudo isso. Assim como aconteceu com o forró e com o pagode, o sertanejo ganhou uma versão universitária, que mistura música caipira com uma guitarra estridente e um toque de axé. O estilo enche casas noturnas e bares badalados das principais capitais brasileiras com um público jovem, bonito, endinheirado, majoritariamente feminino e que nada tem de Jeca Tatu.

UP
- As duplas sertanejas César Menotti & Fabiano e Vítor & Léo
- Cabelo com chapinha e roupas de grife nas gatas neo-sertanejas
- Dançar juntinho e com rostos colados

DOWN

O pagode universitário de Jeito Moleque e Inimigos da HP
- Chapelões, esporas e botas
- Os passinhos coreografados típicos das músicas country americanas