A Europa em 5 cervejadas
Os lugares mais bacanas para virar o caneco em cinco países, do pub dos amigos do Robin Hood ao bar que tem um elefante cor-de-rosa
POR ERNESTO MAGALHÃES
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A MAIOR CARTA DE BREJAS
A Bélgica rivaliza com a Alemanha
quando o negócio é cerveja – e ganha
em alguns quesitos. É na capital
Bruxelas que fica o bar com a carta
de brejas mais completa do mundo,
segundo o livro Guinness (também
marca de cerveja!) dos recordes: o
Délirium Café. Num porão construído
no século 18, é possível experimentar
cerca de 2 mil rótulos, 900
dos quais produzidos na própria Bélgica.
As outras vêm de todos os cantos
do mundo – até dos mais estranhos,
tipo Angola, Mongólia ou Laos.
E ainda tem 28 tipos de queijo para
rebater. A cerveja da casa é a Delirium
Tremens (nome técnico para
alucinação de bebum), que tem
9% de álcool e um simpático
elefante cor-de-rosa no rótulo.
Tome várias se quiser conhecer
os amiguinhos do bicho.
Délirium Café – Impasse de
la Fidélité, 4A, Bruxelas,
www.deliriumcafe.be |
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O BOTECO MAIS ANTIGO
O pub mais antigo da Inglaterra fica
em Nottingham, cidade do Robin
Hood. O Ye Olde Trip to Jerusalem
existe desde 1189: na época, era pit
stop dos cavaleiros que seguiam viagem
para lutar nas Cruzadas em Jerusalém.
No fundo, fica o haunted snug (“cafofo mal-assombrado”), onde os
donos do bar garantem que dá para sentir alguém cutucar seu ombro enquanto
você se distrai com a breja. Relaxe, pois deve ser um turista japonês.
Trip to Jerusalem – Brewhouse Yard, Nottingham, www.triptojerusalem.com |
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A HOLANDA TODA NUM BAR
Algumas horas em Amsterdã são o
bastante para ter uma boa ideia da
variedade de rótulos do país. É só dar
uma passada no bar ‘t Arendsnest.
O dono, Peter van der Arend, viaja
desde 1994 para o interior só para
catalogar os produtores da bebida.
Ele faz questão de que no seu bar
haja pelo menos um tipo de cerveja de cada cervejaria holandesa. São 23
tipos que se pode provar direto do barril e mais de 120 marcas engarrafadas. ‘t Arendsnest – Herengratch 90, Amsterdã, www.arendsnest.nl |
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ALEMANHA SEM FOLCLORE
Se para você cerveja alemã é sinônimo
de gente vestindo suspensórios
e chapéu com pena, conheça Colônia,
no norte do país. Lá não existem
as canecas gigantes da Baviera:
o copo é um tubo fino com 200 ml,
que não deixa a bebida esquentar.
Um bom point para conhecer a tradição
etílica do lugar é a cervejaria Früh Am Dom, onde a cerveja do tipo
kölsch é servida por garçons em saiotes azuis (mas nada de suspensórios).
Früh Am Dom – Am Hof, 12, Colônia |
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JARDINS DE CERVEJA
Para conhecer as cervejas da Áustria,
uma boa pedida são os biergartens– literalmente “jardins da cerveja”, grandes áreas ao ar livre onde o povo entorna
todas – da bela cidade de Salzburgo,
terra natal de Mozart. O mais
famoso é o Stieglkelle. O Augustiner
Bräu é um monastério que produz a
própria cerveja e o Weissbierbrauerei fabrica “cerveja branca”, de trigo. Stieglkeller – Festungsgasse, 10; Augustiner Bräu – Lindhofstrasse, 7, www.augustinerbier.at; Weissbierbrauerei – Rupertgasse, 10, www.dieweisse.at |
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