Como foi a escolha de
Angelina Jolie para ser a
mãe que enfrenta todo
um sistema corrupto para
descobrir o que aconteceu
com seu filho?
Quando soube que ela tinha
gostado do roteiro, ficou claro
que não precisava pensar em
mais ninguém. Gosto dela como
atriz e hoje é provavelmente
a mãe mais famosa do
mundo. Imaginei que deveria
saber com muita propriedade
o que é necessário ao papel.
Você acha que A Troca
faz o público pensar que
a corrupção está presente
na vida de todos?
Sim, ela está, e não estou sendo
irônico ao dizer que a história
de Los Angeles é feita de
episódios de corrupção. Acho
que foi a inspiração para o cinema
noir que foi produzido
ali durante décadas. A razão?
Talvez seja porque a cidade ficou
muito isolada na Costa
Oeste na primeira metade do
século passado, num mundo à
parte sem que o resto do país reparasse no que acontecia lá.
Então a corrupção criou raízes.
De onde vem sua energia
para rodar um filme
atrás do outro?
Eu não sei. Acho que não fico
mais tanto tempo na frente
da câmera, atuo pouco nos
filmes. Sinto que a hora é boa
para ficar atrás e manter o foco
em contar as histórias. Não
vejo sentido em ficar parado.
É evidente que você não
segue tendências. Quando
todos decretaram o
fim dos faroestes, você
fez Os Imperdoáveis.
É mais importante contar
uma boa história do que seguir
tendências. Você não se
sente preso a nada e não cede
a pegar carona no sucesso de
outros. Como nunca encontrei
outro roteiro tão bom quanto
aquele, acho que Os Imperdoáveis
foi meu último western.
Como está o projeto The
Human Factor, seu filme
sobre Nelson Mandela?
Estou num ritmo mais lento
desta vez. Descansei um pouco
depois de Gran Torino e
agora o motor está aquecendo.
Nessa idade às vezes eu
pego no tranco.
O que faz você decidir
atuar, como em Menina
de Ouro e Gran Torino?
Decidi me colocar no elenco
desses dois filmes porque
existiam bons personagens
com a minha idade. Não vou
tentar maquiar os efeitos do
tempo. Mas não estou preocupado
em procurar papéis
assim, estou contente do outro
lado da câmera.
Ao contrário de colegas de
geração, você parece ser
um entusiasta do DVD.
Sim, muito. Procuro participar
da adaptação dos filmes ao
formato, produzir extras interessantes.
Com a qualidade
de telas e de sistemas de som
que as pessoas podem ter em
casa hoje, elas conseguem repetir
ali a mesma experiência
de uma boa sala de cinema. |
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ISTO É UM ÍCONE
Filmes como ator: 66
Filmes como diretor: 33
Melhor western em que atuou:
O Estranho Sem Nome (High Plains Drifter, 1972)
Melhor western que dirigiu:
Os Imperdoáveis (The Unforgiven, 1992)
Os filmes como “Dirty” Harry:
Perseguidor Implacável (Dirty Harry, 1971)
Magnum 44 (Magnum Force, 1973)
Sem Medo da Morte (The Enforcer, 1976)
Impacto Fulminante (Sudden Impact, 1983)
Dirty Harry na Lista Negra (The Dead Pool, 1988)
Quem ganhou o Oscar sob seu comando:
Gene Hackman (Os Imperdoáveis)
Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos)
Tim Robbins (Sobre Meninos e Lobos)
Hilary Swank (Menina de Ouro)
Morgan Freeman (Menina de Ouro)
O primeiro filme:
Tarântula, a Aranha Assassina (Tarantula,
1955), um abacaxi sem tamanho
O filme mais macho de sua carreira:
Rota Suicida (The Gauntlet, 1977), no qual
ele enfrenta sozinho a polícia de três estados
O filme dele que sua namorada vai gostar:
As Pontes de Madison (The Bridges of Madison
County, 1995), uma xaropada com Meryl Streep |