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Máquina de dar porrada
O melhor boxeador do mundo é um frangote das Filipinas: Pacman POR: FELIPE VAN DEURSEN Em 2 de maio, o filipino Manny Pacquiao conseguiu um feito incrível no boxe. Ao nocautear de forma retumbante o campeão dos pesos meio-médio-ligeiros (até 64 kg), Ricky Hatton, ele se tornou o segundo homem a somar seis títulos mundiais em seis categorias diferentes, ao lado do ídolo americano Oscar De La Hoya - que, aliás, também foi a nocaute pelos punhos de Pacquiao, em dezembro último. Pacman, como também é conhecido, destroçou o rival britânico em 5min52s de combate e ganhou US$ 32,8 milhões pela vitória. Nada mal. Em 18 de julho, Pacquiao vai enfrentar o invicto Floyd Mayweather Jr. Matador em números
49 vitórias, 37 por nocaute, 2 derrotas.
Soco, soco, soco Especialistas afirmam: Pacquiao tem uma rapidez impressionante nos braços. Na espetacular vitória sobre Hatton, ele só tomou 18 socos dos 78 desferidos pelo britânico. Da sua parte: Deu 127 porradas Acertou 73 (57,4%) ou um soco a cada 4,8 segundos Ganhou US$ 32,8 milhões ou US$ 93 181 por segundo ou US$ 449 315 por soco acertado Pequeno monstro O feioso Pacquiao tem apenas 1,69 m, e na noite da luta pesava 62,5 kg. Foi apenas o terceiro combate dele em uma categoria acima dos 59 kg. Supercampeão Antes de ganhar o cinturão de meio-médio-ligeiro, Pacquiao já tinha sido campeão nas seguintes modalidades: peso-mosca (50 kg), supergalo (55 kg), peso-pena (57 kg), superpena (59 kg) e peso-leve (61 kg). Ídolo filipino Seu conturbado país natal, as Filipinas, onde guerrilheiros separatistas muçulmanos enfrentam o governo central católico, parou para vê-lo derrotar Hatton. Até mesmo um cessar-fogo não oficial foi declarado para os rebeldes assistirem à luta. A inspiração Pac-man, também conhecido pelo nome come-come, é um dos jogos eletrônicos mais populares da história. Lança do para fliperama pela Namco, no Japão, em 1980, ele ganhou versões para vários videogames, tornando-se ícone pop: uma pesquisa realizada nos EUA mostrou que sua imagem é reconhecida por 94% dos consumidores americanos, mais que personalidades como Matt Damon, Michael Jordan ou outro monstro do videogame, Mario. |
