Faça sua própria loira
Será que a cerveja caseira é tão boa quanto a industrial?
A gente se matriculou num curso e pôs a mão na massa
para conferir. Nasceu a cerveja VIP
POR FRANCISCO PASSARELLI
D
á para fazer cerveja em casa.
Não é fácil, mas dá. A cerveja
caseira aos poucos vem ganhando
adeptos em todo o
Brasil. Apesar de o processo ser longo
- quase um dia inteiro de trabalho
mais algumas semanas de espera
-, vale a pena ter uma cerveja para
chamar de sua. Em busca do nosso
mestre-cervejeiro interior, nos matriculamos
num curso e criamos a
cerveja VIP.
Como somos inexperientes no assunto,
arriscamos preparar uma cerveja
do estilo weissbier, produzida
com malte de trigo e leveduras especiais.
Por que não uma loirinha normal,
do tipo que se compra no boteco?
"A pilsen, por ser de sabor suave,
é que mascara menos os defeitos do
processo", diz Edu Passarelli, do bar
Melograno, nosso professor. "Por isso
mesmo, a mais difícil de fazer."
A melhor parte de todo o processo
de criação é degustar a criatura em
ótima companhia. Chamamos a espetacular
Raquel Tolardo, rainha da
Oktoberfest de Blumenau em 2001,
gata da VIP na edição de maio e, sem
dúvida nenhuma, a melhor loira destas
páginas. Ela participou da comissão
de bebedores que avaliou a nossa
breja. O resultado você vê a seguir.
QUASE CASEIRAS
Cervejas de produção artesanal que você pode comprar
ABADESSA
De Porto Alegre (RS), só produz 7 500 litros por mês.
Sugestão: Abadessa Hildergard Von Bingen
(weissbier).
www.abade.com.br |
WOLKENBURG
Produz cerca de mil garrafas por mês em Cunha, SP.
Sugestão: Wolkenburg Fit (com baixo teor de carboidratos).
www.cervejariawb.com.br |
FALKE BIER
Mineira de BH, fabrica 8 mil garrafas mensais.
Sugestão: Estrada Real (India Pale Ale).
www.falkebier.com.br
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BIERTRUPPE
O esquema destes paulistanos é
bem caseiro: para saber
se tem cerveja, só olhando o blog.
Sugestão: Saint Nicholas.
www.biertruppe.blogspot.com |
A PRIMEIRA VEZ NUNCA É A MELHOR

Mal nasceu, a cerveja VIP
já
passou por uma prova
de fogo: uma degustação
comparada com algumas
das melhores weissbier do
mundo: as alemãs Erdinger
e Weihenstephaner e a brasileira Eisenbahn.
A primeira amostra estava intragável. Isso porque a garrafa
não havia sido enxaguada direito e ainda tinha resíduos de
cloro. Quando chegou a segunda cerva, ninguém fez cara
feia. "Está superbebível", disse Raquel Tolardo. "Eu tomaria
um porre dessa cerveja." Yes!!!! Edu Passarelli jogou um
balde de água fria no nosso entusiasmo com o parecer de
especialista: "Apesar da boa aparência, ela apresenta
alguns defeitos". A VIP ainda era pior que as concorrentes.
O que saiu errado? Segundo os experts da mesa, o lúpulo
havia sido fervido por tempo demais, dando um amargor
que não é característico das cervejas de trigo. "Esse problema
acontece frequentemente com iniciantes", diz Claudio
Botejara, da Associação dos Cervejeiros Artesanais Paulistas
(Acerva Paulista). Tudo bem. Como em todas as coisas
boas da vida, a primeira vez não costuma ser fantástica.
Quando a gente tiver experiência, aquelas alemãs vão ver...
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ESSA AULA NINGUÉM CABULA
Cursos de fazer cerveja têm duração de um dia.
Veja onde fazer:
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