Ildi Silva- Revista VIP

Essa vende revista

Publicar um ensaio com a ninfeta Lívia Campello Perácio é uma prova de que na VIP nós não brincamos em serviço. Explico: ela é aqui do serviço. A somente 12 andares abaixo de nós, Lívia trabalha na banca de revistas que funciona no térreo do prédio da editora Abril, que edita a VIP. Desde que chegou, há pouco mais de um mês, a garota mudou a rotina da revistaria. “Agora é comum ter uma aglomeração de marmanjos aqui na porta”, conta Ricardo Favalle, o dono. Mesmo nós da VIP passamos a frequentar o local com uma assiduidade maior. Até que um dia não resistimos e perguntamos: “Topa posar para a gente?” Com 19 anos recém-completados, Lívia foi bailarina e hoje faz cursinho para jornalismo.

POR RENATO KRAUSZ

Você se mostrou bem desinibida nas fotos...
Eu não sou tímida, nem um pouco. Após oito anos de balé, ficar sem roupa na frente dos outros para mim é normal. Os camarins vivem lotados de fotógrafos e outras pessoas.

Como foi receber o convite aqui da VIP?
Na hora eu pensei que era brincadeira. Quando soube que era sério, achei muito legal. Vou usar a revista como meu book.

Como é o trabalho na banca?
É um trabalho legal, tranquilo, às vezes dá para ler umas coisas, apesar de não ter muito tempo.

Muita gente entra lá só para te ver? Você já recebeu uma cantada?
Cantada, nunca. Mas tem alguns meninos que passam na banca todo dia e vêem sempre a mesma revista. Tem outros que chegam falando “oi, Lívia”, e eu não tenho a menor ideia de como eles sabem meu nome.

Como você acha que este ensaio vai repercutir no prédio? O movimento na banca vai aumentar. Isso te assusta?
Não, acho que vai ser bacana. Se as pessoas comprarem a revista, vou achar bom. Ainda mais se souberem que eu estou na revista e comprarem por minha causa.

E fora da Abril?
No cursinho acho que eu posso ficar com mais vergonha. Aqui o pessoal está mais acostumado, não?

 

 

Quem não trabalha na Abril e não estuda no cursinho onde pode te encontrar?
Quase todo final de semana eu passeio no Centro de São Paulo. O Teatro Municipal é meu xodó, porque é onde eu dançava.

> Confira o ensaio

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