Regras para se dar bem na balada
Durante 64 horas, entre sexta-feira, 29 de janeiro, e segunda-feira, 1º de fevereiro, vivi confinada com cerca de 2 400 pessoas do país todo a bordo de um navio, o Vision of the Seas. Aproveitei o MOB Festival, que rolou de Santos a Ilhabela, no litoral paulista, para uma missão importantíssima: decifrar a etiqueta da balada e ver o que os rapazes estão fazendo de certo e de errado quando chegam em uma garota. Observei atentamente os comportamentos dos caras - e, claro, as reações das garotas - em todos os ambientes do navio: nos restaurantes, na academia e, principalmente, ao redor da piscina, enquanto eles bebiam e dançavam ao som dos 21 DJs que participaram do cruzeiro. Além disso, escolhi a dedo algumas das mulheres mais bonitas da festa, que me contaram suas experiências com as cantadas e abordagens masculinas não só no MOB, mas em várias outras baladas. O resultado é este manual de conduta que pretende ajudar você, leitor, a pegar mulher na noite - qualquer que seja o tipo de balada que você frequente. Memorize as regras a seguir:
Tente controlar a quantidade de álcool que você vai ingerir. Não vá com tanta sede ao pote - ou à garrafa -, especialmente se a festa vai durar várias horas (ou vários dias). Caras muito bêbados são inconvenientes, por mais que você se ache superlegal. Mau exemplo: apenas duas horas após o Vision of the Seas partir rumo a Ilhabela, dois sujeitos cambaleantes (e não era por causa do movimento do barco) passaram batendo nas portas das cabines (os quartos da embarcação) e gritando. A mulherada que saiu para o corredor para ver o que acontecia torceu o nariz.
É saudável malhar, mas tentar a todo custo ficar mostrando seus músculos para a mulherada é um tanto ridículo. Mau exemplo: a estudante de psicologia e modelo gaúcha Ana Paula Ortiz, 28 anos, e uma amiga passaram perto de um grupo de rapazes no MOB e um dos sujeitos, de regata, apertou o braço e prendeu a respiração para mostrar os músculos. "A impressão que dá é que eles passam tanto tempo na academia que esquecem de malhar o cérebro", diz ela.
Fazer uma mulher rir confere vários pontos. Mas há muita diferença entre fazê-la rir por dizer algo espirituoso e bancar o palhaço. Tem coisas que só seus amigos acham engraçadas. Bom exemplo: na primeira noite do MOB, no restaurante, um cara aproveitou as mesas coletivas e sentou-se ao lado de uma loira. Engatou um papo sobre viagens e, falando sobre suas experiências em cidades do exterior, contou sobre algumas gafes que cometeu por não dominar a língua do lugar. Ela não parava de rir. Para ele - não dele. Mau exemplo: no mesmo restaurante, um sujeito que estava em uma mesa com quatro amigos e mais três meninas enfiou um dos pães que estavam sendo servidos no couvert em seu dedão. Não satisfeito, tirou da cesta os outros pães e a colocou em sua cabeça. Os amigos morreram de rir. As meninas morreram de vergonha.
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