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Ser prefeito deve ser empregão. Dos atuais 5564 com carteira assinada no país, 2091 vão tentar ficar no cargo por mais quatro anos, após outubro, quando os brasileiros têm a chance de contratar novos enpregados. Neste ano, são 15346 candidatos registrados tentando a boquinha de prefeito, espécie de zelador do condomínio público. Considerando todos os municípios do Brasil, não é tão concorrido quanto vestibulares de fim de ano. Na média, são 2,75 candidatos por vaga, mas a variação é grande. São Paulo, o pleito mais acirrado, tem 11 candidatos para cada boca. Na outra ponta da eleição 2008, 29 cidades têm candidaturas únicas. Ou seja, é emprego na certa. Mesmo se o figura perder para os votos brancos e nulos, ele é eleito e recebe chequinho no fim de mês.
Borá, no interior paulista, é o menor colégio eleitoral do Brasil: 923 eleitores. O prefeito com maior número de chefes será o de São Paulo, mais de 8 milhões de votantes. O zelador paulistano terá R$ 25,3 bilhões para gastar por ano. Os menores orçamentos municipais são registrados por seis cidades do Nordeste, cada uma com a verba anual de R$ 20 mil. Pouco mais que o salário mensal do prefeito de São Luís, Maranhão, o maior do país: R$ 19.100.

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